21 Maio 2012
Se bravata de pré-candidato valer, oposição em Manga terá quatro nomes na sucessão
Tão perto, tão longe: sem consenso, oposição sonha comandar Prefeitura de Manga em 2013 (Foto: Manoel Freitas)
Se faltam nomes a candidato oficial na sucessão eleitoral em Manga (veja post abaixo), na seara da oposição o ‘dilema’ de natureza bem oposta: sobram interessados em disputar a cadeira ocupada pelo prefeito Joaquim Oliveira (PPS).
Pelos menos quatro pré-candidatos afirmam estar no páreo, o que impõe agenda urgente de negociações para, digamos, antecipar os efeitos deletérios que essa enxurrada de candidatos pode causar nos planos da oposição em fazer a virada no mando político local.
A pouco mais de um mês para o encerramento das convenções partidárias que vão indicar os nomes dos candidatos, o jogo segue embolado entre Anastácio Guedes (PT), Henrique Fraga (PP), Hugo Mota (PSDB) e Maurício Magalhães (PR). Na hipótese, pouco provável, de que todos entrem mesmo na disputa a vida do prefeito Quinquinha Oliveira ficaria mais fácil: a pulverização dos votos poderia apontar para chance de vitória ainda que o prefeito indicasse como candidato oficial um dos postes disponíveis em sua carteira de pré-candidatos.
Em tese, caberá ao deputado estadual Paulo Guedes (PT) arbitrar o problema real de excesso de candidatos na oposição. Guedes, entretanto, não tem total isenção no processo, uma vez que defende abertamente a candidatura do irmão Anastácio.
Jogo de cena
Às voltas com mais um processo de cassação por quebra de decoro na Câmara Municipal, o vereador Mauricio Magalhães afirmou ao Em Tempo Real que, se ficar um único nome da oposição na disputa, será o seu. “Não sacrifiquei minha família e meus amigos para fazer papel de covarde na hora do vamos ver”, diz Magalhães. O tucano Hugo Mota, que tem pouco a perder e alguma experiência a ganhar, diz o mesmo: será candidato de qualquer jeito.

MANGA - Recusar um ‘emprego’ com salário de R$ 15 mil com direito a pacote de mordomias não é para qualquer um. É mais ou menos isso o que está acontecendo na sucessão manguense: o prefeito Joaquim Oliveira (PPS) ainda não conseguiu resolver o cada vez mais urgente problema da indicação do nome que vai disputar a cadeira de prefeito com a chancela de candidato oficial. Fato estranho, porque o prefeito realiza administração bem avaliada pela população local.
A instalação de nova comissão especial temporária para investigar a suposta quebra do decoro parlamentar do vereador Maurício Magalhães (PR), ao lado, aprovada na noite de ontem pela Câmara Municipal de Manga foi provocada por denúncia do presidente da comissão provisória local do PTB, Elísio Cardoso de Abreu, o Teno (de camiseta amarela).
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