PARA EVITAR O VOLUME MORTO

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Operador pode reduzir ainda mais a vazão da represa de Três Marias    …

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PEC PODE REFORÇAR CAIXA DOS MUNICÍPIOS

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TRAGÉDIA À BRASILEIRA

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ELES NA TELA

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Operador pode reduzir ainda mais a vazão da represa de Três Marias

              Imagem: Cemig\Divulgação

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reserva uma notícia nada agradável para os ribeirinhos do trecho mineiro do Rio São Francisco. Segundo o serviço de informações de um jornal de economia, apesar de prevê que o volume útil da represa de Três Marias não vai acabar até o fim de novembro, o Operador já trabalha com a possibilidade de ser obrigado a autorizar reduções adicionais de vazão do rio São Francisco para segurar o estoque remanescente na usina hidrelétrica.

De acordo com a notícia, para evitar o esvaziamento da represa, o ONS avalia que a vazão de saída “desejada” fique em torno dos 150 m ³/s, mas não descarta a possibilidade de limitar a liberação da água do lago para 130 m³/s - o que pode agravar ainda mais a situação do leito do Rio São Francisco em algumas cidades do Norte de Minas.

O objetivo do ONS é preservar, no mínimo, 3% da capacidade de Três Marias até a volta das chuvas. A média de capacidade registrada durante o mês de julho foi de 9,47%, mas esteve bem abaixo desse patamar nos momentos mais críticos. O Operador Nacional do Sistema diz que não vai deixar o volume útil de Três Marias se esgotar, por isso a necessidade de fechar ainda mais a vazão do lago.

A atual situação do reservatório é a mais preocupante desde a sua construção. Segundo a Prefeitura de Três Marias, no final do mês de julho, a vazão afluente (que alimenta o nível do lago) de água era de aproximadamente 60m3/s e a vazão defluente, aquela que alimenta o curso do Rio São Francisco a jusante [abaixo] do lago é de aproximadamente 200m3/s. O ONS também busca aval da Agência Nacional de Águas (ANA) para diminuir a vazão liberada pelo reservatório de Sobradinho, na Bahia, a um patamar jamais visto.

Prudência

Petistas e tucanos na torcida para que ‘efeito Marina’ murche nas próximas pesquisas

Indiscutível fato novo na sucessão presidencial, que só prometia esquentar lá para o final de setembro, na reta final da propaganda gratuita no rádio e TV, Marina Silva é agora candidata oficial do PSB. A expectativa e, mais do que isso, a aposta das campanhas adversárias de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) é no sentido de que o balão da ex-ministra Marina murche já na próxima rodada de pesquisas, prevista para a próxima semana.

“Agora é você Marina”, disse uma voz ao apresentar a ex-senadora agora há pouco no programa radiofônico. A candidata disse “enxergar o Brasil do tamanho que ele deve ser”, após reforçar a união entre os partidos da coligação que orbita em torno do PSB, onde, por sinal, nem tudo é festa depois que Marina fez mudanças no comando nacional da campanha e reafirmou seu propósito de não colocar os pés em alguns dos palanques montados por Eduardo Campos, morto há uma semana em trágico acidente aéreo. Um desses palanques é o da reeleição do favorito Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo.

Comoção

São atitudes consideradas voluntaristas da parte de Marina e que alimentam a torcida de tucanos e petistas para o previsível realinhamento de forças depois que passar o clima de comoção pela morte prematura do ex-governador e candidato Eduardo Campos. A ex-ministra tem potencial para subir um pouco mais nas pequisas, mas o pouco tempo no horário gratuito e as brigas internas na sua base aliada pode afetar a manutenção desse crescimento. O PT, como se sabe, prefere enfrentar o tucano Aécio Neves no cada vez mais provável segundo turno das eleições presidenciais.

Os estrategistas petistas avaliam que o PSDB é freguês e o neto de Tancredo um candidato limitado, sem potencial para causar os eventuais estragos no mapa político. Já Marina Silva é uma incógnita, porque poderia catalisar as insatisfações vistas nos protestos de junho de 2013 e certo anseio mudancista, que parece se espalhar pelo ar.

No mais, tive a impressão de que o tucano Aécio Neves vai precisar mudar em breve tempo o seu programa eleitoral. Na manhã de hoje, o tucano seguiu a estratégia de fixar a imagem de gestor eficiente, com menções ao sistema de metas para educação e o enxugamento da máquina administrativa em Minas Gerais. Aécio deu ênfase à redução do próprio salário, quando assumiu o primeiro mandato como governador. Embora correto no conteúdo, falta entusiasmo ao programa do tucano, que não consegue suscitar nos seusouvintes, até aqui, apelos novidadeiros.

Coração valente

Bloqueio de moradores volta a cobrar asfaltamento em trechos da BR-367

Mais um capítulo de uma longa novela. Um protesto pacífico previsto para esta quarta-feira (20) interdita trechos da BR-367, na altura do trevo de Santa Maria do Salto a Salto da Divisa, na confluência entre o Noroeste de Minas com o Vale do Jequitinhonha. As obras de pavimentação da BR-367 foram iniciadas há pelo menos 40 anos, mas alternam até agora trechos asfaltados e outros de terra, com risco de vida para quem se arrisca a trafegar pela região, principalmente em períodos chuvosos.

Moradores da região voltam a reivindicar o asfaltamento do trecho e reparos urgentes na rodovia, no que vai se transformando em rotina. Há pouco mais de um ano, outro protesto fechou a BR-367 (foto), que já ganhou o incômodo apelido de rodovia da morte. Estradas de terra esburacadas e mal sinalizadas, pontes de madeira improvisadas, aguaceiro e lama nos dias de chuva são condições de risco que viajantes e moradores enfrentam.

A rodovia, que faz a ligação entre o Vale do Jequitinhonha e Belo Horizonte, serve de acesso dos mineiros para cidades do litoral Sul da Bahia, em especial Porto Seguro. Cerca de 100 km em trechos mineiro da rodovia permanecem sem asfalto ou necessitam de intervenções urgentes, como reparos e substituição de pontes de madeira e instalação de sinalização.

Avança no Senado proposta que pode aumentar em R$ 2,8 bilhões valor dos repasses às prefeituras

Da Agência Senado

Os 5.571 municípios brasileiros poderão ter uma receita adicional de R$ 2,8 bilhões por ano com a aprovação da proposta de emenda à Constituição que amplia em um ponto percentual o montante da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Projeto é de autoria da senadora
Ana Amélia (PP-RS) foi aprovada em segundo turno pelo Senado no início deste mês e agora está em análise pela Câmara dos Deputados. Se os deputados aprovarem o texto ainda neste ano, a proposta produz efeitos financeiros já em 2015.

No primeiro ano de vigência da emenda constitucional, o aumento será de apenas meio ponto percentual – equivalente a R$ 1,4 bilhão –, completando-se o acréscimo para um ponto percentual no segundo ano. Com isso, o FPM, atualmente formado com 23,5% da arrecadação do IR e do IPI, passaria a contar com 24,5% do total desses dois impostos arrecadados pela União.

Redução

Principal fonte de receita para muitos dos 5,5 mil municípios brasileiros, o FPM tem caído nos últimos anos. O valor bruto desse fundo, que já chegou a quase R$ 70 bilhões em 2011, deverá ficar em R$ 66,5 bilhões em 2014, conforme estimativa da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

A queda, como aponta a senadora Ana Amélia, decorre de dois fatores: a desaceleração da economia, que reduz a arrecadação do IR e do IPI, e a política de estímulo adotada pelo governo federal, que desonera a carga tributária de alguns setores industriais. Em geral, o governo reduz as alíquotas do IPI, com impacto direto nas transferências para estados e municípios.
Apenas na crise financeira global de 2008, a perda nos repasses do FPM foi estimada por Ana Amélia em R$ 8,4 bilhões. Diante desse quadro, segundo a parlamentar, tornou-se urgente a necessidade de recompor o montante.
"Primos pobres"

Com base no Dpvat, pesquisa indica mais de 500 mil mortes no trânsito em uma década

Número de ferido em acidentes é de quase 2 milhõs no mesmo perído, com alto custo para o país

[COM AGÊNCIA CNM] - Levantamento com base nos pagamentos do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat) mostra o que os brasileiros já sabem há um bom tempo: o trânsito no Brasil mata mais do que qualquer das recentes guerras em curso no mundo. Mas não é só: os conflitos acabam, já a tragédia brasileira parece não ter fim. Segundo a pesquisa, o país registrou mais de 536 mil óbitos em dez anos. Na média, são 50 mil vidas ceifadas a cada ano - quando somados a número semelhante de assassinatos em diversas circunstâncias tem a dimensão do drama humanitário que se vive no Brasil. E ninguém dá bola.

Quem tiver a curiosidade de pedir imagens sobre acidentes de trânsito no Google, vai se deparar com uma carnificina, com macabro espetáculo de imagens de corpos dilacerados - em especial de motoqueiros - nas ruas e rodovias do país. Essa tragédia à brasileira despedaça famílias e traz prejuízos incalculáveis ao país em tratamento hospitalar, pagamento de seguros, além da incapacidade para o trabalho de quem escapa da morte, mas é obrigado a conviver com as sequelas para o resto da vida.

 

Os números são do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), que fez a pesquisa dos acidentes de trânsito no período de 2003 a 2012. O banco de dados do Dpvat mostra ainda um número de quase dois milhões de feridos nos acidentes, com o pico de 447 mil em 2012.

De acordo com o levantamento, em 2003 ocorreram 34,7 mil registros de mortes no trânsito, e 2007 o crescimento foi de quase 100% – 66,8 mil mortes. Apesar de o número de vítimas cair em 2008 para 50,7 mil, os casos voltaram a aumentar nos seguintes, encerrando 2012 com 60,7 mil mortes. Na conclusão, a pesquisa menciona que em 2013 houve novo recuo, para 54 mil.

A pesquisa usa a proporção de acidentes/mortos e acidentes/feridos, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para estimar que, no período, foram registrados 13 milhões de acidentes, sendo 8,1 milhões sem vítimas.

Prejuízos

Guedes e Santiago disputam status de 'o mais votado' no Norte de Minas

Os deputados estaduais Arlen Santiago (PTB) e Paulo Guedes (PT) são o que se pode chamar em política de desafetos. Ambos transitam por extremos, naquilo que antigamente um dia se convencionou como campos ideológicos. Para resumir: os dois não se bicam e agora travam queda de braço particular e não declarada dentro da disputa geral pela renovação das 77 cadeiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Guedes e Santiago brigam pelo posto de deputado estadual mais votado no Norte de Minas, título que atualmente está em mãos do petebista - que recebeu 105,8 mil votos nas eleições de 2010 ante os 92,7 mil votos do petista. O mundo político dá de barato  que quem quiser subir ao topo da votação na região precisa sair das urnas sufragado com algo dentro do intervalo de 120 mil a 150 votos. Desafio para ninguém botar defeito, sobretudo pela implicância do eleitor com tudo que diga respeito à política.

Peixe graúdo

Arlen busca agora, com boas chances de vitória, o seu quinto mandato na Assembleia mineira. Nas últimas eleições, ele disputou palmo a palmo o posto de mais votado na região com o colega Gil Pereira (PP). Paulo Guedes é o cristão novo que parece chegar embalado para essa briga de 'gente grande' da política no meio norte-mineiro. Entretanto, sair das urnas em outubro como majoritário em todo o meio norte-mineiro não será tarefa fácil para o petista, que busca seu terceiro mandato em Minas.

Enquanto Arlen Santiago cruza os céus da região a bordo do helicóptero Águia Prateada, vantagem comparativa que lhe permite visitar até 10 cidades em um único final de semana, Guedes sacoleja o esqueleto por asfalto e poeria do sertão a bordo de um surrado Pajero Mitsubishi.

Lançamento

No pelotão de frente dos candidatos sem-avião, Paulo Guedes conta com alguns trunfos para desbancar Arlen do patamar de campeão de votos no norte-mineiro. A diferença de na votação entre os dois nas últimas eleições foi de 13,1 mil sufrágios, mas de lá para cá, Paulo Guedes ganhou visibilidade extra ao disputar e ir para o segundo turno nas eleições municipais em Montes Claros, quando teve seu nome e imagem propagados em todo o Norte de Minas, durante o horário eleitoral gratuito, por cerca de dois meses.

Arlen não apenas se jacta de ser o campeão de votos no norte-mineiro, como está em capanha aberta para ceder o espaço para outro coleta de parlamento - e para Paulo Gudes em especial. Em vídeo-convite que gravou para o lançamento da sua campanha, nesta segunda-feira (18), na sede da OAB em Montes Claros, Santiago conclama seus apoiadores a fazê-lo mais uma vez o deputado mais votado na região.

Nos bastidores da política, os comentários é que Arlen teme perder a hegemonia que conquistou nas últimas eleições para o desafeto Paulo Guedes, por isso decidiu fazer o lançamento tardio de sua campanha como forma de criar um fato político que possa animar sua militância.

Guerrilha

Começa semana nervosa na sucessão presidencial

Reentrada inesperada de Marina (ao centro) na sucessão preocupa campanhas de Dilma e Aécio

O imponderável dá as caras ao trazer a ex-ministra Marina Silva (PSB) de volta à cena e centro das atenções no xadrez da sucessão presidencial. A inclusão do nome de Marina no lugar de Eduardo Campos na chapa liderada pelo PSB eleva a temperatura da sucessão na semana que começa, por conta da expectativa para a divulgação das primeiras pesquisas.

O clima é de certa tensão nos comandos das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Os estrategistas de lado estão com a pulga atrás da orelha, ainda sem medição confiável para avaliar o estrago que a rentrée de Marina pode causar nos planos de campanha até então estabelecidos.

Recado do destino

Se há um recado do destino ou não nos últimos acontecimento,s cabe ao juízo de cada leitor. Mas é verdade que houve torcida do PT para que Marina Silva ficasse de fora da sucessão presidencial. Há até quem afirme que, para além da torcida para que ela ficasse ao léu partidário, teve até impressões digitais do petismo no episódio da negativa da Justiça Eleitoral para o registro Rede Sustentabilidade, o partido que Marina tentou criar para disputar a Presidência da República em voo solo.

O episódio teve lá sua dimensão de escândalo, quanto mais se sabe que o mesmo Tribunal Superior Eleitoral que negou a Marina a oportunidade de ter sua própria sigla, não viu nenhum problema em autorizar a criação do Solidariedade e do Pros, que aí estão vivos e ativos a cumprir a sina de serem satélites da dualidade PT-PSDB.

O PT não perdoa a deserção de Marina Silva das suas fileiras e, mais do que isso, pelo fato dela ter batido a porta ao sair ao escancarar suas críticas ao clima de vale tudo que tomou conta das orientações do partido. O petismo não queria, e até mesmo temia, a presença de Marina na sucessão, de modo que ainda não sabe como lidar com a inesperada conjunção que trouxe a antiga companheira de volta à boca do palco.

Novos cenários

A campanha de Dilma Rousseff prefere enfrentar Aécio Neves no segundo, que agora avalia como inevitável, porque avalia dispor de argumentos consistentes para derrotar mais uma vez sua porção antagônica. Com Marina no páreo, o discurso vigente carece de sentido. Por isso mesmo, um dos desafios do PT é refazer a narrativa do ‘nós contra eles’, tão ao gosto e ao estilo do ex-presidente Lula – na enésima repetição do já desgastado embate que opõe esquerda X direita que tanto sono provoca na plateia.

Os ataques do petismo a Marina serão pesados, como já o demonstram a avant première das redes sociais, e deverão ser calibrados ao longo do percurso. O busílis será como fazer isso sem jogar o eleitor contrariado com a polaridade tucano-petista dos últimos 20 anos no colo de Marina e retirar Aécio do segundo turno. A ironia do destino é que Marina tira o sono de Lula, que voltou até a dar entrevistas abertas e não combinadas com bloqueiros simpáticos.

O PT pode tentar bater no conservadorismo de Marina, que é contrária ao aborto e tem um quê de messianismo em sua pregação, mas não pode errar a mão nessa estratégia. O desempenho da ex-ministra nas pesquisas tem potencial até mesmo para ressuscitar o 'Volta Lula!', com o temor já disseminado de que ela tem tudo para mandar o PT para casa em eventural enfrentamento com Dilma Rousseff.       

Olho nas pesquisas...

Você não sabe, mas seu voto já foi vendido



Por Fábio Oliva (*)

Você não sabe, mas o seu voto já foi vendido. Pouco importa em qual candidato ou partido você vai votar. Alguém já recebeu por ele. Mesmo antes da abertura da temporada de caça aos votos, em julho, seu voto já vinha sendo negociado.

Os mercadores do seu voto são principalmente vereadores, ex-vereadores, prefeitos e ex-prefeitos, presidentes de sindicatos e associações de moradores de bairros, donos de jornais e dirigentes de entidades detentoras de rádios comunitárias, padres,, pastores e outros chamados de “lideranças comunitárias”.

Eles recebem vultosas quantias de candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente para cooptar o seu voto, mesmo que você não veja a cor de um tostão. A conta feita, geralmente, é simples: os compradores verificam quantos votos os candidatos a vereador e a prefeito conseguiram dos incautos eleitores nas últimas eleições, ou quanto votos tais "lideranças" deram aos candidatos que apoiaram, estimam uma redução de 50% e pagam entre R$ 30 e R$ 80 por voto resultado desta aritmética. Os vendedores mais eficientes ainda conseguem empregos com polpudos salários para si ou para esposas, filhos e outros parentes como "aspones" nos gabinetes dos eleitos. Tudo isso sem precisar pisar o pé nos gabinetes daqueles. O apoio de um líder político de maior expressão está sendo comprado por R$ 200 mil.

Não pensem caras pálidas que os candidatos a prefeito e a vereador nas últimas eleições e as tais "lideranças" comunitárias estão percorrendo as poeirentas e esburacadas ruas e estradas de seu município com caixas de som sobre o teto ou caçamba de seus veículos por puro idealismo.

E tem "liderança" que vende seu "apoio" político a mais de um candidato ao mesmo cargo. Recebe de ambos e jura fidelidade e compromisso. É de matar de rir. Alguns prefeitos recebem verdadeiras bufunfas dos candidatos, embolsam o dinheiro e bancam o "apoio" político com verbas das prefeituras.

Não acreditem que fazem isso por convicção ideológica. Tampouco ache quem realizam essa tarefa por imaginarem que o candidato para o qual estão pedindo o seu voto, já vendido, é o melhor e mais compromissado com a resolução dos problemas que afligem você e seus conterrâneos.

Não!

Começa na próxima terça-feira o horário eleitoral no rádio e na TV

[DA AGÊNCIA BRASIL] - A partir da próxima semana, o eleitor poderá conhecer as propostas dos mais de 26 mil candidatos às eleições de outubro. Começa na próxima terça-feira (19) a propaganda partidária no rádio e na televisão. O horário eleitoral segue até o dia 2 de outubro, três dias antes da votação do primeiro turno.

Apesar de a propaganda nas ruas, com panfletos e cavaletes, por exemplo, e na internet estar liberada desde o dia 6 de julho, o horário eleitoral é a principal oportunidade de os candidatos aos cargos de deputado, senador, governador e presidente da República ganharem visibilidade para tentar conquistar o voto do eleitor.

Segundo o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) João Paulo Peixoto, a propaganda eleitoral de rádio e TV é importante para que os candidatos fiquem conhecidos.

De acordo com ele, a influência costuma ser maior em um eventual segundo turno, quando os candidatos a governador ou presidente vão para o confronto final. “É difícil mensurar o efeito [dos programas partidários na campanha eleitoral]. É uma oportunidade para que os candidatos tenham visibilidade maior. Isso tem impacto”, destacou.

Na avaliação do cientista político e professor da UnB Leonardo Barreto, os candidatos que estão atrás nas pesquisas de intenção de voto devem tentar a reação na disputa nos primeiros dias de transmissão dos programas eleitorais, quando o ouvinte ou telespectador está mais atento aos programas. Apesar disso, ele não acredita em uma alteração brusca de cenário por conta do horário eleitoral.

As pessoas querem mudança, mas não querem mudar por mudar. Elas querem ser seduzidas por uma nova história. Não acredito que o tempo de TV vai mudar o cenário que está posto”, disse Barreto.

A propaganda eleitoral para os candidatos que disputam o cargo de presidente será veiculada no rádio às terças, quintas e sábados em dois horários: das 7h25 às 7h50 e das 12h25 às 12h50. Na TV, nos mesmos dias, os horários serão das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. Às segundas, quartas e sextas, a propaganda será destinada aos demais cargos em disputa.

Prefeito reclama de que não é ouvido pelo comando da entidade, mas briga pode ter motivação eleitoral

A imprensa norte-mineira não deu uma linha sobre o assunto. O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), apareceu de surpresa no encontro da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), na última quinta-feira (14), quando a entidade discutia a criação de consórcios municipais para gestão de energia e central compartilhada de compras.

Após tecer um rosário de reclamações sobre a atuação da atual administração da Amams, que é presidida pelo prefeito de Mirabela, Carlúcio Mendes (PSB), Muniz pediu a desfiliação de Montes Claros dos quadros da entidade. Ruy disputou e perdeu para Carlúcio Mendes do comando da Amams, em janeiro do ano passado, logo após o início dos atuais mandatos.

Montes Claros é a cidade anfitriã da Amams e sua afiliada mais importante. Ruy Muniz reclamou que nunca é ouvido sobre os assuntos da entidade e que, ultimamente, sequer tem sido convidado para participar dos encontros de trabalho da associação. A decisão de Ruy pegou de surpresa os cerca de 80 prefeitos que participavam do evento na Amams e é uma dor de cabeça de bom tamanho para o presidente Carlúcio. Montes Claros não é só a cidade-sede da entidade, é também o município responsável pelo repasse de R$ 10 mil mensais para o caixa da associação, a maior arrecadação entre as receitas de cerca dos 90 municípios filiados.

Influência de Valmir