SAÍDA PARA MANGA É PONTE OU ASFALTO?

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FAZENDA VAI RECOMPOR DANO AMBIENTAL

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MP AVALIA AUTORIZAR NOVO CONCURSO PÚBLICO EM MANGA

No Terça, 28 Junho 2016 21:11.

Certame pode abrir 100 novas vagas para ajustar demanda ao número de concursados

A Coordenadoria Regional da Defesa do Patrimônio Público e Ordem Tributária do Norte de Minas, localizada em Montes Claros, ouviu, nesta terça-feira (28), os argumentos dos representantes da Prefeitura de Manga para a necessidade de ampliar a oferta de vagas na estrutura administrativa do município. O município foi representado no encontro, o segundo somente esta semana para debater o assunto, pelo procurador municipal, Reginaldo Rodrigues Santos Júnior, e o secretário de Administração, Geovany Pimenta.

O entendimento preliminar é de que o município pode abrir novo edital para a efetivação de 100 novos servidores até o final deste ano. “Nosso compromisso imediato é o de dar posse às pessoas aprovadas no concurso público unificado na mesma proporção do número de vagas disponibilizadas”, explica o secretário Geovany Pimenta.

O Ministério Público havia coordenado encontro de trabalho na segunda-feira (27) em que reuniu representantes de prefeituras da região para discutir o processo de homologação do concurso público unificado realizado por prefeituras da região. A Coordenadoria é vinculada ao Ministério Público de Minas Gerais e foi responsável por definir os termos de ajustes de conduta para a realização de concursos públicos em cerca de 80 municípios do Norte de Minas. No caso de Manga, serão homologadas a nomeação de 79 novos servidores aprovados no concurso público realizado no último mês de abril. Acontece que esse número de vagas foi estipulado pela administração anterior, do prefeito Joaquim Oliveira, e já não atende às necessidades do município.

O prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), precisaria demitir imediatamente 250 servidores em regime de contrato temporário de trabalho, o que pode impactar o atendimento à população em áreas como a saúde e educação. No encontro desta terça-feira, o MP concordou em manter parcela dos contratados para atender situações excepcionais. Uma delas contempla os professores com contrato temporário de trabalho e cuja demissão até esta sexta-feira, véspera do prazo em que os prefeitos ficam impedidos de nomear ou dispensar servidores por conta da Lei Eleitoral, causaria sérios danos à aprendizagem de algumas centenas de alunos da rede municipal de ensino. Alguns motoristas do transporte escolar também serão mantidos, sob o mesmo pretexto: o de não prejudicar os alunos a poucos dias do encerramento do semestre letivo.

Problema adiado

MANGA DEMITE 250 SERVIDORES TEMPORÁRIOS

No Terça, 28 Junho 2016 08:19.

Medida drástica atende à recomendação do Ministério Público e inclui nomeação imediata de aprovados em concurso público

Uma reunião realizada na tarde da segunda-feira (27) na sede da Coordenadoria Regional da Defesa do Patrimônio Público e Ordem Tributária do Norte de Minas, em Montes Claros, selou os termos para a homologação parcial dos concursos públicos realizados por prefeituras da região ao longo do último ano. No caso de Manga, o prefeito Anastácio Guedes (PT) precisa demitir imediatamente 250 servidores em regime de contrato temporário de trabalho.

A contrapartida para não parar a máquina administrativa e impactar a oferta de serviços essenciais à população é a nomeação de cerca de 80 candidatos aprovados em concurso público. O site apurou que os secretários municipais passaram os últimos dias chamando os servidores para comunicar a demissão e explicar os motivos. A tentativa é minimizar os impactos da medida, que a administração classifica como drástica, na campanha eleitoral que está prestes a começar.

A Coordenadoria Regional da Defesa do Patrimônio Público é vinculada ao Ministério Público de Minas Gerais. O encontro da segunda-feira, que contou com a participação de mais de 100 representantes de prefeituras da região, foi coordenado pelos promotores Paulo Márcio da Silva e José Aparecido Gomes Rodrigues, que chamaram a Montes Claros representantes dos municípios que integram o chamado Polo III do concurso público unificado, realizado pela Universidade Estadual de Montes Claros, a partir de acordo de ajustamento de conduta firmado com o Ministério Público ao longo dos últimos dois anos.

A Prefeitura de Manga foi representada no encontro pelo procurador municipal, Reginaldo Rodrigues Santos Júnior, e o secretário de Administração, Geovany Pimenta. Na ocasião, ficou definido que a homologação é parcial e deve obedecer à ordem de classificação em lista de espera divulgada no site da Unimontes. A data-limite para o desligamento dos contratos é nesta sexta-feira, 1º de julho, véspera do prazo em que a Lei Eleitoral proíbe nomeações, contratações, exoneração ou transferências de servidores, inclusive a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até 2 de julho de 2016 na jurisdição do pleito de outubro próximo.

“Recomendamos a homologação parcial do concurso público a fim de possibilitar que o município realize a dispensa imediata dos servidores contratados, o que deverá ocorrer até a data-limite de 30 de junho, salvo eventuais casos devidamente justificados e previamente ajustados junto ao Ministério Público, tendo em vista a necessidade da estrita observância do disposto no compromisso de ajustamento de conduta firmado”, escreveram os promotores em ofício encaminhado no início deste mês às prefeituras listada no Polo 3 do concurso público unificado.

Fim dos contratos temporários

TUDO AZUL EM PORTEIRINHA

No Segunda, 27 Junho 2016 19:20.

Caixa volta a atuar no município após 18 anos

Na contramão da tendência do mercado bancário, que incentiva o uso de canais digitais e reduz número de postos de atendimento, a Caixa Econômica Federal reabriu sua agência no município nesta segunda-feira (27), após 18 anos fora daquela praça. O banco começou a abrir contas logo após a cerimônia de inauguração, que contou com a presença do prefeito local, Silvanei Batista Santos (PRB). A Caixa voltar a atender no município um ano após a inauguração da agência local do INSS.

O retorno da Caixa ao município é resultado da mobilização da população, inclusive um abaixo-assinado com milhares de assinaturas que enviado à direção do banco estatal aqui em Brasília. O movimento batizado de “Caixa de Volta a Porteirinha” começou em meados de 2013 e articulou a população, comerciantes e lideranças do município e da microrregião. “A nova agência evita que pessoas da nossa cidade desloquem para Janaúba, além de contribuir para o aquecimento da economia local, porque Porteirinha passa a receber pessoas dos municípios vizinhos em busca de atendimento bancário”, comemorou o prefeito Silvanei.

 A REAÇÃO DE ANASTÁCIO

No Segunda, 27 Junho 2016 14:06.

Prefeito lança pacote de obras de olho nas eleições de outubro

 Deputado Guedes (de azul) ao lado do irmão e prefeito Anastácio Guedes: tentativa de jogar Quinquinha nas cordas

O deputado Paulo Guedes comandou no final da manhã desta segunda-feira (27) evento em que a Prefeitura de Manga fez o lançamento oficial das obras de pavimentação da Avenida Ayrton Senna e ruas dos bairros adjacentes. O pacote inclui ainda o anúncio da reforma do Mercado Municipal. O ato, que teve como lugar o Bairro Arvoredo, é tentativa do prefeito Anastácio Guedes (PT) de mudar o senso comum de que sua administração não tem entregas a fazer nesta reta final de mandato. 

Um documento que lista 82 realizações da atual administração circulou entre os populares presentes ao ato, boa parte deles acomodados sobre barracas de lonas para minimizar os efeitos do sol abrasivo do semiárido mineiro. No rol dos feitos da gestão Anastácio está a escola técnica, a urbanização da orla do Rio São Francisco e do Parque Uirapuru, além do asfaltamento da Avenida Ayrton Senna e de 80% das vias do Bairro Arvoredo, não por acaso o mais populoso da cidade.

A lista segue desde a aquisição de máquinas e equipamentos e os calçamentos de povoados no interior do município, até itens menos óbvios e até desnecessários como o ‘apoio a festas tradicionais e a criação de página oficial na internet - que já existia e foi retirado do ar com o sumiço das informações acumuladas.

O significado político do evento é o provável incômodo por parte do principal candidato de oposição, o ex-prefeito Joaquim de Oliveira Filho, O Joaquim do Posto Ipiranga (2007/2012). Quinquinha, como ele é conhecido, apostava até aqui numa campanha tranquila, quase um passeio, com base no discurso de que a administração dos petistas Anastácio Guedes e do deputado Paulo Guedes nada tinha para mostrar ao eleitorado após 3,5 de mandato.

Apesar de ser o favorito na disputa até aqui, Joaquim do Posto, enfrenta dificuldades para compor alianças com vistas ao fortalecimento da sua candidatura Ele vai precisar mudar o discurso, na tentativa de desqualificar o pacote de obras de Anastácio.
 

MP DENUNCIA PETISTAS EM MONTE AZUL

No Domingo, 26 Junho 2016 17:05.

Justiça pode afastar dos cargos agentes públicos envolvidos nas fraudes contra INSS no Norte de Minas 

 Os vereadores Geraldo dos Anjos (E) e o vice-prefeito Toninho da Barraca, com botons no peito, ao lado da também vereadora Marineide do Sindicato (D), todos suspeitos de fraudes contra o INSS 

A Justiça Federal em Janaúba recebeu denúncia do Ministério Público Federal contra cinco pessoas suspeitas de fraudar documentos para aposentadorias de supostos trabalhadores rurais junto ao Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). A denúncia tem base no resultado das investigações da Operação Curinga, da Polícia Federal, que desarticulou esquema de fraudes envolvendo a concessão irregular de benefícios previdenciários rurais no município de Monte Azul, no extremo Norte de Minas, durante o ano eleitoral de 2014.

Os envolvidos são filiados ao PT, no que mostra que o péssimo exemplo da cúpula partidária encontra ecos nos grotões do país. O Ministério Público Federal denunciou o vice-prefeito de Monte Azul, Antônio Idalino Teixeira, o Toninho da Barraca, além dos vereadores Geraldo Moreira dos Anjos e Marineide Freitas Ferreira Silva. O trio é aliado político dos deputados petistas Paulo Guedes (estadual) e Reginaldo Lopes (federal), que não são citados nesta ação, como chegou a ser noticiado quando o assunto veio a público, no final de 2014. O ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município Antônio Fernandes Tolentino, e o secretário do Sindicato, Nilton Rodrigues Nunes, também teriam participação no golpe contra o INSS. 

Uma das consequências imediatas da denúncia do MPF pode ser a suspensão das atividades políticas e sindicais do envolvidos na fraude. O Ministério Público pediu o afastamento dos petistas dos seus respectivos cargos. A medida tenta evitar que eles patrocinem novas fraudes durante as eleições municipais deste ano e também inclui os dirigentes sindicais, que estão proibidos de ter acesso à sede da associação.

Ao receber a denúncia do MPF, a Justiça Federal reconheceu o risco dos acusados ainda usarem a estrutura do sindicato para cometer mais crimes, deferindo o pedido de afastamento. “De fato, há fortes indícios de que a permanência dos denunciados na estrutura administrativa do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Monte Azul permitirá a continuidade da prática delitiva, pois permanecem nos mesmos postos que ocupavam ao tempo em que desveladas as condutas ilícitas”, registrou o juiz.

O grupo passa a responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato contra a Previdência Social. Já a vereadora Marineide Freitas responde apenas por participação em organização criminosa. Segundo a denúncia, os acusados falsificavam documentos e forjavam fatos para conceder aposentadorias e outros benefícios previdenciários rurais a pessoas que não preenchiam os requisitos legais – golpe antigo, que consiste em conceder declarações de trabalho rural para pessoas que não sabem responder se uma enxada é algo que se come ou se serva passar no cabelo.

Segundo os promotores, eles exigiam, em troca, pagamentos pelo serviço, além de apoio político para candidatos do partido na região. O golpe teria causado prejuízos estimados em R$ 184 mil à Previdência Social, mas o valor pode ser maior porque algumas dessas aposentadorias falsas não foram suspensas ainda.

Além dos crimes cometidos contra a Previdência, as investigações demonstraram também que os acusados praticavam crimes eleitorais e contra a administração pública do município de Monte Azul.

O esquema

Segundo o Ministério Público, os acusados usaram a estrutura do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Monte Azul para a realização dos requerimentos administrativos dos benefícios previdenciários. Pessoas que nunca tinham trabalhado como produtores rurais recebiam declarações falsas atestando que elas exerciam a profissão – inclusive fornecendo declarações de tempo de serviço que não condiziam com a realidade. A patota também usava o sindicato para agenciar terceiros que topassem aparecer como patrões dos interessados nas aposentadorias. Essas pessoas declaravam possuir imóvel vizinho ao de um requerente e que perante a autarquia confirmavam que o beneficiário possuía imóvel rural (uma das condições para comprovar o trabalho rural e se habilitar a receber os benefícios).

O sindicato ainda era usado para que os acusados recrutassem proprietários de imóveis rurais para simular a celebração de contratos de comodato com os supostos segurados. O objetivo era constituir prova da qualidade de produtor rural daqueles que, não possuindo propriedade campestre, decidiam tomar parte dos expedientes fraudulentos do grupo.

Modus operandi

FAZENDA VAI RECOMPOR DANO AMBIENTAL

No Sábado, 25 Junho 2016 11:57.

Acordo judicial garante R$ 1,6 milhão em compensação ambiental para o Rio Verde Grande

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acaba de firmar acordo judicial com os proprietários da Fortaleza de Santa Terezinha Agricultura e Pecuária, conhecida como Fazenda Santa Mônica, em São João da Ponte, no extremo Norte de Minas. O termo de ajuste de conduta (TAC) prevê o pagamento de R$1,65 milhão a título de compensação ambiental pelos danos causados que serão revertidos para a região e foi coordenado pela Promotoria de Justiça de São João da Ponte. A propriedade era acusada de instalar bombas de sucção próximo a nascentes, perfuração de poços tubulares e a construção de barramentos no leito do Rio Verde Grande e do seu afluente, o Riacho Salobro, para garantir o abastecimento de água para a irrigação de seus projetos de agricultura a criação de bois. 

Os donos da Fazenda Santa Mônica também estão obrigados a adotar medidas para recuperação de áreas degradadas e ainda estão obrigados a pedir autorização à Superintendência Regional de Meio Ambiente – Norte de Minas (Supram) as futuras captações de água no leito do Rio Verde Grande ou intervenções em áreas protegidas ou em recuperação.

Imagem de uma das barragens construída pelo Grupo Santa Terezinha no curso do Rio Verde Grande 

Segundo João Paulo Fernandes, promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente em São João da Ponte, o acordo representa grande vitória para a comarca e para o meio ambiente. “Ele não só fez com que um empreendimento de grande potencial poluidor buscasse a regularização ambiental de suas atividades depois de anos operando ilegalmente, como também obrigou a empresa a iniciar a recuperação das áreas degradadas e a promover a compensação pelos danos ambientais até hoje constatados”, comemorou.

A recuperação das áreas degradadas se dará nos termos previstos no TAC firmado anteriormente com a Supram Norte de Minas, que inclui a apresentação de projeto de revitalização do leito do rio Salobro acompanhado de projeto técnico de reconstituição da flora do referido curso d’água. Projeto técnico com o mesmo objetivo deverá ser produzido referente às Áreas de Proteção Permanente (APPs) dos quatro barramentos existentes no rio Salobro, do rio Verde Grande e da área denominada sangradouro do rio Verde Grande.

Viabilidade hídrica

SAÍDA PARA MANGA É PONTE OU ASFALTO?

No Sexta, 24 Junho 2016 14:06.

em uma nem outra, pois a falência do Estado não aconselha otimismo nem promessas

 

Sonhos de décadas, pavimentação da BR-135 perde mais uma chance de virar realidade. Briga pela ponte é outra quimera em tempos de crise nas finanças estatais  

A definição do local onde poderá ser instalado o eixo da ponte entre Manga e Matias Cardoso, um dia quem sabe, em futuro incerto e não sabido, rendeu recente e bom debate entre crédulos e os céticos de plantão. A polêmica pode ser relembrada aqui pelos meus 17 leitores e afins. O assunto é da máxima importância para os moradores e a economia de alguns municípios do extremo Norte de Minas, que esperam, há um bom par de décadas, por uma solução que nunca chega.

O sonho da retomada da pavimentação da BR-135 até a divisa com o Estado da Bahia tem sido adiado desde os anos 1970 da década passada. Esteve mais próximo com a instalação de canteiros de obra da extinta Construtora Ferreira Guedes na saída de Januária, na altura da antiga Fundação Caio Martins, e outro em Mocambinho, durante o governo Newton Cardoso (PMDB), de tão péssima memória. O risco negro do asfalto até avançou, alguns anos depois, mas só chegou até as franjas da cidade de Itacarambi.

O tempo passou, assim como a Lusitana roda e outra onda de esperança surgiu com a subida do Partido dos Trabalhadores ao pode, em 2002, que possibilitou a surpreendente ascensão do deputado Paulo Guedes ao status de ‘plenipotenciário’ do Norte de Minas. O deputado conseguiu se eleger para três mandatos sucessivos e se tornou figura de referência para a retomada do asfalto ao levar o então ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos a Manga e Montalvânia, em junho de 2010, em dia de jogo do Brasil pela Copa do Mundo da África do Sul. O ministrou assinou as ordens de serviços que autorizava a construção de três trechos da rodovia entre Manga e o povoado de Pitarana, na divisa com a Bahia.

O mais da história é conhecido. Três empresas cuidaram do asfalto entre Manga e Pitarana. Duas delas conseguiram levar as obras adiante, por sinal muito bem-feitas, mas a terceira empresa quebrou, deixando para trás 18 quilômetros de terreno revirado. Restaram, dessa intervenção da Era Lula, o saldo de uma piada pronta e mais um exemplo de desperdício de recursos e má gestão da coisa pública. A piada: os trechos asfaltados da estrada levam nada a lugar nenhum, além de acabar com uma ponte no meio do nada. Há asfalto entre Manga ao povoado de Monterrey, onde o motorista volta ao chão batido até Montalvânia. A partir dali, há outro trecho pavimentado até a divisa com a Bahia, onde fica a ponte novinha e sem uso. A partir daí, é chão até Cocos.

Ponte na BR-135 na divisa entre os estados de Minas e Bahia: descaso do governo federal liga nada ao lugar nenhum 

Noutra direção, o trecho entre Manga e Itacarambi, em Minas Gerais, o que mais importa, porque retira a região do seu atual isolamento, sequer houve início das obras – por motivos os mais variados, que omito aqui em razão da economia de espaço. No auge do mando petista, o ex-deputado federal Virgílio Guimarães chegou a dizer que, caso a estrada não saísse, a população não precisava mais votar em candidatos do partido. De volta a Paulo Guedes, é preciso reconhecer que ele efetivamente se empenhou pelo asfaltamento da BR-135. Esteve em Brasília para incontáveis audiências no Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas ficou subitamente mudo sobre o assunto quando ficou patente que o governo da companheira Dilma Rousseff não daria continuidade às obras. Guedes ainda paga alto custo político por mais esse fracasso no sonho da pavimentação da BR-135 naquele fundão das Gerais.

NOVELO PARA ARIADNA DESENROLAR

No Quinta, 23 Junho 2016 14:05.

Mando na comissão provisória do PRB vira motivo de disputa em Manga

Aparentemente morna na superfície, a sucessão do prefeito petista Anastácio Guedes em Manga já rende alguns tremeliques nos bastidores. Se não, vejamos. O site apurou não ser conveniente chamar para a mesma pista de caminhada o atual vice-prefeito, Eliel Dourado, e o vereador Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz do Foguete, ambos do PRB. As farmácias da cidade podem não ter estoque de Gelol suficiente para dar conta dos hematomas e escoriações.

Amigos do peito e companheiros do cooper no final das tardes até outro dia mesmo, Eliel e Luiz do Foguete têm se estranhado ultimamente por conta do rumo que o PRB deverá seguir na campanha eleitoral que está prestes a começar. Cristão novo no partido, o vereador quer ser indicado como vice da chapa encabeçada pelo o ex-prefeito Joaquim Oliveira, o Joaquim do Posto Ipiranga (PPS), empresário que já atuou com supermercados e vendas de bebidas, além de balsa de travessia, e que agora se limita à distribuição de combustíveis. O vice Eliel defende que o PRB tenha candidato próprio nas eleições e que, em última hipótese, o nome indicado para a vice de Joaquim do Posto seja o seu e não o de Luiz do Foguete – que não tem o controle do partido.

O movimento mais recente do ex-prefeito Joaquim do Posto Ipiranga foi o de tomar a comissão provisória do PRB das mãos do vice-prefeito Eliel e do seu irmão, o médico Cândido Emílio Dourado. “Eles querem o controle do partido com a promessa de transferir votos para a doutora Ariadna Muniz [irmão do prefeito afastado de Montes Claros, Ruy Muniz e principal nome da sigla na região], mas nós já temos trabalho para mostrar”, diz Eliel. A médica oftalmologista Ariadna Muniz, por sinal, poderá ter que arbitrar o impasse.

Ciúmes

SÃO DA PONTE QUER INDICAÇÃO DE JUIZ

No Quinta, 23 Junho 2016 13:34.

Ato coordenado pela OAB reclama da vacância no cargo e aumento de processos em solução

                                   Foto: Gilmar Pereira

A secção da Ordem dos Advogados do Brasil de São João da Ponte, no extremo Norte de Minas, puxou manifestação na manhã da terça-feira (20) para reivindicar o provimento do cargo de juiz titular da Comarca local, que tem jurisdição ainda nos municípios de Varzelândia, Lontra e Ibiracatu. Segundo o presidente da secção local da OAB, Rodrigo D’Ângeles Gusmão, a população dos municípios jurisdicionados da Comarca foram abandonados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. “A microrregião da Comarca de São João da Ponte conta com cerca de 70 mil habitantes e já acumula, segundo dados do próprio Tribunal, alguns milhares de processos, enquanto as pessoas esperam uma simples manifestação do Poder Judiciário”, diz Gusmão.

A sensação de insegurança e de injustiça na população facilitou a mobilização da população para o ato, que percorreu algumas das ruas centrais da cidade. A Comarca de São João da Ponte não é única a enfrentar problemas com a vacância do cargo de juiz no Norte de Minas. Manga e Montalvânia estão na mesma situação e não há previsão da efetivação de novos titulares no cargo. Conhecidas como comarcas de difícil provimento, a nomeação de magistrados para essas cidades é considerada mais castigo que promoção.

Apesar do quadro alarmante de violência e acúmulo de processos, o Estado não consegue atender às demandas das secções regionais OAB, constantemente pressionadas pelos seus associados para tentar resolver o impasse. Sem juiz na Comarca, os advogados amargam prejuízos financeiros com a paralisação dos processos.

Insegurança

LAVA JATO DE VOLTA, DE NOVO NO COLO DO PT

No Quinta, 23 Junho 2016 07:48.

Operação Custo Brasil prende Paulo Bernardo, ministro de Lula e Dilma

Tem uma nova temporada da Operação Lava Jato na praça. O ex-ministro Paulo Bernardo foi preso nesta quinta-feira (23) na 31ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. Um mandado de busca e apreensão também está sendo cumprido na casa da senadora Gleisi Hoffmann, em Curitiba. Policiais federais também estão na sede do PT no Centro de São Paulo. A operação foi batizada de "Custo Brasil" e cumpre 65 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal.

O casal Bernardo/Gleise é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por suposto recebimento de R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. A PF informou que a operação foi deflagrada para apurar o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática no valor de R$ 100 milhões entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Segundo as investigações, que são desdobramento da Operação Pixuleco, na fase 18ª da Lava Jato, há indícios de que o MPOG direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado, de acordo com as investigações.

Paulo Bernardo não é um petista qualquer. Ele foi ministro do MPOG (Planejamento, Orçamento e Gestão) na gestão de Lula. Posteriormente, assumiu o poderoso Ministério das Comunicações, durante o governo Dilma Rousseff. As informações iniciais dão conta que Bernardo teria participado de esquema para arrecadar recursos para a campanha de Gleise ao Senado em 2010. Gleise, como é sabido, é uma das principais vozes da defesa de Dilma no processo de impeachment que corre no Senado.   

A senadora e o ex-ministro foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Um novo delator, Antônio Carlos Pieruccini, afirmou que o dinheiro foi transportado, em espécie, de São Paulo para Curitiba, em quatro viagens e que teria sido entregue a Ernesto Kugler.