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MANGA: VICE EM LUA DE MEL COM PREFEITO, PRB NEM TANTO ASSIM

No 20 Abril 2017.

Peça-chave na eleição de Quinquinha, partido do vice amarga escanteio na administração

Em artigo que publiquei aqui há 15 dias com o título Em Manga, vices concorrem ao esquecimento’, prometi aos meus 17 eleitores que analisaria o papel da composição para indicação do vice-prefeito na eleição do prefeito de Manga, Joaquim do Posto Shell (PPS), de camisa clara na imagem ao lado, nas eleições do não passado. Promessa é dívida.

Há pouco mais de um ano, o advogado Hélder Mota Ferreira cravava para este colunista premonição certeira sobre as eleições em Manga, naquela altura ainda na fase de discussão sobre as futuras candidaturas. Na ocasião, Mota previu que, se a eleição no município tivesse apenas dois candidatos, o prefeito Anastácio Guedes (PT) não teria a menor chance com a sonhada reeleição. A limitação de apenas dois candidatos na disputa, como efetivamente aconteceu, daria ao pleito um caráter plebiscitário de julgamento da administração petista Anastácio, que era considerada apenas regular pela opinião pública local.

Em meados de fevereiro do ano passado, durante passagem por Santiago, no Chile, recebi a sugestão de pauta sobre o balão de ensaio do então vereador Luiz do Foguete, ainda no PT, e o advogado Maurício Magalhães (PR) para criar uma terceira via nas eleições municipais em Manga. Este Blog praticamente lançou a campanha de Luiz do Foguete a prefeito, que deu para trás algum tempo depois. O leitor pode recordar a narrativa desse movimento aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Naquela altura do campeonato, o agora prefeito Quinquinha do Posto Shell ainda aquecia os motores para a campanha, que só começaria para valer lá pelo mês de junho. Quinquinha entrou em pânico ao ler aqui no Em Tempo Real a possibilidade de Maurício Magalhães e Luiz do Foguete lançarem uma chapa alternativa no município. O agora prefeito delegou a empregados seus negócios em Januária, onde se exilara desde que a Prefeitura de Manga, em dezembro de 2012, e voltou correndo para Manga com a missão de melar qualquer possibilidade de terceiras ou quarta candidaturas na disputa local.

Quinquinha do Posto Shell montou um quartel general na sala de jantar da residência do advogado Hélder Mota, onde iniciou o plano para cooptar o vereador Luiz do Foguete para compor a vice da sua futura chapa. Começava ali a investida para tomar o PRB dos domínios do então vice-prefeito Eliel Dourado (aqui). Com a ajuda de Quinquinha, Luiz do Foguete virou presidente daquele partido e selou a aliança com o seu nome de vice na chapa que venceria as eleições em Manga. Maurício Magalhães desistiu de sair candidato, após compor acordo com o PT para ser o vice de Anastácio.

É preciso reconhecer que o atual prefeito foi bastante competente na empreitada de evitar que a existência de três ou quatro candidatos no pleito pulverizasse os votos e impedisse seu projeto de retomar o poder local, como demostrarei mais adiante. O agora prefeito precisava a todo custo evitar que o que acontecera quatro anos antes, quando Maurício Ramos (PPS) perdeu as eleições para Anastácio Guedes em uma disputa que teve ainda os candidatos Maurício Magalhães e Hugo Mota. Com Magalhães fora da disputa, só faltava colocar Hugo Mota fora de cena. Foi o que Quinquinha fez na véspera do prazo final para o fim das convenções (aqui).

E aqui chego à conclusão: o PRB foi peça fundamental para a eleição do atual prefeito, mas ainda espera por espaço no atual governo à altura desse protagonismo. Segundo uma fonte com bom trânsito no partido, o vice-prefeito Luiz do Foguete é só entusiasmo com o estilo Quinquinha de governar. 'Enamorado' com a posição de ocupante da antessala do poder, o vice não percebe o choro dos descontentes no entorno do seu Partido, que, na prática, exerce papel secundário na administração. Há muxoxos pelo fato do prefeito ter optado por critérios técnicos na montagem do seu secretariado. Parcela do PRB esperava ter sido contemplada com as secretarias da Educação e Saúde. Na pior das hipóteses, com pelo menos uma delas.

Ao invés disso, reclamam, o prefeito deu preferência a pessoas sem expressão eleitoral e que sequer subiram no palanque durante a campanha do ano passado. Por que o ex-vereador Eziquel Castilho não foi o indicado para a pasta da Saúde, cargo que ele ocupou no primeiro mandato de Quinquinha? Naquela ocasião, ninguém aceitava a função, com medo do retorno de Humberto Salles ao cargo -- o processo de impeachment? Candidata a vereadora de 102 votos em outubro do ano passado, Edneida Mendes Batista (PRB), mulher do advogado Hélder Mota, daria uma boa Secretaria de Educação, com base na performance que teve no mesmo cargo durante o governo petista, quando elevou o Ideb do município, o índice que mede avanços na educação básica. Apesar dessas credenciais, nunca teve seu nome cogitado para o cargo.

Estouro da boiada

Peça-chave para o sucesso da aliança do PRB com Quinquinha, o médico Cândido Dourado concordou em levar ao altar do sacrifício os sonhos do irmão Eliel Dourado, que sonhava ser novamente vice-prefeito, cargo que ocupou na gestão do petista Anastácio. Eliel foi retirado de cena a fórceps para abrir espaço ao então vereador Luiz do Foguete.

O ‘doutor’ Cândido, diz uma fonte, sonhava com mais espaço no setor de saúde, mas ainda digere a decisão do atual prefeito em abrir espaço no seu governo para o cirurgião Luiz Fernando Veloso Silveira, que em certo momento chegou a ser considerado o nome do PT para disputar as eleições do ano passado.

Ninguém espera que o PRB rompa com Quinquinha do Posto Shell no curto prazo, apesar das muitas insatisfações acumuladas até aqui. O governo está só no começo e tal decisão seria mesmo temerária. Com um pouco de competência e muita sorte, o prefeito ainda pode romper o imobilismo desses primeiros quatro meses de mandato.

O fim da lua de mel do vice com o prefeito virá com o tempo, é inevitável, quando enfim se der a percepção do seu real tamanho na ordem natural das coisas. O teste de fogo da aliança PRB/Quinquinha deve acontecer nas eleições gerais do próximo ano. É pouco provável que o prefeito segure o estouro da boiada.

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