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VOA DR. MARCELO, VOA...

No Segunda, 16 Outubro 2017 08:45.

Começa nesta segunda-feira (16/10) a operação da TWOFlex Taxi Aéreo com voo regular entre Januária, no extremo Norte de Minas, e a capital do estado, Belo Horizonte. Reformado recentemente, o aeroporto de Januária ganha significado e utilidade com o voo inaugural desta segunda-feira, com previsão de saída da capital para Pirapora, às 10h00, e saída de Pirapora para Januária, às 11h30. A rota Januária – Pirapora – Belo Horizonte está prevista apenas para às quintas-feiras pela manhã, com retorno no final da tarde, conforme solicitado por empresários da região, mas a TWO tem planos para voos diários entre a capital e Pirapora. 

A iniciativa tem incentivo do governo estadual e faz parte do programa de voos no Território Norte de Minas. Januária entrou na rota dos voos regionais depois de ter fracassado, por baixa ocupação, a linha regular que conectava os municípios de Montes Claros, Salinas e Jaíba. O governo mineiro decidiu redirecionar às cidades que apresentaram maior demanda por serviço aéreo nas fases anteriores do projeto.

A expectativa agora é para que exista demanda que justifique a criação da rota, o que ainda é incerto após o erro de cálculo em relação a Jaíba, que, não é nada, não e nada, sedie um dos maiores – se não o maior – perímetros de irrigação do país. Se depender do prefeito de Januária, Marcelo Félix Araújo, o Dr. Marcelo (PSB), e de outros de seus pares na microrregião, não vai faltar passageiro para a TWO. Ele é um entusiasmado passageiro do voo inaugural e deve optar pela empresa na rotina praticamente semanal de viagens que faz para a capital do Estado.

Segundo o governo mineiro, o Voe Minas Gerais é uma iniciativa de fomento ao transporte aéreo regional que tem como fundamento a flexibilidade das rotas, que são desenvolvidas e adaptadas para atender às demandas locais. Um dos objetivos principais do Voe Minas Gerais é estimular novos negócios e o turismo, aproveitando a infraestrutura aeroportuária pública disponível no Estado.

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COVARDIAS SUPREMAS

No Sexta, 13 Outubro 2017 08:00.

Ao decidir em favor de Aécio e outros encrencados do Congresso, Supremo Tribunal afaga os acima da lei

Há farta argumentação contra e a favor  sobre a posição tomada pelo Supremo Tribunal Federal na terça-feira (10),  em que confirmou a autonomia das duas casas do Congresso Nacional para autorizar ou não (esta última hipótese, sempre a mais provável dado o espírito de corpo) punições cautelares a parlamentares e mesmo prisões de parlamentares com tendência à bandidagem.

Gênero, por sinal, em vasta abundância na Câmara e no Senado, como mostram as investigações da operações como a Lava Jato ou qualquer levantamento da vida processual da turma pelos tribunais do país, além do noticiário cotidiano com destaque para a podridão da nossa política.

Vamos ao contexto. Por seis votos a cinco, os ministros do STF consideraram necessário o aval do Congresso para afastar deputados e senadores de seus mandatos. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, deu o voto decisivo após empate em 5 a 5, placar muito elucidativo do status de polêmica que o assunto ganhou na nossa corte máxima.

Decisão ruim e apequenadora, tanto mais porque esse mesmo STF havia decidido na direção contrária quando determinou a prisão do senador Delcídio do Amaral e, posteriormente, quando suspendeu o mandato e afastou Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. Mas não é só: a decisão plenária que Cármem Lúcia desempatou foi na direção oposta do que a primeira turma do Tribunal havia decidido há duas semanas, ao decidor pelo afastamento de Aécio e determinou que se recolhesse à noite, o que criou ambiente de fim do mundo com a reação dos seus pares no Senado (inclusive do PT). Tudo a sinalizar que o STF se acovarda no enfrentamento do câncer da corrupção que infesta o país.    

Penso que a ministra Cármen Lúcia, nossa conterrânea aí do semiárido mineiro, apequenou-se ao arbitrar a questão e apequenou o Supremo Tribunal – a quem caberia sempre a última palavra quando o tema diz respeito às garantias constitucionais. A seu favor, a ministra pode dizer que evitou uma crise entre dois poderes da República, mas ela o fez no julgamento de confusão armada pelo senador mineiro Aécio Neves, um político menor, rejeitado por 95% dos brasileiros, e que se julga acima das leis por algum decreto divino.

O senador mineiro tratou o tema como uma suprema violência aos valores fundamentais da democracia. O que estaria em risco, segundo Aécio, seriam  todos e quaisquer mandatos parlamentares emanados das urnas. O alerta caiu como uma luva em um Congresso que tem a maior parte dos parlamentares com algum tipo de pendência judicial. 

Aécio Neves mostrou seu caráter naquela conversa nada republicana com o Josley Batista. Foi afastado do mandato uma primeira vez e recorreu. Novamente afastado e impedido de sair de casa à noite, moveu céus e terras aliadas para não se submeter à norma legal do país, que leis não foram feitas para gente do seu patamar, mas o que é isso!

O processo de Aécio, que está afastado do mandato desde o fim de setembro, será remetido ao Senado pelo STF em até 24 horas após a decisão da noite da última quarta-feira. Em meio à maior crise financeira da história do país, suas excelências, que pouco fazem a respeito, terão espaço privilegiado em suas agendas para absolver o senador mineiro.

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DEPUTADO SE ENVOLVE EM ACIDENTE DE CARRO

No Quinta, 12 Outubro 2017 17:29.

Paulo Guedes perdeu o controle do veículo quando trafegava pela BR-135, em Januária


O deputado estadual Paulo Guedes (PT) se envolveu na tarde desta quinta-feira (12) em acidente automobilístico na BR-135, na altura do povoado de Riacho da Cruz, um distrito do município de Januária. O parlamentar estava em viagem para Manga, vindo de Montes Claros, onde reside, quando perdeu o controle do veículo em que trafegava, uma picape Toyota Hilux. O carro saiu da pista de rolamento e bateu em algumas árvores ao lado da rodovia.  

Segundo informações preliminares, Guedes viajava em companhia de um dos filhos e mais uma passageira, que seria a namorada do rapaz. Todos passam bem. A picape estava engata a uma espécie de carreta, que transportava um pequeno barco. Um puxão dessa carreta teria sido a causa do acidente. Todos passam bem e o parlamentar seguiu viagem para Manga em outro veículo. 

Capotamento em 2012 

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MUNIZ CONDENADO A INDENIZAR PAULO GUEDES

No Quarta, 11 Outubro 2017 08:08.

Ex-prefeito de Montes Claros foi sentenciado por falsa acusação de crime durante campanha eleitoral de 2012

O juiz João Adilson Nunes Oliveira, da 4ª Vara Cível da Comarca de Montes Claros, condenou, na sexta-feira (6/10), o ex-prefeito de Montes Claros Ruy Adriano Muniz (PSB) por danos morais contra o deputado estadual Paulo Guedes.

A condenação é ruído, com bom atraso, da campanha eleitoral do ano de 2012, quando os dois disputaram, em segundo turno, o cargo de prefeito de Montes Claros. Guedes reclamou pela via judicial de danos à sua imagem em episódio de outubro de 2012, quando Muniz teria dito que o seu então adversário seria réu em diversos processos criminais, além de acusar vagamente e sem provas, de suposto envolvimento em caso de pedofilia na cidade de São Francisco.

A acusação era falsa e representou um claro abandono do sempre desejável fair-play durante debate eleitoral realizado na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro, um dos muitos embates que tiveram quando disputavam o segundo turno das eleições na cidade. Mas não foi só. Panfletos apócrifos com a mesma e covarde acusação foram distribuídos, na ocasião, em vários bairros de Montes Claros.

Ruy Muniz foi condenado a pagar  o valor de R$ 15 mil ao deputado Paulo Guedes. Na sentença, publicada na terça-feira (10/17), o juiz João Adilson Nunes Oliveira afirmou que ficou comprovado o ato ilícito praticado pelo réu. “As palavras finais, no debate político em questão, foram capazes de ofender a honra e a imagem do requerente”, diz o documento.

Os advogados de Paulo Guedes informaram que pretendem recorrer para questionar o valor da condenação, considerado baixo diante do dano moral sofrido, além do dano eleitoral.

"Numa ação em que se pretende reparar o dano e a dignidade humana, o valor arbitrado é mais do que simbólico, ele deve ter um caráter punitivo, para ter sentido de exemplo. E, neste caso, o dano foi ainda mais grave, uma vez que a falsa acusação foi praticada às vésperas da eleição, provocando grande repercussão na cidade, o que deixou clara a intenção de produzir benefício nas urnas", diz o deputado em nota.

Os advogados de Muniz usaram farto palavratório sem pé nem cabeça para livrá-lo da condenação. Chegou-se a alegar até o fato de Guedes ser réu em outro processo, do qual já foi inocentado, parcialmente, por suposta improbidade administrativa no período em que presidiu a Avams (Associação dos Vereadores da Área Mineira da Sudene).

Ambição

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COM QUE ROUPA...

No Terça, 10 Outubro 2017 08:16.

A abertura da comissão processante contra o prefeito de Manga, Quinquinha do Posto Shell (PPS), engatou a segunda marcha com a leitura, na manhã da segunda-feira (9), da ata com uma espécie de roteiro que a Câmara Municipal deverá seguir durante os próximos 90 dias.

O assunto ainda não entrou na ordem do dia das preocupações da população local, embora o recorde de acessos das notícias relacionadas ao tema aqui no site mostre que tem muita gente atenta ao tema.

Seja como for, o vice-prefeito Luiz do Foguete (PRB) e sua mulher, a dona de casa Telma Caíres, os dois ainda na fase de deslumbre pelo status que ganharam na cena local desde a posse, têm sido abordados por populares nas ruas, ainda que em tom de brincadeira, sobre as possibilidades que se abrirão com o afastamento de Quinquinha.

Segundo relato repassado ao site por fonte que pede para não ser identificada, dia desses um gaiato perguntou para Luiz do Foguete se ele já havia comprado o terno para a nova posse. O vice, que mantém suas juras de fidelidade ao titular do cargo, levou na esportiva:

- Está bem guardado -, teria respondido o vice, sem esconder que já pode ter sido mordido pela mosca azul da expectativa do poder.

Esse tipo de postura, claro, tira Quinquinha do sério. Ainda assustado com a abertura da comissão processante na Câmara na semana passada, fato político que ele desprezou, apesar de não ter maioria na Casa, o prefeito teria dito para um assessor:

- Será que vou ter que entregar a Prefeitura para esse Luiz do Foguete?, teria dito o prefeito, sem esconder a perplexidade diante do rumo que as coisas começa a tomar e em tom que antecipa a dificuldade para lidar com a cassação, que, por enquanto, ainda é mera possibilidade.