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Dilma se desloca de Aécio na hora do vamos ver

A presidente Dilma Rousseff chega às vésperas da eleição do próximo domingo em situação muito confortável, com amparo nas pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas na quinta-feira (23), que apontam crescimento homogêneo do seu nome em todos os segmentos demográficos e por todo país. Traduzindo em miúdos: só fato novo elevado à categoria de desastre lhe tira o segundo mandato. Seu crescimento é consistente e veio no momento que não permite espaço para sobe e desce nas pesquisas.

Esta campanha, por sinal, foi marcada por interessante revezamento de três candidatos cotados para ganhar a eleição, pela ocupação, ainda que temporária, da primeira colocação no segundo turno. Marina tomou a dianteira de Dilma por alguns dias, na simulação de segundo turno, enquanto surfava na onda da mudança e antes de ser desfigurada pelas próprias contradições e pelo moinho petista de desconstrução dos adversários. Aécio abriu a atual temporada com ligeira vantagem, para se ultrapassado por Dilma no momento decisivo da disputa.

Tudo pesado e medido, Dilma vai para o temido debate desta noite na TV Globo com a vantagem de quem está com a mão na taça. Precisa apenas ter serenidade e não se deixar levar pelas eventuais provocações de Aécio. Enfim, a petista precisa administrar o tempo, passar confiança e não cometer nenhum erro grave ao longo do debate.

Para Aécio a missão é bem mais complicada, uma espécie de opção entre o tudo e o nada. O tucano sabe que o debate na TV Globo é a chance de virar o jogo, mas na prática a coisa não é tão simples, pois além de precisar demonstrar superioridade incontestável em relação à sua oponente, ele não voltar a cair em erros já recusados pelo o eleitor de cair no denuncismo acompanhado da agressividade pura e simples ou de certa arrogância e ironia de debates anteriores.

Bala de prata

Lula repete a lei natural de que ninguém está imune aos efeitos do tempo

A três dias do retorno do eleitor à cabine de votação, a disputa presidencial chega ao seu momento de maior tensão. Tudo agora precisa ser milimetricamente calculado de lado a lado, porque qualquer erro pode tirar as chances dos dois contendores na disputa – até aqui empatados, muito embora no limite extremo da chamada margem de erro. 

A presidente Dilma Rousseff recebeu significativo alento, ao aparecer à frente do adversário Aécio Neves, mas, vale repetir, ainda que dentro dos limites do empate técnico. Ela tem 47% das intenções de votos, ante 43% do seu adversário. Apesar dessa ligeira vantagem, o clima é de muita cautela nas hostes petistas. Quando nada pelo histórico de erros nas pesquisas, mas também pelo receio de que eventual abstenção fora dos limites históricos possa vir exatamente do eleitorado de Dilma. 

O balanço prévio do que se viu até aqui mostra a campanha mais polarizada e nervosa dos últimos tempos. Há 12 anos no mando federal, o PT não se imagina fora da Esplanada dos Ministérios – o que explica boa parcela do mau-humor que tomou conta dos programas eleitorais, debates e do bate-boca virtual entre militantes de cada corrente na arena em que tem se transformado o fenômeno ainda recente das redes sociais. 

A hora é de decisão, portanto, e o que se vê é um país dividido ao meio. Lula, o velho, que não é bobo nem nada, parece pressentir o cheiro de queimado no seu entorno. Por isso assumiu para si a pouco edificante tarefa de atacar o neto de Tancredo abaixo da linha da cintura. E nisso ele é bom, porque foi moldado por anos de sindicalismo. Lula adotou estratégia de tentar colar em Aécio a pecha do sujeito que ataca com inclemente fúria uma senhora indefesa, na tentativa de apresentar sua pupila como uma simplória dona de casa, uma avó em sua tarefa de zelar pela prole. Coisa que Dilma evidentemente não é, dadas as escolhas que fez ao longo da vida e ao cargo que ocupa. Não bastasse isso, vide a imagem sempre belicosa e de poucos amigos que transparece em suas constantes aparições públicas – sobretudo nos debates. 

Lula chega ao limite de chamar Aécio de ‘moleque’ e outros excessos tantos [insinuar que o tucano bate em mulher e que se vir um pobre passa por cima]. Ontem, no comício em Belo Horizonte, o chefe da nação petista, deu clara demonstração de que se dá ao direito, ainda que no calor dos palanques, onde ninguém ousa contestá-lo, a passar de todos os limites.

Nada o impede, nem mesmo a memória do que passou em 1989, quando o agora aliado petista Fernando Collor desceu ao nível do esgoto, ao misturar família e política - naquele episódio infame em que trouxe à TV uma filha que Lula supostamente quisera abortar. Quem vê o Lula na TV, apoplético e aos gritos mesmo na condição de não candidato, pode não entender o motivo dessa ira santa. Aí é que se recomenda um pouco de cautela e doses extras de caldo de galinha. Se a fórmula lulista da briga retórica potencializada pela voz gutural e a teatral cara de indignado ainda serve de gasolina aos motores da militância petista, a imagem começa a simbolizar uma etapa da história pátria que ameaça estacionar no tempo.

Dono da bola

Deve sair nos próximos dias a assinatura do contrato entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Ethos Engenharia de Infraestrutura S.A., empresa vencedora do processo de licitação para a retomada da pavimentação do subtrecho da rodovia federal BR-135, entre o povoado de Monte Rei e Montalvânia, no extremo Norte de Minas.

Paralisada há quase três anos, a obra prevê o asfaltamento de 18,4 quilômetros e complementa a pavimentação entre Manga e a divisa com o estado da Bahia, iniciada há quatro anos. A Ethos Engenharia venceu a licitação na modalidade RDC (regime diferenciado de contratações públicas) ao oferecer o maior desconto em relação ao preço global sugerido pelo DNIT, de R$ 30,3 milhões.

A empresa de Belo Horizonte se habilitou a construir o asfalto pelo valor de R$ 25,5 milhões – o que representa economia de R$ 4,7 milhões em relação ao preço de referência estipulado pelo governo federal.

Segundo uma fonte ligada à Ethos Engenharia, a previsão é que a empresa comece a instalar o canteiro de obras na região ainda em 2014, com previsão do início das obras previsto para o início do próximo ano. Quando as máquinas novamente roncarem no sertão do norte-mineiro, será o começo do fim de uma longa espera, recheada de muitos adiamentos.

A população espera, há quase três anos, pela solução do impasse que paralisou a obra desde o final de 2011, quando a firma responsável pela pavimentação, a SPA Engenharia, não conseguiu cumprir cronograma acordado com o Ministério dos Transportes e deixou a região sem sequer concluir a fase de terraplanagem da rodovia.

Câmara aprova abertura de processo de cassação contra vereador

O vereador Gil Mendes de Jesus, o Gil do Conselho Tutelar (PP), virou a ‘Geni’ preferencial entre os seus pares na Câmara Municipal de Manga. O plenário da Casa aprovou, na sexta-feira (17), requerimento de autoria do vereador Evilásio Amaro (PPS) que autoriza a abertura de processo de cassação do colega por suposta quebra de decoro parlamentar.  O requerimento, com 30 laudas, foi aprovado por 7 votos a 1, e faz pormenorizado relato do que seriam as transgressões ao regimento interno por Gil Mendes, desde que assumiu o cargo para seu primeiro mandato, em janeiro de 2013. Somente o vereador Hélio Soares de Assis, o Hélio Boquinha (sem partido), votou contra a pedido.


Na petição, Amaro alega ter sido ofendido em sua honra pelo colega Gil Mendes com ‘palavras de baixo calão e calúnias’, durante pronunciamento no plenário da Casa no início do mês de agosto. A lavação de roupa suja entre Amaro e Gil Mendes, ambos da bancada de oposição, foi parar no plenário, quando a Câmara de Manga passou por um dos momentos mais deploráveis da sua longa história.

Na ocasião, Gil Mendes pediu a palavra durante o grande expediente da reunião extraordinária realizada na quarta-feira, 6 de agosto, para fazer um duro pronunciamento contra o colega Amaro, de quem cobrava explicações sobre a autoria de boatos que circularam na cidade, dando conta de que, ele Gil, teria pedido R$ 7 mil para colocar a sua assinatura no requerimento que pede a instalação de CPI para apurar denúncia de que o microempresário manguense Silvano Ferreira de Souza teria sido usado como ‘laranja’ em contratos de prestação de serviço para o município na atual gestão. 

Há pouco mais de duas semanas, logo após a sessão ordinária do dia 3 de outubro, Gil Mendes, o pândego, protagonizou duro bate-boca de bastidores com o presidente da Câmara, Leonardo Pinheiro (PSB). A discussão parece ter sido a gota d’água que promete fazer o copo de Mendes entornar. Os vereadores não comentam abertamente o caso, mas o que se comenta nos bastidores é que o vereador Gil Mendes ‘passou da conta’ nas críticas aos colegas. Resumo da ópera: o clima azedou e Gil está no fio da navalha, porque já teria sido advertido pela mesa diretora em algumas ocasiões e, ainda assim, não teria mudado o 'comportamento' inamistoso em relação aos seus pares.

No geral, os colegas reclamam da prepotência de Gil Mendes, que já chegou a se comparar ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Gil também é autor de matérias polêmicas, como o projeto que quer instituir quatro reuniões plenárias do Legislativo por mês, em lugar das duas atuais. Outro requerimento dele, ainda em fase de elaboração, vai pedir que o uso do paletó e gravata se torne obrigatório na Casa. Gil comparece devidamente paramentado a todas as sessões da Casa, mas o terno e grava não é unanimidade entre a vereança. A avaliação da vereança é que Mendes faz tudo para aparecer.     

Terno novo

Vale do São Francisco ganha parque urbano rico em grutas, pinturas rupestres e mananciais

[DO PORTAL CODEVASF] - A região do vale do São Francisco em Minas Gerais ganhou neste segundo semestre de 2014 mais um importante atrativo turístico. Trata-se de um dos maiores parques urbanos do país, o Parque Estadual da Lapa Grande, sediado em Montes Claros, município localizado no Norte de Minas a 418 quilômetros da capital, Belo Horizonte. O parque foi aberto à visitação pública em julho deste ano e já atrai moradores de Montes Claros e de outras cidades do país.

Com área de sete mil hectares, no bairro Vila Atlântida, a 10 quilômetros do centro da cidade, o Parque da Lapa Grande é rico em atrações naturais. Um dos principais objetivos que levou o Instituto Estadual de Florestas (IEF) a criar o parque, em 10 de janeiro de 2006, foi a necessidade de proteger e conservar um complexo formado por 58 grutas já catalogadas e dezenas de mananciais de água que contribuem para o abastecimento da população de Montes Claros, bem como de outros municípios limítrofes da maior cidade norte-mineira.

Entre outras atrações, o Parque Estadual da Lapa Grande conta com centenas de pinturas rupestres que revelam parte das atividades implementadas por antigas civilizações que habitaram o vale do São Francisco na era pré-histórica. O parque está inserido na região de ocorrência de cerrado, ecossistema predominante em Minas Gerais. A administração é feita em conjunto pelo IEF e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que gerencia o abastecimento de água de Montes Claros por meio de concessão. Além das belezas naturais a prática do ciclismo é uma das opções de lazer do local, que detém 14 quilômetros de trilhas de nível leve a moderado.

Para atividades de educação ambiental, o parque conta com duas trilhas guiadas por monitores ambientais: a trilha da Lapa Grande, com 430 metros (percurso completo), e a trilha Boqueirão da Nascente, com 1.180 metros de percurso completo (ida e volta). Aos sábados, domingos e feriados, o parque tem capacidade para receber, diariamente, 200 visitantes (100 pela manhã e 100 à tarde). A entrada no parque começa às 8h30 e termina às 15h30. A taxa de acesso está fixada em R$ 5,00.

Acervo

Vereadores podem aprovar empréstimo sem conhecer valor das parcelas que município vai assumir até 2034 

ATUALIZAÇÃO: O projeto foi votado na noite da sexta-feira (17), como antecipou este Em Tempo Real. A autorização foi aprovada por oito votos a um. O único voto contrário veio do vereador Gil Mendes (PP). A Prefeitura de Manga não tem previsão de quando a análise ficará pronta nem quando o dinheiro do empréstimo será liberado.


A Câmara Municipal de Manga deve aprovar, na noite desta sexta-feira (17), projeto de lei que autoriza o prefeito Anastácio Guedes (PT) contratar empréstimo no valor de R$ 1,5 milhão junto à Caixa Econômica Federal (CEF). Os recursos são do Programa Pró-Transporte - Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas, Etapa 3, e serão utilizados ‘obrigatoriamente’ na pavimentação da Avenida Ayrton Senna. O empréstimo foi autorizado pelo Ministério das Cidades em maio deste ano e prevê contrapartida do município de R$ 163,8 mil.

Segundo o secretário de Administração do município, Diogo Saraiva, não se tem ainda o valor das 240 prestações mensais que a Prefeitura de Manga vai pagar pelo financiamento. Se for mantido o prazo máximo previsto pelo programa, o empréstimo só será quitado em 2034 – daqui a cinco mandatos. O município já pagou a taxa de análise de crédito, mas A Caixa ainda não concluiu o estudo da operação. Diogo Moreira diz que o prazo pode ser reduzido, já que o custo da dívida é relativamente baixo. O prazo de um empréstimo bancário influi diretamente no valor que o município vai pagar na conta juros da operação.

Os juros do financiamento serão pagos mensalmente com a taxa nominal anual de 6%. A Caixa cobra ainda uma taxa de risco de crédito de até 1% ao ano para cada operação, que incide sobre o saldo devedor do contrato. Há ainda a remuneração do banco, de até 2% anuais, também incidente sobre o saldo devedor, além das tarifas operacionais e de análise. No caso de Manga, a taxa prevista será de 8% ao ano. Segundo Diogo, as parcelas devem ficar entre R$ 7 e 8 mil mensais.

Simulações realizadas pelo Em Tempo Real no site Cálculo Exato mostram que os valores devidos devem ficar bem acima dessa estimativa: R$ 15,2 mil quando se considera remuneração pelo método dos juros simples e R$ 24,9 mil pelo sistema de juros compostos. Numa palavra: os vereadores devem aprovar a autorização legislativa sem saber exatamente de quanto será o gasto mensal do município com o serviço dessa nova dívida.

Tema polêmico

O governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), visita Montes Claros, no Norte de Minas, na tarde desta sexta-feira (17). Lideranças de toda a região foram convidadas a participar de encontro com o petista, no Automóvel Clube. Pimentel tenta animar a militância para repetir a ‘onda vermelha’ que levou o PT a vencer em quase todos os municípios da região.

O movimento é reação à ofensiva que o PSDB e gente ligada ao governo mineiro, por enquanto sob o comando de Alberto Pinto Coelho (PP), aecista de primeira hora e quatro costados, teria levado adiante no norte-mineiro. Aliados do tucanato e mesmos aqueles que estão der partida de mala e cuia para o entorno dos futuros donos do pedaço nas Alterosas, foram convocados para tentar ajudar na vitória de Aécio em Minas no próximo dia 26 de outubro.

A reversão da dura derrota no primeiro turno em Minas é considerado, entre os tucanos, pré-requisito para derrotar o PT no plano nacional. É nesse contexto que Pimentel enfrenta o sufocante calor da Terra das Formigas. O comando da campanha petista na região organiza carreata por alguns bairros de Montes Claros para o início da noite, quando pretende dar demonstração de força e crença em nova vitória sobre os tucanos.

Em jogo, a busca petista pelo quatro mandato e a crença de tucanos de que chegou o momento do retorno


A se crer nos números das principais pesquisas de intenção de voto neste segundo turno, o que temos é o seguinte: um país rachado ao meio entre a mudança que Aécio Neves (PSDB) possa representar e o mais do mesmo que Dilma Rousseff (PT) tem a oferecer – a despeito de ter embalado seu marketing eleitoral também com o mote do ‘mais mudanças’ se eleita for para novo mandato.

Um dado especialmente curioso deste segundo turno é o fato de que Ibope e Datafolha mostram o eleitorado estático no intervalo de uma semana para outra. Uma das leituras possíveis é que o ambiente de guerra em que se transformaram os debates e o horário eleitoral tenha assustado a massa de indecisos, que cresceu no período. O redemoinho produzido por denúncias de lado a lado e agressões no plano pessoal, que só encontram paralelo na disputa presidencial entre Lula e Fernando Collor de Mello, há 25 anos, só teria algum tipo de recepção e simpatia entre a militância de cada campanha.

A animosidade entre os candidatos, na base do ‘mentiroso’ para cá e ‘leviana’ para lá, contamina o país e estimula o clima de mãe de todas as batalhas entre petistas e tucanos nesta reta final de campanha. Se por um lado o PT tem enorme resistência a admitir a possibilidade da alternância de poder, com o argumento de que construiu um novo país em 12 anos de mando, por outro o PSDB parece convencido de que nunca esteve tão perto de retomar o poder. Tenta capitalizar em seu favor a majoritária tendência à mudança que o eleitor sinaliza.

O clima andou tão pesado que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu intervir para tentar evitar que os candidatos a presidente da República distorçam o objetivo que norteou a criação do horário eleitoral no rádio e na TV como espaço para ataques aos adversários. A decisão proíbe ainda o uso de recortes de jornais e de declarações de terceiros nas propagandas. A decisão não foi unânime e muda o entendimento anterior que era mais permissivo. No entendimento da Corte, o horário eleitoral gratuito [e que de gratuito não te nada, pois é pago com isenção dos nossos impostos] deva ser usado para debater programas e políticas públicas.

O debate do SBT/UOL/Rádios Joven Pan no final da quinta-feira parece ter sido o ponto-limite da guerra em que se transformou o enfrentamento os dois contendores na disputa presidencial, que ameaçam passar do ponto ao avançar o sinal para questões da vida pessoal do adversário. Quem ganhou?, quem perdeu? Difícil avaliar, embora Aécio Neves tenha demonstrado mais firmeza ante uma Dilma confusa em vários momentos.

Sangue frio

Excesso de ironias pode ter efeito contrário ao esperado por Aécio

Dia de ressaca nos chamados ‘mercados financeiros’ por conta da expectativa com os números da sucessão presidencial que as pesquisas Ibope e Datafolha vão trazer a lume logo mais à noite, no Jornal Nacional. A Bolsa de Valores caiu de maduro nesta quarta-feira, puxada pelos números de empresas do chamado ‘kit eleições’. Petrobras chegou a despencar mais de oito por cento, com a percepção de que a semana em curso pode ser da candidata Dilma Rousseff - em reação ao amplo espaço que o adversário Aécio Neves conseguiu nos dias que sucederam a votação em primeiro turno.

Mas não é só. A quarta-feira de cinzas também se justificaria porque o esperado massacre do candidato Aécio Neves no tête-à-tête com Dilma Rousseff no debate do Grupo Bandeirantes não aconteceu. As avaliações mais ponderadas dão conta de empate no embate entre os dois candidatos, mas com ligeira vantagem para a presidente Dilma – que, se não foi enfática nem brilhante no quesito retórica, teria conseguido surpreender o tucano com denúncias de desvios de dinheiro na saúde e a história do nepotismo durante a passagem do neto de Tancredo pelo governo de Minas.

Aécio, por seu turno, não trouxe fatos novos para o debate. Algo que pudesse surpreender Dilma e tirá-la do sério, com agenda fora do script combinado com seus assessores ao longo da terça-feira. O tucano ficou no mais do mesmo do escândalo na Petrobras e na tentativa, que de resto já leva adiante no horário político, de tentar mostrar o fracasso do governo Dilma na seara da macroeconomia. No mais, foi um festival de ‘o candidato falta com a verdade’ ou “é mentira da candidata”, que serve apenas ao cardápio de expectativas de quem já decidiu seu voto.

O risco para Aécio foi ter pesado a mão nas ironias contra a adversária, o que pode levar o eleitor indeciso a ver apenas arrogância onde o candidato esperava disseminar segurança e determinação. "Seu governo chega ao final de forma melancólica", afirmou o tucano lá pelas tantas.

As pesquisas desta noite não devem pegar ainda o clima do debate na Band, mas há certa expectativa no ar para que Dilma retorne à dianteira – ainda que na margem de erro. Nada, no entanto, é definitivo: a disputa segue acirrada e aberta às surpresas. Restam ainda três debates na TV. O principal deles na TV Globo, no dia 24 de outubro, a dois do segundo turno – quando eventual erro não tem retorno.

Três Marias chega a nível crítico, com ameaça para geração de energia e economia de cidades ribeirinhas

Com Agência Brasil

Imagem: Elizabete Alves Lopes

Outubro avança e nada de chuva no Sudeste e Centro-Oeste do país. A estiagem, aliada às altas temperaturas, por sua vez potencializadas pelo efeito das queimadas, confere status de verdadeiro drama para as populações ribeirinhas do Rio São Francisco. Agora mesmo, o volume útil de água do reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, em Minas Gerais, desceu a 4,1% da capacidade máxima do reservatório - nível que compromete a vida dos ribeirinhos em assuntos vitais como travessia de uma margem para outra e a manutenção de lavouras irrigadas.

Para se ter ideia da gravidade da situação, em outubro do ano passado, quanto o regime de chuvas era mais ou menos normal, o volume da represa estava em 24,86%. Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), concessionária que administra Três Marias, das seis turbinas da usina, penas duas estão em operação. Ainda assim, a empresa garante que a hidrelétrica continuará gerando energia até que o volume útil chegue a zero, caso isso aconteça. Mas já circulou informação dando conta que, se chegar a 3% da capacidade do lago de Três Marias, a geração de energia será totalmente interrompida, por que a lâmina d’água ficaria abaixo do ponto de alimentação das turbinas.

Redução recorde da vazão