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A DEFLAÇÃO E NOSSA FRÁGIL ESTABILIDADE

No 09 Julho 2017.

País registrou inflação negativa em junho, mas o alívio é pequeno diante da falta de líderes e soluções para a crise    

O Brasil teve deflação no mês passado. O IPCA de junho ficou negativo em 0,23%, o que não acontecia há 11 anos. A notícia é boa e, ao mesmo tempo, ruim. Processos de desinflação ou mesmo deflação, como é o caso presente, costumam ser associados a períodos de recessão, com forte queda da atividade econômica. As vendas caem por conta do baixo poder aquisitivo dos consumidores e as empresas e prestadores de serviço são obrigados a reduzir seus preços – ou pelo menos deixar de reajustá-los durante algum tempo.

A deflação de junho foi vista como um fato positivo, ao possibilitar que o Banco Central dê continuidade à sua fase atual de distensão da taxa básica de juros do país, hoje em 10,25% ao ano, uma das mais altas do mundo dito civilizado. Visto com mais cautela, o fenômeno da inflação negativa não é bom, pois demonstra o tamanho da crise em que estamos enfiados.

Na metade cheia do copo, contudo, a queda vertiginosa da inflação que estamos vendo no Brasil ajuda a explicar, pelo menos em tese e parcialmente, o porquê do país não ter entrado ainda em convulsão social após três anos de PIB negativo e forte recessão. Em junho do ano passado, pouco antes da presidente Dilma Rousseff ter sido afastada do cargo, a inflação acumulada em 12 meses era de 8,84%. Um ano depois, em junho passado, esse número fechou em 3% ao ano.

Voltado um pouco mais no tempo, a inflação do país havia avançado 10,67% durante o ano de 2015. Preços em queda ajudam a entender o silêncio da voz rouca das ruas. Para quem ainda tem emprego, a queda de preços acumulada vai a quase 11% entre o ano o início de 2016 e esta metade de 2017. Sei que é difícil acompanhar a sinuosidade do raciocínio, mas, na prática, é como se a massa de salários tivesse sido acrescida nesses mesmos 11%, embora isso não aconteça de forma linear – a inflação de uma família nunca é igual a do vizinho, pois está vinculada ao padrão de gastos. O agronegócio, contudo, contribui para o ajustes de preços para baixo com a super-safra que reduziu os preços dos alimentos.

Risco do caos social

O problema é que a deflação, ainda que esporádica, mostra o quão ainda estamos longe de sair do fosso da crise, que se agrava a cada dia. A paisagem das grandes cidades tem sido modificada dia após dia com o surgimento de moradores em situação de rua. Aqui em Brasília, o Plano Piloto há vários pontos ocupados por pequenas favelas com barracas rudimentares de lona preta, que migrantes desempregados em busca da solidariedade da população local.

Os prefeitos de grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, informa neste domingo (9/7) a colunista Vera Magalhães, do jornal “O Estado de S.Paulo”, estão assustados com a quantidade de pessoas que começam a demandar por serviços públicos de saúde e entrega de medicamentos, além de albergues. Há o temor com a possibilidade da iminente explosão do caos social, em que farmácias e supermercados poderiam ser invadidos por hordas de pessoas em desespero.

O governo federal anuncia novo e repetitivo corte de R$ 39 bilhões no seu orçamento, medida que ajuda a fechar no déficit estimado de R$ 140 bilhões para o ano. Por todo lado surgem indícios de contingências na prestação de serviços básicos, casos da emissão de passaporte e da fiscalização da Polícia Rodoviária. O Brasil quebrou, apesar de cobrar um dos impostos mais caros do mundo. O jornal ‘O Globo’ mostra neste domingo que o Brasil corre o risco de voltar ao mapa da fome da ONU, em que 5% da população pode voltar ao status de vítimas da insegurança alimentar.

A política não ajuda. Até pelo contrário: tem muita gente brincando com fogo, ao sabor de suas paixões e interesses. Há uma falta generalizada de líderes na praça. Os três poderes estão em pé de guerra e a perspectiva imediata é de nova troca na cadeira presidencial, a terceira em pouco mais de um ano. Michel Temer se vai, antes tarde do que nunca, e entra o insípido Rodrigo Maia, desde que se mantenha a equipe econômica chefiada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o mesmo que já cantou a pedra do aumento de impostos após retumbante fracasso em tirar o país da crise. Vamos combinar, não é um cenário muito animador.

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