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LULA MONTESCLAREOU

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JAÍBA NÃO É PARA AMADOR

No Segunda, 31 Agosto 2015 13:02.

Câmara descumpre decisão judicial e nega posse a Murça

[ATUALIZADO]- O prefeito afastado Jimmy Murça deve assumir o cargo no final da tarde desta segunda-feira, após o juiz Eliseu Fonseca determinar que oficial de justiça vá à cidade para cumprir sua decisão, acompanhado pela Polícia Militar. 

Mais um capítulo da tumultuada cena política de Jaíba, no extremo Norte de Minas. Nem a aparição em rede nacional no último domingo, quando foi tema de uma das reportagens do quadro ‘Cadê o dinheiro que estava aqui?’, do Fantástico, parece aliviar a capacidade dos políticos locais de colocar mais gasolina na crise política que paralisa o município há quase dois anos, desde a cassação do então prefeito Jimmy Murça (PCdoB), em novembro de 2013.

O atual presidente da Câmara de Vereadores, Farrique da Silva Xavier (PSB), descumpriu decisão em antecipação de custódia do juiz Eliseu Silva Leite Fonseca, titular da Comarca de Manga, publicada na sexta-feira (28), no processo em que o ex-prefeito de Jaíba Jimmy Murça (PCdoB) pedia a anulação da sessão da Câmara de Vereadores que cassou o seu mandato.

Na decisão, o magistrado determinou a imediata recondução de Murça ao cargo, mas Farrique Xavier não compareceu à Câmara na manhã desta segunda-feira (31) e frustrou as expectativas. Murça e seu entourage de advogados e correligionários estão agora em Manga, onde vão pedir ao juiz Eliseu posse à revelia dos interesses da presidência da Câmara.

O ainda prefeito Enoch de Campos Lima apareceu todo pimpão – e irônico – ontem no Fantástico, para dizer que a Câmara de Jaíba usou e abusou do recurso ao pagamento de diárias. “Eles viajavam para poder receber [diárias] e muitos deles assinavam a ata da reunião no mesmo dia que estavam viajando”, disse Enoch, o vice que assumiu após a saída de Jimmy.

A fraca matéria do Fantástico entregou menos do que prometeu, ficou só na superfície, mas mostrou que Enoch também é acusado de receber alguns grãos da ração de papagaio, o pixuleco local, de um empreiteiro com contratos com o município. "Há um grande jogo de perseguição e vaidade política, que acaba onerando o município", defende-se Enoch, que deve voltar à planície dos vices a partir desta terça-feira. 

De volta à reintegração de Jimmy Murça no cargo de prefeito, o presidente Farrique teria concordado em realizar sessão extraordinária para sua posse nesta terça-feira, às 18h00, mas há o receio de que ele apenas tenha tentado ganhar tempo para derrubar a liminar do juiz da Comarca de Manga. Mais um capítulo triste na história do município que conviveu com a Operação Ração de Papagaio, numa alusão pouco republicana ao pagamento de propinas. Sim, Jaíba também não é para amadores.

LULA MONTESCLAREOU

No Domingo, 30 Agosto 2015 11:12.

‘Capital’ do Norte de Minas vira laboratório para eventos da parcela do PT que avalia que o sonho não acabou  

Imagens: Ricardo Stucket/Instituto Lula

Principal cidade do meio norte-mineiro, Montes Claros ganhou três eventos de peso do PT no intervalo de 13 meses e parece consolidar o status, pelo em Minas Gerais, de point preferido para testes nas empreitadas em que o lulo-petismo precisa colocar gente na rua.

O último desses eventos reuniu cerca de seis mil militantes (três mil segundo a Polícia Militar) no estacionamento de uma faculdade particular, durante visita do ex-presidente Lula à cidade, a primeira de uma série que pretende fazer pelo país para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff e tentar melhorar a imagem do PT, após os escândalos que marcam a passagem do partido pela Presidência da República.

Não há como fugir da constatação para a qual chama a atenção um peemedebista do município: no espaço relativamente curto de pouco mais de um ano, Montes Claros foi palco para três eventos de peso do petismo e serviu como uma espécie de laboratório para caminhadas de maior vulto que o PT pretenda empreender no estado e no país.

A cidade foi escolhida para sediar o primeiro grande evento de rua da campanha para a reeleição de Dilma Rousseff, no dia 1° de agosto do ano passado. Além de tentativa de mostrar força no território do seu então principal adversário, o senador Aécio Neves (PSDB), a escolha de Montes Claros teria se dado pela densidade das votações petistas em eleições anteriores e pela capacidade de articulação dos aliados no município, em especial o agora secretário de Desenvolvimento das Regiões Nordeste de Minas Gerais, o deputado estadual Paulo Guedes.


 Lula em cena: com lideranças Xakriabás e do Terno do Catopês, depois ouvindo uma moda de viola na residência do secretário Paulo Guedes

Em junho deste ano, o governador Fernando Pimentel começou por Montes Claros a principal aposta do seu governo: a instalação do primeiro de 17 fóruns regionais, uma tentativa de reeditar no Estado uma versão aprimorada do orçamento participativo, em que a população tomaria parte na decisão das ações governamentais, com a elaboração, execução, monitoramento e avaliação de políticas públicas de forma regionalizada.

Blindagem

JUSTIÇA REINTEGRA JIMMY NO CARGO EM JAÍBA

No Sexta, 28 Agosto 2015 12:35.

Cassado pela Câmara no primeiro ano de mandato, prefeito de Jaíba reassume nesta segunda-feira

O juiz Eliseu Silva Leite Fonseca, titular da Comarca de Manga, no extremo Norte de Minas, decidiu limpar as pautas mais sensíveis antes de ser transferido para Brasília de Minas. O magistrado concedeu antecipação de tutela, nesta sexta-feira (28), no processo em que o ex-prefeito de Jaíba Jimmy Murça (PCdoB) pedia a anulação da sessão da Câmara de Vereadores que cassou o seu mandato em 22 de novembro de 2013, antes de concluir o primeiro ano de governo. Na decisão, o magistrado determina a imediata recondução de Murça ao cargo. Por telefone, Jimmy Murça antecipou ter combinado com o presidente da Câmara, Farrique Xavier, para reassumir na próxima segunda-feira, 31.

Duas liminares mantinham Jimmy fora do cargo há quase dois anos, desde que ele teve o nome foi citado na ‘Operação Agosto’ da Polícia Federal. O mais curioso é que o juiz Eliseu Fonseca havia negado pedido de Murça para reassunção ao cargo há pouco mais de um ano, em julho de 2014, em processo em que ele alegava ter expirado o prazo de seis meses do seu afastamento, em sentença expedida pela juíza Roberta Alcântara, então titular da Comarca de Manga durante a Operação Agosto, quando o próprio Jimmy e o então titular do cargo, o vice-prefeito Enoch Vinicius Campos de Lima (PDT), foram afastados de suas funções em caráter cautelar pelo prazo de 180 dias.

Naquela ocasião, o magistrado determinou ainda o prosseguimento da ação contra Jimmy, por entender que a decisão liminar que ensejou o seu afastamento tem “prazo indeterminado, porquanto necessário a instrução, decisão inclusive mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais”.

Desta vez, o juiz Eliseu foi mais receptivo aos argumentos dos advogados do ex-prefeito Murça, que demonstraram evidências de que teria havido falhas no processo que resultou no seu impeachment. Durante audiência de instrução no Fórum de Manga, na terça-feira (25), o juiz coletou o depoimento de testemunhas e concluiu que houve cerceamento de defesa e até falso testemunho durante o processo de impeachment movido pela Câmara de Jaíba.

“Tentamos acabar com o paradigma da corrupção"

A GAFE DO BRASIL 247

No Sexta, 28 Agosto 2015 07:56.

Site diz que Lula participou de ato ao lado de Darcy Ribeiro, morto em 1997

O Portal Brasil 247, de longe o sítio na internet com a mais explícita militância pró-governo, exibe nesta sexta-feira (28) uma gafe dessas que não se via há um bom tempo. Com o título “Se quiserem governar, ganhem as eleições”, em frase atribuída ao ex-presidente Lula em viagem a Montes Claros, no Norte de Minas, na noite da quinta-feira (27), o site editado pelo jornalista Leonardo Attuch ressuscitou o antropólogo montes-clarense Darcy Ribeiro, morto em 1997. Confira aqui o erro do site. Quem esteve no palanque montado para Lula em Montes Claros, na verdade, foi o empresário Paulo Ribeiro, filho do antropólogo. 

“Ao ser homenageado em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, ao lado do escritor montes-clarense Darcy Ribeiro, o ex-presidente Lula voltou a rechaçar a tentativa de golpe e disse: "Nós sabemos o significado do golpe, se quiserem ocupar o lugar da presidenta, disputem as eleições e conquistem a maioria dos votos", disparou o Brasil 247, apelidado de Brasil 13 (soma de 2+4+7) pela oposição ao petismo. O evento em Montes Claros reuniu cerca de 3.000 pessoas e mostrou Lula no velho estilo. O ex-presidente deixou transparecer que será candidato em 2018. 

Lula iniciou por Montes Claros série de visitas a cidades brasileiras com o objetivo de combater o ‘golpe’ contra a presidente Dilma Rousseff e tentar dar voz de comado ao PT após o desenrolar da Operação Lava-Jato. O ex-presidente não esteve – e nem poderia estar – ao lado do norte-mineiro Darcy Ribeiro. Ele apenas participou de homenagem aos 20 anos da primeira impressão da obra mais famosa do autor, o livro ‘O Povo Brasileiro’. O mais curioso é que o texto recebeu mais de 200 comentários, a maioria de ataque entre militantes contra e pró-governo, mas ninguém percebeu a barrigada do site. 

CAIXEIRO-VIAJANTE

No Quinta, 27 Agosto 2015 13:07.

Em mais uma visita a Montes Claros, Lula tentar animar militância

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa o final da tarde desta quinta-feira (27) na sede da Amams, em Montes Claros. O staff do petista-mor inclui o governador Fernando Pimentel e o secretário da Sedinor, o deputado estadual licenciado Paulo Guedes. Juntos, eles participam de recepção a prefeitos da região no final da tarde. Lula chegou a Montes Claros no meio da tarde e foi recebido por lideranças regionais - entre elas o prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT).  

A agenda de Lula em Montes Claros será movimentada. Ele participa de homenagem aos 20 anos da primeira publicação do livro ‘O povo brasileiro’, do antropólogo montes-clarense Darcy Ribeiro, além de mandar na falação como convidado de honra no ‘1º Encontro dos Povos dos Gerais’ – trem coletivo que reúne gerazeiros, vazanteiros, veredeiros, catingueiros, quilombolas, indígenas, coletores de flores e sementes do Cerrado e outros labores do Norte de Minas.

Lula volta a Montes Claros um ano após o comício da então candidata Dilma Rousseff. Eram tempos mais amenos, quando o ex-presidente podia frequentar qualquer restaurante sem correr o risco de ter que enfrentar o mau-humor de eleitores desiludidos com o conjunto da obra que o PT lega ao país após 13 anos como síndico do Palácio do Planalto. Aliás, a visita de Lula a Montes Claros marca o início da sua caravana pelo o país, na tentativa de dar sobrevida ao que se convencionou chamar de lulo-petismo. Além de defender o governo Dilma e o que seria, por assim dizer, a honra do partido, a nova caravana lulista tem outro foco: manter o presidente em evidência até o embate eleitoral de 2018. 

Na visita ao Norte de Minas, o ex-presidente terá seus passos serão devidamente blindados pelos chamados movimentos sociais, militância que Lula vai tentar animar ao repetir o novo mantra oficial de que as agruras porque passamos os brasileiros têm origem do outro lado do mundo, lá naquela tal de China, que não cuidou bem da sua economia (os chineses ainda cresce a 7% ao ano, por aqui a recessão será de cerca de 3%... negativos).

Os companheiros dos Gerais serão exortados a defender as conquistas nunca antes vistas na história deste país e defender, se preciso for, a presidente Dilma do golpe que a ‘direita’ tenta levar adiante - por despeito e não suportar conviver com a ideia que 'pobre' tenha direito a seja lá o que for. Sim, esse discurso ainda encontra eco em alguns corações militantes. Lula é um mito e, como tal, conseguirá empolgar a claque que marchou de vários municípios da região para recebê-lo no estacionamento de uma faculdade em Montes Claros. Essa mesma turma será instada a disseminar a mensagem de que nem tudo está perdido. 

Mas não será missão das mais fáceis. As circunstâncias e a conjuntura mudaram muito desde as eleições presidenciais do ano passado e a palavra da moda é mesmo crise - importada ou não. Em cenário assim, Lula, como ele mesmo já admitiu, não tem a mesma capacidade de criar expectativas e esperanças.

Até o mais crédulo dos militantes começa a entender que alguma coisa está fora de ordem. Os céus do sertão certamente clamam por esperança, mas talvez sem o brilho cego da paixão e fé de antes, faca amolada. Como diria Milton Nascimento, já não se espera mais aquela madrugada e, por mais militante que bata um coração, os sinais apontam para o fim de um ciclo. Há muita gente tonta, sem saber mais para onde vai a estrada.

ANÁLISE: REFORMA NATIMORTA

No Quarta, 26 Agosto 2015 12:53.

Notícias ruins não devem ser dadas a conta-gotas

Tivesse lido Maquiavel, certamente Dona Presidenta não teria cometido mais um erro da velha série que faz do assombro de ontem um nadinha, diante do que o ainda de pior se possa acontecer. É possível fazer as mais diversas leituras do autor de ‘O Príncipe’, mas entre os muitos ‘recados’ aos governantes do seu tempo um deles é cristalino: “faça o mal de uma vez e o bem aos poucos”.

Declarar antecipadamente e aos quatro ventos que vai cortar 10 ministérios em 39, sem dizer exatamente quando e quais os critérios para a medida, não é a melhor estratégia para quem deseja realmente empreender reforma que enxugue o tamanho desproporcional do governo – diagnóstico que é consensual entre os políticos, desde que não se mexa em seus nacos do latifúndio da Esplanada dos Ministérios. Se for adiante, o que agora parece pouco provável, a reforma prevê eliminar 1.000 dos mais de 23 mil cargos comissionados de confiança – os chamados DAS.

Por baixo, o que a presidente conseguiu como anúncio da última segunda-feira (24) foi colocar a sua base de apoio, especialmente o PT, em pé de guerra. O movimento tem bom potencial para tornar ainda mais árdua – e áspera - a já complicada relação com o Congresso Nacional, que serve como caixa de reverberação para brigas por espaços políticos doravante mais reduzidos. Em público, não há quem se manifeste contra pretendida reforma, mas no conforto do anonimato a medida é considerada gesto de kamicaze.

Os partidos, em especial o PT e o PMDB, abrigam uma miríade de interesses de difícil acomodação. Pelo que se sabe até aqui, a presidente vai reunir os cacos da infraestrutura, fatiada desde a Era Lula, para melhor acomodar os aliados. Por esse desenho, o atual ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, será o titular de ministério que reúna transportes, aviação, portos e afins. A pasta terá status de superministério.

Outra mexida em vespeiro para o novo desenho da repaginada Esplanada dos Ministérios pode acontecer nas áreas vinculadas ao setor da agricultura – hoje distribuída em três ministérios (Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca). Qualquer mudança nessa seara fará o PT pegar em armas (retóricas, evidentemente).

A simples menção a uma fusão entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), hoje sob o comando do mineiro Patrus Ananias, com o Desenvolvimento Social e Combate à Fome, de Teresa Campello, provoca tremores nos chamados movimentos sociais, importante pilar de sustentação do governo.

O mais provável é que o Ministério da Pesca e Aquicultura, sob o comando do peemedebista Helder Barbalho, venha a ser incorporado pela Agricultura, de Kátia Abreu. Ainda assim, não será mexida fácil. Fosse leitora de Maquiavel, Dona Presidenta teria preparado a reforma em segredo, para dar o bote de uma só tacada e no momento mais oportuno – no que cumpriria o mais famoso mandamento de ‘O Príncipe’, aquele que diz que os fins justificam os meios. Antecipar uma reforma de tal envergadura é o caminho mais curto para reforma nenhuma.

QUINQUINHA DIZ QUE ENTREGOU CAIC EM ORDEM

No Quarta, 26 Agosto 2015 08:07.

O ex-prefeito de Manga Quinquinha Oliveira (PTdoB) enviou e-mail para contestar informação do texto ‘Anastácio erra até quando acerta’, em que o site comenta a repercussão da liminar que determina ao atual prefeito, Anastácio Guedes (PT), a mudança nas cores utilizadas para a pintura de prédios públicos em Manga – entre eles a Escola Municipal Padre Ricardo Trischeller, o Caic do Bairro Arvoredo. 

A liminar é resultado de ação civil pública patrocinada por três vereadores de oposição, todos ligados a Quinquinha. A escola Padre Ricardo motivou barulhenta briga política na fase de transição entre a administração Quinquinha e a chegada dos petistas ao comando do município, em janeiro de 2013. O ex-prefeito tem arquivo fotográfico que mostra uma escola impecável e organizada, versão que foi contrariada à época pela nova gestão – que em visita ao local, também fartamente documentada, alegou ter encontrado o educandário em verdadeiro caos.

Na mensagem encaminhada ao site, o ex-prefeito Quinquina escreveu: “Diferente da informação que você tenham recebido do Caic, no dia 31/12/2012, entregamos a escola organizada e com tudo funcionando. Segue em anexo imagens de equipamentos e algumas áreas da escola”. Feito o registro, com a informação complementar que não foi possível abrir as imagens para utilização neste post. Quinquinha já foi informado, por e-mail, dessa dificuldade, com a solicitação para que envie imagens com a extensão jpg, de uso mais comum e de fácil manuseio.

HUMBERTO PELA BOLA SETE

No Terça, 25 Agosto 2015 22:54.

[ATUALIZADO] - A Câmara de Vereadores de Manga, no extremo Norte de Minas, deve analisar, na sessão extraordinária marcada para a sexta-feira, 18 de setembro, parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) que indica pela rejeição das contas relativas ao segundo mandato do ex-prefeito Humberto Salles Ferreira (PSB).

A matéria vai a plenário para a apreciação dos vereadores, que podem acompanhar o Tribunal e rejeitar a prestação de contas ou adotar postura mais política que possa livrar o ex-prefeito da inelegibilidade pelos próximos oito anos.

Há boa chance de Humberto Salles, que foi prefeito de Manga em duas ocasiões (1989/1992 e 2005/2007), ser derrotado na votação desta quarta-feira. O site apurou que o placar anda apertado, cinco a quatro pela rejeição das contas, mas é possível esperar por uma reviravolta.

Votação de contas de gestores públicos têm boa margem para quem gosta de amanhecer tomate e anoitecerá mamão, como cantou Gil em Refazenda. Nem se insinua aqui gestos poucos republicanos, mas mudanças de opinião mesmo, na base da conversa ao pé de ouvido, da catequização pela lábia pura e simples - algo na linha de que o ex-prefeito não fez nada ilegal, apenas remanejou daqui para lá, sem autorização legislativa, um pecadilho de nada, coisa que tudo mundo faz e blá, blá, blá. Vocês estão me entendendo, não é? Algo na linha do 'tu me ensina a fazer renda que eu te ensino a namorar', ainda segundo o baiano Gil.  

Seja como for, o pedido do ex-prefeito para que a votação da matéria fosse adiada em razão da impossibilidade do comparecimento do seu advogado à cidade para realizar a defesa foi negado pelo presidente da Casa, vereador José de Sá Elvira (DEM). Salles, que como sabem até mesmo as pedras da Rua do Tomba, tem veleidades de retornar à política, está na corda bamba e com o futuro nas mãos dos ilustres vereanças. Amanhecerá mamão?

AUMENTA DAQUI, TIRA DALI...

No Terça, 25 Agosto 2015 22:39.

Câmara de Manga deve rejeitar aumento do número de vereadores

O presidente da Câmara de Vereadores de Manga, José de Sá Elvira (DEM), está saindo melhor que a encomenda. Além de sinalizar para seus pares que não vai bancar o aumento de salários reivindicado por boa parte dos parlamentares, Elvira condicionou o aumento do número de cadeiras na Casa, dos atuais nove para 11 na próxima legislatura, à redução dos salários – que passariam dos atuais R$ 5,9 mil para R$ 5 mil a partir de janeiro de 2017.


Pronto! Falar em reduzir salários é mexer em caixa de marimbondos e foi o que bastou para que o entusiasmo dos parlamentares adeptos da elevação da quantidade de cadeiras na Câmara mudasse da água para o vinho. O presidente alega que a Casa não tem receita orçamentária para bancar os custos extras e projeta a necessidade, para além da redução dos subsídios, de cortar pelo menos dois cargos de livre nomeação pela mesa diretora.

A emenda à Lei Orgânica deve ir ao plenário nesta quarta-feira (26), mas é bem provável que as duas vagas extras fiquem mesmo só no papel. Resultado: o assunto deve voltar ao arquivo das boas ideias e só sair de lá em futuro incerto e não sabido. O argumento para o aumento do número de cadeiras na Câmara de Manga é o de que a medida contribui para aumentar a representatividade popular e, por tabela, a democracia. Tudo muito bem, tudo muito certo – desde que não se mexa nos salários de suas excelências.

CORDOVAL NEGA QUE ESTEJA INELEGÍVEL

No Segunda, 24 Agosto 2015 22:20.

Ex-prefeito de Matias Cardoso diz que adversários usam rejeição de contas do TCU para tentar tirá-lo do jogo político

 

O então vice-governador Antonio Anastasia ao lado de Cordoval nas comemorações do Dia do Geraes: TCU cobra do ex-prefeito provas de que o evento efetivamente existiu (Imagem: Oliveira Júnior)

O ex-prefeito de Matias Cardoso João Cordoval de Barros, o João Pescador (PMDB), diz estar sendo vítima de perseguição política por parte dos seus adversários em plano local, após a publicação da tomada de conta especial realizada pela 2ª Câmara do Tribunal de Contas na União (TCU), que rejeitou os argumentos da sua defesa, por supostas irregularidades cometidas na aplicação de verbas repassadas ao município pelo Ministério do Turismo. O episódio serviu para trazer à tona os primeiros sinais da disputa eleitoral do próximo ano.

A ministra-relatora do TCU Ana Arraes condenou Cordoval a devolver R$ 200 mil ao Ministério do Turismo. O convênio tinha valor total de R$ 210 mil, com contrapartida de R$ 10 mil por parte do município. Após constatar falhas na prestação de contas de convênio firmado com a Prefeitura de Matias Cardoso para a realização do evento Dia das Gerais do ano de 2009. A decisão, publicada no Diário Oficial da União no dia 13 de agosto, prevê ainda o pagamento de multa de R$ 28 mil após 15 dias úteis da não devolução do valor estipulado.

Agora incluído no calendário oficial de eventos oficiais do Estado de Minas, o Dia dos Gerais é comemorado a cada 8 de dezembro. Na oportunidade, a capital do Estado é transferida simbolicamente para Matias Cardoso, no extremo Norte de Minas.

A festa foi criada durante os mandatos de Cordoval (2005/2012). Realizado em parceria com a Associação Municípios da Área Mineira da Sudene, o evento reconhece personalidade que tenham serviços relevantes prestados à região. Na edição de 2009, o então vice-governador Antonio Anastasia (PSDB) foi o convidado de honra e atraiu para Matias Cardoso cerca de 60 prefeitos da região.

Cordoval alega inocência. “O aconteceu foi mera decisão administrativa em que não tive como apresentar minha defesa. No tempo hábil poderei me defender, com apresentação de documentos e provas testemunhais”, diz o ex-prefeito em texto que publicou no Facebook na segunda-feira (24). Cordoval diz que não é acusado de ‘superfaturamento ou roubo’ e que o TCU recusou sua prestação de contas por falhas que podem ser sanadas com a apresentação de provas.

“Eles alegam que não demos publicidade ao convênio com o Ministério do Turismo e querem que eu apresente provas de que a festa era aberta ao público e se houve mesmo a oferta de banheiros químicos. Ora, recebemos 60 prefeitos e o vice-governador, além de outras autoridades. Tomo mundo sabe que a festa foi realizada”, alega Cordoval, que tentou atribuir a terceiros, por delegação técnica, as falhas apontadas por parecer Técnico do Ministério do Turismo.

O TCU alega ainda que o ex-prefeito deixou de enviar fotografias e filmagens com a repercussão do evento, além de comprovação de que a Prefeitura contratou serviço de segurança durante os festejos. A ministra Ana Arraes chega a relacionar o caso de Matias Cardoso com a atuação da máfia que desviava recursos do Turismo – um rumoroso escândalo que ainda não teve sua história bem contada.

O TCU, entretanto, diz que Cordoval foi notificado das irregularidades quando ainda estava no cargo e perdeu os prazos. “Entre a data em que deveria ser apresentada a prestação de contas final e a data de instauração da tomada de contas especial não houve o transcurso do prazo de dez anos, razão pela qual a alegada prescrição não deve ser acolhida”, diz o parecer da relatora Ana Arraes.

"Não sou ladrão"