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DEPUTADO SE ENVOLVE EM ACIDENTE DE CARRO

No Quinta, 12 Outubro 2017 17:29.

Paulo Guedes perdeu o controle do veículo quando trafegava pela BR-135, em Januária


O deputado estadual Paulo Guedes (PT) se envolveu na tarde desta quinta-feira (12) em acidente automobilístico na BR-135, na altura do povoado de Riacho da Cruz, um distrito do município de Januária. O parlamentar estava em viagem para Manga, vindo de Montes Claros, onde reside, quando perdeu o controle do veículo em que trafegava, uma picape Toyota Hilux. O carro saiu da pista de rolamento e bateu em algumas árvores ao lado da rodovia.  

Segundo informações preliminares, Guedes viajava em companhia de um dos filhos e mais uma passageira, que seria a namorada do rapaz. Todos passam bem. A picape estava engata a uma espécie de carreta, que transportava um pequeno barco. Um puxão dessa carreta teria sido a causa do acidente. Todos passam bem e o parlamentar seguiu viagem para Manga em outro veículo. 

Capotamento em 2012 

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MUNIZ CONDENADO A INDENIZAR PAULO GUEDES

No Quarta, 11 Outubro 2017 08:08.

Ex-prefeito de Montes Claros foi sentenciado por falsa acusação de crime durante campanha eleitoral de 2012

O juiz João Adilson Nunes Oliveira, da 4ª Vara Cível da Comarca de Montes Claros, condenou, na sexta-feira (6/10), o ex-prefeito de Montes Claros Ruy Adriano Muniz (PSB) por danos morais contra o deputado estadual Paulo Guedes.

A condenação é ruído, com bom atraso, da campanha eleitoral do ano de 2012, quando os dois disputaram, em segundo turno, o cargo de prefeito de Montes Claros. Guedes reclamou pela via judicial de danos à sua imagem em episódio de outubro de 2012, quando Muniz teria dito que o seu então adversário seria réu em diversos processos criminais, além de acusar vagamente e sem provas, de suposto envolvimento em caso de pedofilia na cidade de São Francisco.

A acusação era falsa e representou um claro abandono do sempre desejável fair-play durante debate eleitoral realizado na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro, um dos muitos embates que tiveram quando disputavam o segundo turno das eleições na cidade. Mas não foi só. Panfletos apócrifos com a mesma e covarde acusação foram distribuídos, na ocasião, em vários bairros de Montes Claros.

Ruy Muniz foi condenado a pagar  o valor de R$ 15 mil ao deputado Paulo Guedes. Na sentença, publicada na terça-feira (10/17), o juiz João Adilson Nunes Oliveira afirmou que ficou comprovado o ato ilícito praticado pelo réu. “As palavras finais, no debate político em questão, foram capazes de ofender a honra e a imagem do requerente”, diz o documento.

Os advogados de Paulo Guedes informaram que pretendem recorrer para questionar o valor da condenação, considerado baixo diante do dano moral sofrido, além do dano eleitoral.

"Numa ação em que se pretende reparar o dano e a dignidade humana, o valor arbitrado é mais do que simbólico, ele deve ter um caráter punitivo, para ter sentido de exemplo. E, neste caso, o dano foi ainda mais grave, uma vez que a falsa acusação foi praticada às vésperas da eleição, provocando grande repercussão na cidade, o que deixou clara a intenção de produzir benefício nas urnas", diz o deputado em nota.

Os advogados de Muniz usaram farto palavratório sem pé nem cabeça para livrá-lo da condenação. Chegou-se a alegar até o fato de Guedes ser réu em outro processo, do qual já foi inocentado, parcialmente, por suposta improbidade administrativa no período em que presidiu a Avams (Associação dos Vereadores da Área Mineira da Sudene).

Ambição

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COM QUE ROUPA...

No Terça, 10 Outubro 2017 08:16.

A abertura da comissão processante contra o prefeito de Manga, Quinquinha do Posto Shell (PPS), engatou a segunda marcha com a leitura, na manhã da segunda-feira (9), da ata com uma espécie de roteiro que a Câmara Municipal deverá seguir durante os próximos 90 dias.

O assunto ainda não entrou na ordem do dia das preocupações da população local, embora o recorde de acessos das notícias relacionadas ao tema aqui no site mostre que tem muita gente atenta ao tema.

Seja como for, o vice-prefeito Luiz do Foguete (PRB) e sua mulher, a dona de casa Telma Caíres, os dois ainda na fase de deslumbre pelo status que ganharam na cena local desde a posse, têm sido abordados por populares nas ruas, ainda que em tom de brincadeira, sobre as possibilidades que se abrirão com o afastamento de Quinquinha.

Segundo relato repassado ao site por fonte que pede para não ser identificada, dia desses um gaiato perguntou para Luiz do Foguete se ele já havia comprado o terno para a nova posse. O vice, que mantém suas juras de fidelidade ao titular do cargo, levou na esportiva:

- Está bem guardado -, teria respondido o vice, sem esconder que já pode ter sido mordido pela mosca azul da expectativa do poder.

Esse tipo de postura, claro, tira Quinquinha do sério. Ainda assustado com a abertura da comissão processante na Câmara na semana passada, fato político que ele desprezou, apesar de não ter maioria na Casa, o prefeito teria dito para um assessor:

- Será que vou ter que entregar a Prefeitura para esse Luiz do Foguete?, teria dito o prefeito, sem esconder a perplexidade diante do rumo que as coisas começa a tomar e em tom que antecipa a dificuldade para lidar com a cassação, que, por enquanto, ainda é mera possibilidade.

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MEU CARGO, MINHA VIDA

No Terça, 10 Outubro 2017 07:57.

O que o presidente Michel Temer e o prefeito de Manga, Joaquim de Oliveira Sá, o Quinquinha do Posto Shell, têm em comum, além do fato de terem sido protagonistas dos golpes parlamentares com os quais tomaram os cargos de seus companheiros de chapas?

É que ambos estão às voltas, nesta reta final do ano, com denúncias que podem, pelo menos em tese, custar seus respectivos mandatos. As semelhanças, entretanto, acabam por aí.

Michel Temer tem a seu favor a simpatia do Congresso Nacional, onde aparenta ter ainda maioria folgada para arquivar a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de obstrução da justiça e organização criminosa. O presidente também pode manobrar nacos do orçamento com a destinação de verbas às emendas parlamentares, por meio de canetadas que autorizem a liberação de verbas para municípios das bases dos deputados federais.

No caso de Quinquinha (na foto deste post no dia da posse como vice do ex-prefeito cassado Humberto Salles, em janeiro de 2005), que vai enfrentar pelos próximos três meses a denúncia de improbidade administrativa (veja aqui), a situação é bem mais complicada. O prefeito não tem maioria na Câmara de Vereadores, que instalou, na semana passada, uma comissão processante para investigar denúncias de irregularidades na contratação pelo valor de R$ 65 mil do escritório de advocacia Menezes & Associados, de Montes Claros, em fevereiro deste ano.

Além disso, o prefeito de Manga não pode contar com os recursos das emendas parlamentares, instrumento que inexiste no âmbito dos municípios. Sem margem de manobra, Quinquinha poderia, por exemplo, barganhar mudanças nas secretarias municipais.

Seria recurso extremo, mas o site apurou que uma importante assessora de primeiro escalão do município quase perdeu o cargo na semana passada. Cargos como o de secretário municipal da Saúde ou Educação, com salário mensal de R$ 5 mil, são bastante cobiçados e poderia entrar na mesa de negociação na tentativa de reverter pelo menos um voto na Câmara Municipal.

O problema de Quinquinha é a falta de horizonte político. Além da investigação na Câmara de Vereadores, o prefeito já acumula no lombo três cassações do mandato pela via judicial e outros 14 anos de perdas dos direitos políticos. O mesmo cargo que ele pudesse oferecer como moeda de troca tem data de validade: os próximos três meses pode. Essa mesma vaga pode, em tese, ser oferecida pelo seu sucessor para o resto do mandato.

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TRAGÉDIAS ADJACENTES

No Domingo, 08 Outubro 2017 18:00.

 

No domingo, 1° de outubro, Stephen Paddock, de 64 anos, dispara contra a pequena multidão que assistia ao festival de música country no pátio de um dos grandes hotéis de Las Vegas, nos Estados Unidos. O saldo da tragédia: 59 mortos e mais de 500 pessoas feridas. Quatro dias depois, em Janauúba, no extremo Norte de Minas, Brasil, Damião Soares dos Santos, o Damião do Picolé, 50 anos, entra na creche Gente Inocente e, sem mais explicação, ateia fogo no local após espalhar gasolina sobre as crianças e no próprio corpo. Até agora os mineiros choram 11 mortes e mais de 50 vítimas gravemente feridas.

As duas tragédias têm em comum o fato de que os dois matadores (serial killers) deram cabo à própria vida, após os atos insanos que escolheram para colocar ponto final em suas tristes existências. Atrás de si, deixaram rastros de sangue e dor. Impossível dizer se há ponto de contato entre essas duas e lamentáveis histórias, mas não é de todo improvável que Damião tenha sido influenciado pela imensa repercussão da matança na madrugada iluminada daquele ponto do deserto do Nevada.

Em contraposição a essa hipótese está o fato, também verdadeiro, de que outros fatos iguais não se repetiram ao redor do mundo. Nunca se sabe. O mundo em rede espetaculariza fatos em velocidade nunca vista. Tudo é fartamente fotografado, filmado e ganha contornos de maçaroca nas redes sociais - como foi o caso da tragédia de Janaúba, onde a repercussão contribuiu sensibilizar as pessoas em ajuda que foi muito bem-vinda.   

O que é possível inferir com uma boa dose de acerto é que mentes assassinas com essas de Stephen e Damião são levadas a descontar em pessoas inocente suas frustrações e que isso é subproduto, infelizmente, da sociedade atual. O Estado Islâmico não reivindicou para si o surto de Damião (nem poderia), mas tentou fazê-lo no caso americano. Os muitos casos de ataques terroristas dos últimos anos só corroboram a ideia de que ninguém mais está seguro em lugar nenhum. Umas das táticas do terror é parecer maior do que realmente é - no que potencializa sua capacidade de banalizar a tragédia. Mas o caso de Janaúba não foi um ato terrorista, dirá o leitor mais atento. Não é, no sentido que todos conhecemos, mas tem o fato de que alguém se imola seja lá por que motivo e o efeito é semelhante no medo que provoca.       

Esse é o grande risco desses nossos dias. A sensação de insegurança cresce muito com a proliferação da informação em tempo real. Que pai ou mãe pode trabalhar em paz se parar pensar na ameaça de que, a qualquer momento, um louco qualquer pode invadir a creche ou a balada que seus filhos frequentam?

O caso de Janaúba não foi o primeiro nem o mais grave ocorrido no Brasil. Em 2011, Wellington Menezes de Oliveira invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, no Bairro do Realengo, para sacrificar 11 crianças. O atirador se matou após ser alvejado por um policial.

O horror da creche Gente Inocente é este mesmo: