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Defesa do ex-prefeito vai questionar mudança de versão nos depoimentos de dono da A.F Construtora ao Ministério Público

Imagens: Manoel Freitas

Profissão, esperança: Arruda diz que sua candidatura incomoda muita gente e que será a grande surpresa destas eleições

Fui pego de surpresa, no meio da tarde do domingo (21), enquanto acompanhava uma cerimônia de casamento na Paróquia Nossa Senhora da Esperança, aqui em Brasília, por um telefonema do advogado e ex-prefeito de Januária Maurílio Arruda (PTC). Surpresa dupla, porque Arruda cumpre prisão domiciliar, há pouco mais de um mês, e o julgava impedido de tocar a vida como o restante dos mortais. Para não falar do conteúdo da sua prosa, digamos, esperançosa e otimista na possibilidade de provar inocência nas acusações que o levaram à prisão em duas ocasiões desde que deixou o cargo.

O ex-prefeito, que está em campanha para uma vaga de deputado estadual, diz que todos terão uma grande surpresa no dia 5 de outubro: ele será o majoritário em Januária [embora impedido de ir para o corpo a corpo com o eleitor]. Nos devaneios de Maurílio Arruda, seria essa a causa da sua prisão no final do mês de junho: a sua candidatura representaria ameaça contra interesses poderosos. Que interesses seriam esses? Muitos, inclusive a reeleição do deputado estadual Arlen Santiago (PTB) e até mesmo a uma improvável motivação racista, pelo fato de um negro e pobre ter vencido na vida. “Minha candidatura incomodou muita gente”, sustenta.

E mais: Arruda está confiante que será eleito, a despeito de todas as evidências em contrário. Pode ser que o único surpreso após a abertura das urnas venha a ser mesmo o próprio Arruda, cujo otimismo deixa o interlocutor desconfiado se o experiente advogado por vezes não cria um escudo de fuga para a dura realidade que o cerca. Cético por dever de ofício, é mister admitir que uma santa que traz no nome a esperança viria bem a calhar ao advogado.

E o que queria Arruda? O chamado ‘outro lado’ para matéria que publiquei aqui neste espaço no sábado, dando conta que sua situação ficou mais crítica após a delação premiada a que se prestou o empreiteiro Fábio Ferreira Durães, dono da A.F Construtora, que contou ao Ministério Público ter pago propina a assessores da gestão do ex-prefeito de Januária. Arruda alega que Fábio Durães mudou a versão dos fatos no breve espaço de uma semana: em depoimento ao promotor Franklin Reginato Pereira Mendes, da Comarca de Januária, em 2 de setembro deste ano, Durães conta que jamais recebeu pagamento adiantado pelas obras de construção e reforma de escolas em Januária. E mais, deixou de executá-las por falta de pagamento.

Nem o segundo depoimento de Fábio Durães parece tirar o sono de Arruda. Ele alega que, se o dono da A.F Construtora pagou propinas a alguém, não tem como vincular o assunto ao seu nome. “O chefe do Executivo não estava lá”, ele diz. Pergunto então o porquê do ex-secretário de Educação e braço direito de Arruda na Prefeitura de Januária Alexandre Sá Rêgo ter optado por se tornar um foragido da Polícia Federal ao invés de esclarecer o que realmente aconteceu? O ex-prefeito diz que não tem como julgar a atitude do ex-assessor, mas que provavelmente pode ter se assustado com a investigação. “Ou se acovardou”, ele diz.


Não sabia de nada?

Vereadores colocam fim ao casuísmo que eternizou presidente no comanda da Casa

Agora é oficial: mesa diretora não pode ser reconduzida para mandato subsequente (Imagem: Panoramio)

A Câmara Municipal de Manga votou em segundo turno, na sexta-feira (19), proposta de emenda à Lei Orgânica da mesa diretora da Casa, presidida atualmente pelo vereado Leonardo Pinheiro (PSB), que finalmente coloca ponto final na possibilidade de reeleição para cargos da mesa diretora. O instituto da recondução do presidente ao cargo para mandato subsequente foi instituída na Câmara de Manga, há pouco mais de 10 anos, pelo ex-vereador Francisco Gonçalves Farias, o Tim 2000 (PPS), que, graças a essa manobra, permaneceu por longos oito anos no cargo – em quatro mandatos consecutivos (2005/2012).

Com a decisão, Leonardo Pinheiro, cujo mandato à frente da mesa diretora da Casa vence daqui a três meses, abriu mão da prerrogativa de tentar permanecer no cargo até o final do atual mandato, em 2016. Pinheiro foi derrotado, no final do ano passado, no seu propósito de reduzir a duração do mandato do presidente da Casa de dois para apenas um ano, com direito a uma única recondução ao cargo durante os quatro anos de uma mesma legislatura, mas a matéria voltou ao plenário da Casa e, desta vez, recebeu entendimento quase unânime pelo fim da reeleição.

Na prática, um mesmo vereador só pode presidir a mesa diretora por quatro anos consecutivos se for reeleito no início de um novo mandato, e desde que, ocupasse o mesmo cargo na legislatura imediatamente anterior. 

O texto da resolução foi aprovado por oito dos nove votos possíveis. Apenas o vereador Raimundo Mendonça Sobrinho, o Raimundão (PTB), que age nos bastidores para ser o futuro presidente, se posicionou contra a medida. O Gordo, como ele é mais conhecido, não só defende a manutenção da reeleição, como já teria declarado que, se eleito, vai instituir novamente o pagamento do subsídio em dobro para o presidente da Câmara. Outra medida controversa a que Leonardo Pinheiro colocou fim durante sua passagem pela presidência. Os vereadores de Manga ganham R$ 5,9 mil antes dos descontos previdenciário e do Imposto de Renda.

Amuado

Em delação premiada, dono de construtora joga luzes sobre o que teria sido suposto esquema de corrupção em Januária

Fotos: Manoel Freitas

Arruda exibe o livro 'Assassinato de reputações' e o uniforme da Suapi, durante entrevista em seu escritório, alguns dias antes da sua segunda prisão

Novo revés na cruzada que o advogado Maurílio Arruda (PTC) leva adiante para tentar provar que enfrenta escalada de perseguição desde que deixou a cadeira de prefeito de Januária, em dezembro de 2012. Arruda segue em prisão domiciliar, em Montes Claros, de onde tenta coordenar a campanha para deputado estadual. Uma batalha vã, pois a cada dia surgem novos indícios de que o ex-prefeito de Januária não volta mais a ocupar cargos públicos por tão cedo. Não pela via do voto popular. Ele foi preso, pela segunda vez em menos de um ano, no dia 30 de junho, durante a operação ‘Exterminadores do Futuro’ deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público de Minas Gerais, que investiga desvios de verbas públicas destinadas à construção e reformas de escolas. 

Segundo o Blog do Fábio Oliva, o empreiteiro Fabiano Ferreira Durães, dono da A.F Construtora Ltda., topou fazer acordo de delação premiada para a Polícia Federal e o Ministério Público do Estado de Minas Gerais. A delação é instrumento legal que permite ao réu em processo criminal colaborar com a investigação ou delatar companheiros de crime em troca da redução de sua pena.

O depoimento de Fabiano Durães pode complicar a situação do ex-prefeito Arruda, que conseguiu liminar no Supremo Tribunal Federal para aguardar o julgamento do seu caso em prisão domiciliar, no final do mês de julho. O dono da A.F Construtora contou ao MP e aos agentes da Polícia Federal, no dia 9 de julho deste ano, durante depoimento em Montes Claros, que fez pagamentos ao ex-secretário municipal de Januária Alexandre de Sá Rêgo em valores próximos a R$ 150 mil, para pagamento de propinas na execução das obras de construção e reformas de escolas municipais no município.

Alexandre Rêgo, que está foragido desde que teve a prisão decretada, há quase três meses, era uma espécie de secretário-curinga durante a gestão Arruda em Januária. O delator Fabiano contou ao MP que os pagamentos a Alexandre Rego eram feitos logo após a primeira medição das obras que a sua empresa conseguia vencer em licitações fraudulentas. Os cheques eram compensados na agência local do Banco Itaú. Fabiano afirma que Maurílio Arruda tinha conhecimento do esquema e que era o “destinatário final” dos pagamentos.

O esquema de corrupção teria durado pele menos dois anos, entre 2009 e 2012. Fabiano Durães disse aos promotores que atuava como mestre de obras na empresa de um irmão, a Retromáquinas Ltda., também envolvida em denúncias de corrupção em obras municipais. O empresário se diz analfabeto e que só consegue assinar o nome, mas, ainda assim, contou que participou de reuniões na prefeitura em que Arruda gravava as conversas com uma câmera de vídeo. Nesses encontros, o então prefeito ensaiava o discurso de que não aceitava corrupção em sua administração e que exigia qualidade das obras.

Segundo o empreiteiro, tudo não passava de encenação. Longe do gabinete e câmera filmadora, ele era achacado por Alexandre Rego e outros assessores, que exigiam propinas que variavam de 10% a 60% sobre o valor dos serviços contratados pelo município.

Nestor está em todas

Antigo centro do poder em Belo Horizonte, a Praça da Liberdade será palco, no próximo domingo (21), às 10h00, de encontro de manguenses radicados na capital de todos os mineiros em ato de apoio ao escritor e candidato a deputado federal Carlos Diamantino Alkmin (PDT). O movimento é liderado por Jussara França Lima, filha do também escritor manguense Anfrísio Lima (1887/1973).

O gesto de apoio dos manguenses em BH ao conterrâneo Diamantino tenta reforçar suas propostas de campanha voltadas ao Norte de Minas, com ênfase na revitalização e navegabilidade do rio São Francisco. São esperadas cerca de 40 pessoas, que vão levar cartazes com alertas para a grave situação do Velho Chico, em encontro que terá como cenário as centenárias palmeiras-imperiais da Praça.  

"Estamos com você, pelo seu convívio com a realidade da nossa terra e da nossa região. Somamos nossos esforços em levar adiante seus sonhos barranqueiros por uma qualidade melhor de vida para a gente do sertão de Minas. Sonhos que compartilhamos com você", observou Jussara Lima ao informar a decisão de liderar o encontro com o candidato.

Pimentel precisa ficar alerta para tentativas de aliados de sentá-lo na cadeira de governador antes do jogo jogado

Embalado pelo clima do já ganhou, o PT mineiro escorrega em um dos erros mais crassos da política: a distribuição do butim dos muitos cargos entre aliados de primeira e horas mais recentes. Não se está falando aqui apenas da anunciada intenção do candidato Fernando Pimentel de mudar a vocação puramente de mercado na gestão das empresas públicas Cemig e Copasa, inscritas em Bolsa de Valores e, na visão petista, com foco excessivo nos resultados para seus muitos acionistas - em detrimento dos consumidores de água e luz.

Não é só isso. Nos bastidores começa açodado movimento de indicação de nomes para todos os escalões da administração estadual, em especial os cargos de órgãos regionais.  O gesto, ainda que simbólico, de antecipar a posse de Pimentel no Palácio Tiradentes mostra soberba – mesmo em ambiente de pouco risco político, como mostrou a debandada de prefeitos norte-mineiros da base aliada do PSDB rumo ao ninho petista, durante passagem de Pimentel por Pirapora na quinta-feira (18).

Não se ganha eleição de véspera. Estamos a duas semanas da votação em 5 de outubro e não se pode descartar a reação do candidato Pimenta da Veiga (PSDB), ao menos o bastante para garantir a realização do segundo turno - quando se teria uma nova eleição em Minas.  Improvável reação, mas não impossível. Cautela e caldo de galinha mal não podem fazer em momentos assim.

Com poucas chances de ir ao segundo turno na disputa presidencial, Aécio Neves sabe que uma derrota em Minas enterra seus sonhos de fazer o que o avô Tancredo Neves não conseguiu, tragado pela fatalidade entre a vitória nas urnas e o dia da posse. Aécio cometeu grave erro ao impor o nome de Pimenta da Veiga para a disputa em Minas, no que facilitou muito a vida do ex-aliado Fernando Pimentel. Aliados que sonhavam com o seu apoio para virar governador não entraram na campanha com o máximo potencial. Aécio corre atrás do prejuízo, com o envio da irmã Andrea Neves e o experiente Danilo de Castro para tentar salvar a lavoura. Até aqui sem sucesso.

Arrotar bacaba

Quase metade dos domicílios brasileiros tem computador, mostra Pnad 

Da Agência Brasil

Entre os bens duráveis, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o total de domicílios com computadores subiu de 46,4% para 49,5%, de 2012 para 2013. No Nordeste, as casas com esse equipamento cresceram 14%. Dos 32,2 milhões de domicílios brasileiros com computadores em 2013, 28% tinham acesso à internet.

A proporção de internautas cresceu de 49,2%, em 2012, para 50,1%, no ano seguinte. A pesquisa do IBGE indica que, em 2001, 12,6% das unidades residenciais tinham esses aparelhos e, em 2013, esse percentual evoluiu para quase metade dos domicílios. Já as moradias com computador ligado à internet aumentaram de 8,5% para 43,7%, na mesma comparação.

Aproximadamente 86,7 milhões de pessoas com 10 anos de idade ou mais acessaram a internet no período de referência em 2013. O crescimento observado foi 2,9% ou 2,5 milhões de usuários. Segundo o IBGE, esse foi o menor índice de expansão registrado a partir de 2008. A taxa de crescimento no número de internautas atingiu o pico de 21,6% de 2008 para 2009. O aumento de internautas com 10 anos ou mais que acessaram a internet em 2013 alcançou maiores percentuais nas regiões Nordeste (4,9%) e Sul (4,5%), com menor índice de ampliação no Norte (0,4%).

A gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira, analisou que o aumento do consumo de bens duráveis, principalmente de computadores, resulta da elevação do rendimento da população. “A gente ainda tem muito a avançar em termos de acesso à internet. Ainda não atingiu a população como um todo”, destacou a gerente da Pnad.

Por gênero, as mulheres, com quase 45 milhões de indivíduos, lideraram os acessos à internet no Brasil, seguidas por 41,7 milhões de homens. Ambos mostraram aumento em comparação a 2012: 43,3 milhões e 40,8 milhões, respectivamente.

Por outro lado, caiu o número de moradias com rádio e DVD, de 2012 para 2013 – queda decorrente das mudanças tecnológicas, segundo o IBGE. Em relação ao rádio, o número caiu de 80,9% para 75,8% e, sobre os aparelhos de DVD, de 76% para 72,4%. Já a quantidade de casas com máquina de lavar evoluiu 7,8%, assim como aquelas com carro, de 42,5% para 43,6%. A proporção de domicílios com moto permaneceu estável: 20% em 2012, e 19,9%, no ano seguinte. Na mesma situação, ficaram os domícilios com fogão e televisor (98,8% e 97,2%, respectivamente).


*Colaborou Vinicius Lisboa

Souto e Diamantino contavam com o apoio de Quinquinha, que preferiu ser cabo eleitoral do paraquedista Toninho

Humberto Souto e o manguense Diamantino: apelo à representação regional não convence o ex-prefeito de Manga

A política é território favorável para a semeadura de ventos em busca, sabe-se lá, de algumas tempestades. Os candidatos a deputado federal Humberto Souto (PPS) e Carlos Diamantino (PDT) têm, por motivos diversos, alguns quilos de mágoas acumuladas com o ex-prefeito de Manga Quinquinha Oliveira (2007/2012), do PTdoB, por conta da expectativa de apoio nas eleições em progresso.

Quinquinha ensaiou disputar uma vaga de deputado federal e chegou mesmo a registrar candidatura, para depois aderir de mala e cuia ao paraquedismo político que tanto mal faz à região. Desistiu para laborar como cabo eleitoral do empresário e deputado federal em primeiro mandato Toninho Pinheiro (PP), que busca reeleição.

Há quatro anos, Humberto Souto conseguiu pouco mais de dois mil votos em Manga com o apoio de Quinquinha, então prefeito da cidade. Souto perdeu a eleição para deputado federal e Quinquinha fechou aliança com o atual prefeito de Sete Lagoas, Márcio Reinaldo (PP), com a alegação de que sua administração precisava do respaldo aqui em Brasília. Souto contava repetir a aliança depois que Márcio Reinaldo optou por cargo executivo. Não deu.

Já o manguense Carlos Diamantino aproximou-se de Quinquinha, há dois anos, na tentativa de receber seu apoio para disputar a Prefeitura de Manga ou, na pior das hipóteses, levar a vice na chapa oficial. Não deu. Agora, em 2014, o escritor Diamantino contava com pelo menos um gesto de simpatia de Quinquinha na disputa por uma vaga para a Câmara Federal. Não veio.

Diamantino e Humberto Souto têm certa dificuldade para entender as escolhas do ex-prefeito de Manga, exatamente pelo fato de que ele, Quinquinha, advogava disputar uma cadeira de deputado estadual com o discurso do fortalecimento da representação regional. Uma hipótese possível é que o empresário e ex-prefeito de Manga não bota fé na eleição de nenhum dois. Como também não apostava na própria eleição. Prefere ter um respaldo aqui em Brasília.

Em Januária é cada um por si e salve-se quem puder

Foto: José Maria Guedes

O prefeito de Januária, Manoel Jorge (PT), é um sujeito pragmático. Moldado nos preceitos do antigo método ‘ver, julgar e agir’ da prática pastoral católica, ele também mostrou-se eclético em suas alianças desde que ingressou na política partidária.

Após duas derrotas na tentativa de chegar ao mando em Januária, o petista parece ter aprendido a transitar entre contrários, no que julga ser o melhor meio de agir ante as circunstâncias por vezes adversas das lides políticas. Por pragmático e eclético, Manoel realizou o sonho de ser prefeito de Januária. Chegou lá no bojo de uma aliança muito improvável entre caciques regionais. Para certos fins, que importam os meios?, já dizia um certo Nicolau Maquiavel.

Ao longo desses dois anos de mandato, o petista tem conseguido equilibrar os interesses dissonantes dos deputados Arlen Santiago (PTB) e Paulo Guedes (PT), aliados da atual administração januarense, mas desafetos entre si. Na atual campanha eleitoral, e no melhor estilo Zeca Pagodinho, o prefeito de Januária tem deixado a vida lhe levar: não abraça como causa própria nenhuma das candidaturas, embora, oficialmente, mantenha apoio declarado ao companheiro Paulo Guedes. Por eclético, abre espaço para o companheiro Padre João correr por fora da raia e buscar seus votinhos no município (foto).

Pelo ritmo atual, o que se especula é que não será grande surpresa caso Arlen Santiago consagre-se majoritário nas eleições de 5 de outubro no maior colégio eleitoral comandado pelo PT em todo o Norte de Minas. Manoel repete o jeito ‘manoelmolente’, de ser nesta disputa eleitoral, agora também em versão laissez-faire, porque sabe da necessidade de ter um deputado aliado no Palácio Tiradentes, na hipótese, a cada dia mais remota, de que o PSDB possa vencer as eleições no Estado.

No melhor estilo não importa a cor do gato, desde que ele pegue o rato, há em Januária quem avalie que Paulo Guedes não seria a melhor opção na tentativa de conseguir alocar recursos estaduais para Januária caso os tucanos mantenham o mando político no Estado – como, aliás, já acontece hoje. Os principais investimentos no município são tocados com recursos do Estado, ainda que tenham como fonte a União em alguns casos.

“Não dá para pensar que vamos isolar todo mundo e governar sozinhos. A aproximação com o governo estadual é necessária para garantir a governabilidade de um município que enfrenta 20 anos de crises administrativas e de maus governos”, dizia Manoel Jorge em entrevista a este site em agosto de 2012, quanto ainda estava em campanha pela Prefeitura de Januária.

Manoel Jorge talvez não precisasse se dar ao trabalho de equilibrar os pés em duas canoas. A pesquisa Ibope divulgada ontem mostra o candidato petista Fernando Pimentel com 20 pontos porcentuais de vantagem sobre o tucano Pimenta da Veiga. Fosse hoje, a eleição em Minas seria liquidada no primeiro turno – o que isentaria Manoel Jorge de depender dos préstimos de despachante do aliado Arlen Santiago. Mas o petista januarense segue divido entre o que é o que pode vir.

A recepção oferecida por Manoel Jorge à visita a Januária da caravana do candidato a senador e empresário Josué Alencar (PMDB), na semana passada, não foi lá das mais animadas. O prefeito petista foi ao novo aeroporto da cidade recepcionar o candidato Josué Alencar, acompanhado por meia dúzia de gatos pingados: alguns secretários municipais e a presidente do diretório do PT em Januária, Lenice Nunes.

Base aliada

Candidato toma ‘banho de povo’ em visita ao Norte de Minas

Josué ao lado do deputado Paulo Guedes durante evento político em Montes Claros: empreitada com incentivo de Lula não convenceu eleitor mineiro

O norte-mineiro Darcy Ribeiro disse certa vez um dia que o Senado da República é melhor que o céu, pois não é preciso estar morto para chegar lá. Estimulado por Lula, o empresário Josué Alencar (PMDB) sonha com o acesso a este pedaço do paraíso aqui na terra. Precisa dos votos dos mineiros para chegar lá e, tudo indica, não será desta vez.

Agora que a campanha entra em sua fase decisiva, e o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) lidera a disputa senatorial com 44% das intenções de voto. Josué tem 12%, segundo pesquisa Datafolha divulgada na semana passada.

O dono da Coteminas foi ao Norte de Minas na sexta-feira (12) para um corpo a corpo com o eleitor em quatro cidades. Foi ciceroneado pelo deputado estadual Paulo Guedes (PT) e literalmente tomou um banho de povo e de rua. Josué ainda não demonstra traquejo para a política. Parece um estranho no ninho e pouco afeito ao universo das promessas fáceis e aos abraços e tapinhas no ombro. Ele vem de experiência mais cartesiana, por assim dizer.

Aprendizado

Evilásio quer cassar mandato de Gil Mendes por quebra de decoro

Os vereadores Gil e Amaro: oposição não fala a mesma língua

O serviço jurídico da Câmara Municipal de Manga avalia requerimento em que o vereador Evilásio Amaro (PPS) pede abertura de processo de cassação do colega Gil Mendes de Jesus, o Gil do Conselho Tutelar (PP), por suposta quebra de decoro parlamentar. Na petição, Amaro alega que Gil Mendes teria lançado mão de ‘palavras de baixo calão’ para atacar a sua honra e de alguns colegas durante pronunciamento no plenário da Casa no início do mês de agosto.

O presidente da Câmara, Leonardo Pinheiro (PSB), aguarda parecer jurídico para dar encaminhamento à matéria. A tendência, no entanto, é que Gil Mendes receba apenas uma advertência e, no limite, suspensão do exercício das atividades parlamentares por determinado período.

O vereador Gil Mendes pediu a palavra durante o grande expediente da reunião extraordinária realizada na quarta-feira, 6 de agosto, para fazer um duro pronunciamento contra o colega Amaro, de quem cobrava explicações sobre a autoria de boatos que circularam na cidade, dando conta de que, ele Gil, teria pedido R$ 7 mil para colocar a sua assinatura no requerimento que pede a instalação de CPI para apurar denúncia de que o microempresário manguense Silvano Ferreira de Souza teria sido usado como ‘laranja’ em contratos de prestação de serviço para o município na atual gestão. Veja mais detalhes no link ao final deste post.

Oposição dos sonhos