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paulo guedes natal

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NOSSAS TEMPESTADES PERFEITAS

No 23 Setembro 2017.

O Brasil segue paralisado por uma conjunção de crises de efeitos inéditos sobre nossas percepções e humor, cujo resultado é este: em poucos momentos da nossa história desacreditamos tanto em nosso potencial de Nação e até mesmo no futuro imediato. Dessas crises falarei mais adiante.

Por ora, vale o registro de que, desde que me entendo por gente, o país atravessou abalos sucessivos na política e economia. Fiquemos com os últimos 40 e tantos anos, desde a eclosão da crise do petróleo em 1973 e seus impactos adversos na inflação, com a consequente década perdida dos anos 1980. Tudo isso permeado com o período de alta octanagem política dos anos que marcaram o fim da ditadura militar, ela mesma uma crise em si, iniciada com o golpe de 1964.

Antes de ser garfada pela crise do óleo, a ditadura teve tempo para criar a narrativa do Brasil grande, dos projetos megalômanos como a Transamazônica, as usinas nucleares e Itaipu Binacional, tudo ancorado na fartura de recursos naturais, desde a água em abundância até a ocupação da Amazônia, em plano estratégico para preservar nossas fronteiras e garantir a integração nacional.

Democracia e o ataque final à escalada inflacionária eram então nossos sonhos de consumo e promessa para futuro mais promissor, em que a imensa dívida do país com os mais pobres seria, finalmente, resgatada. O sol da esperança viria mesmo a lançar seus raios fulgidos sobre o país no interregno entre a redemocratização e, posteriormente, com o Plano Real, na década de 1990, que domou a tal inflação galopante e construiu as bases para o que seriam os anos de bonança da Era Lula, na largada dos anos 2000.

Tudo parecia caminhar bem, obrigado. Bafejado pela sorte, o ex-presidente e, tudo estar a indicar, próximo presidiário, Lula foi o homem certo no intervalo benigno da história. A crise que varreu o mundo a partir de 2008 era apenas uma marolinha, desdenhou o petista deslumbrado pela conquista do duplo mandato em mãos de um retirante nordestino e ex-metalúrgico.

Lula ainda lograria eleger o poste Dilma Rousseff em duas ocasiões e nossa carruagem se desmontou em abóbora podre, no somatório dos erros por inaptidão da primeira mulher eleita presidente e dos efeitos do retardo da crise que abalou o mundo no biênio 2008/2009. E aqui estamos. Quatro anos de crise na economia e a mais profunda recessão jamais vivida pelo país, e a deposição de mais um presidente para fechar o balanço. 

Como se isso fosse pouco...

... há os efeitos colaterais dessas graves crises hídrica e energética, irmã siamesas, por conta da concentração da nossa matriz na geração vinda das hidrelétricas. O impeachment de Dilma Rousseff, por outro lado, não sustou a crise política. Antes pelo contrário, pois contribuiu para evidenciar nossas crises ética e moral, que redundam em desesperança na política, além de escancarar o fracasso das elites que conduzem o país. Há, ainda, nossas velhas mazelas das crises fiscal, do emprego, da segurança pública, da saúde e educação, ao mesmo tempo causa e consequência da quadra adversa que vivenciamos.

Vale o exercício otimista de torcer por uma inflexão desse estado de coisas pela via do voto nas eleições vindouras, mas há elementos de sobra que sinalizam para o autoengano dos nossos sonhos e utopias. Até isso nos tiraram. As intenções de votos destinadas ao ex-presidente Lula (praticamente fora do jogo eleitoral, embora um terço dos eleitores indiquem seu nome), e Jair Bolsonaro (que sai do campo de piada de mau gosto para candidato a ser levado a sério),   apontam para o retrovisor e na direção de uma Atlântida perdida entre sonhos e idealizações de um país que já foi melhor.

Foi melhor com Lula no quesito ascensão econômica das classes menos desfavorecidas e foi melhor no ciclo militar, quando bandido não colocava banca e zombava das policias - em efeito perigoso efeito de simplificação que pode levar um tresloucado à Presidência da Replúbica, em lamentável guinada para a direita - o que só não vai acontecer - felizmente - porque Bolsonaro traz consigo a tecla da autodestruição.    

Fora isso, é o mais do mesmo do assalto à mão armada dos direitos do povo brasileiro defendido pelo PSDB e o Democratas.

Nunca antes na história deste país a esperança esteve tão acuada pelos ventos das tempestades perfeitas vindas de várias frentes. Como se não tivéssemos problemas o bastante, eis que surgem um certo general Antonio Hamilton Martins Mourão a desafiar os poderes a varrer do mapa os podres da República o quanto antes, sob pena dos militares resgatar sua esquecida tradição golpista.

Mourão disse o que disse e não foi punido. Precisa sinal mais claro que tem gente interessada em jogar merda no ventilador? Com a operação Lava Jato sob suspeição e o Congresso Nacional apodrecido pela corrupção, não será surpresa esse canto de cisne começar a ganhar adeptos.  

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