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SOL NASCENTE

No Sábado, 19 Janeiro 2013 10:44.

Enfim uma boa novidade na política norte-mineira

“A prefeitura irá focar nas prioridades – como a saúde, que é um compromisso e uma preocupação desta gestão. Outra preocupação é a educação, principalmente neste período de preparação para a volta às aulas. É preciso priorizar uma boa estrutura e merenda de qualidade para as crianças. O mais importante agora é o bom desenvolvimento desses serviços para a população”.

Alvíssaras, meu capitão! O parágrafo acima é parte da nota oficial sobre o cancelamento do Carnaval em Janaúba, divulgado na última quinta-feira pelo novo prefeito do município, Yuji Yamada (PRP). O comunicado enumera outras razões para que a decisão fosse tomada, mas essas duas no trecho acima já são suficientes para mostrar mudança de postura no trato com a coisa pública.

Ponto número um: toda decisão de governo, as boas e as nem tanto, precisa ser (bem) comunicadas para a população, com argumentos sólidos e convincentes. Várias cidades mineiras cancelaram seus carnavais, mas até aonde a vista alcança, nenhuma disse claramente o porquê de assim proceder.

Agora o mais importante: ter a noção de que a obrigação primária dos prefeitos em início de mandato ou não é cuidar diuturnamente para oferecer boa prestação de serviços aos contribuintes que pagam a conta é algo elementar, mas que foi paulatinamente esquecido por muita gente boa que coloca a demagogia e o carreirismo na política como o objetivo central de suas passagens pelos cargos. Numa sentença: mais pão, menos circo.

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NÃO ESQUENTOU A CADEIRA

No Segunda, 14 Janeiro 2013 16:49.

Justiça Eleitoral cassa mandatos de prefeito e vice em Espinosa

### Presidente da Câmara assume município temporariamente  

Com informações do Blog do Oliveira Júnior

A juíza titular da 109ª Zona Eleitoral de Espinosa, no Norte de Minas, Gicélia Milena Santos, cassou, em decisão monocrática desta segunda-feira (14), os mandatos do prefeito daquele município, Lúcio Balieiro Gomes (DEM). A juíza acolheu denúncia do Ministério Público que relatou compra de votos durante a campanha eleitoral do ano passado. Empossado no cargo há duas semanas, o prefeito mal teve tempo de esquentar a cadeira.

Além de cassar a diplomação do prefeito Lúcio Baileiro e do vice-prefeito, Roberto Rodrigues Muniz, a decisão suspende os direitos políticos de ambos pelo período de oito anos e ainda multa de 25 mil UFIRs, correspondente a algo em torno de R$ 25 mil. Cabe recurso à decisão da Justiça Eleitoral, mas a juíza Gicélia Santos aplicou efeito cautelar que suspende qualquer recurso à sua decisão.

Nova eleição

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O INFINITO PARTICULAR DE RUY MUNIZ

No Sexta, 11 Janeiro 2013 13:33.

Prefeito de Montes Claros sonha com governo mineiro e Presidência da República...

...Mas queima capital político em disputa por Amams, após derrota para parceria entre Arlen e Paulo Guedes

A realidade por vezes costuma ser madrasta com sonhos de hegemonia política. Na série de entrevistas que deu antes de assumir o cargo de prefeito de Montes Claros, o empresário Ruy Muniz (PRB), traçou panorama de puro otimismo para o futuro (dele naturalmente). Uma virada pelos próximos oito anos nos rumos da visível deterioração por que passa a principal cidade do Norte de Minas seria, na visão de Muniz, passaporte para voos maiores. O governo de Minas e a Presidência da República em horizonte de quatro mandatos (ou 16 anos no calendário). Projeto factível para seus quase 53 anos de vida. Mas...

Tem sempre o tal do ‘mas’. Sobram prenúncios de pedras no meio do caminho, como diria o poeta. Nem bem esquentou a cadeira de prefeito, Ruy Muniz amarga duas derrotas importantes para quem mira o céu como o não limite. Numa delas, ainda nos umbrais desse 2013, perdeu a disputa pela presidência da Câmara de vereadores de Montes Claros. A presidência da Câmara, sempre estratégica no tabuleiro institucional e político, foi parar nas mãos de vereador oposicionista e, por assim dizer, mais sintonizado com o deputado e candidato derrotado por Muniz em outubro passado, o deputado Paulo Guedes (PT).

Revés pior veio nesta quinta-feira (10), quando o prefeito Ruy Muniz foi derrotado, ora vejam!, por inusitada dobradinha entre os deputados estaduais Paulo Guedes (ele de novo) e Arlen Santiago (PTB) na disputa pela presidência da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams). Os dois, como sabem os sinos da Catedral de Montes Claros, não se bicavam – até a necessidade mais premente de reduzir o prefeito da quinta maior cidade de Minas ao seu devido lugar de significância. Coisas de baixo clero às avessas e nova derrota, desta vez, em plano pessoal do nosso sempiterno candidato a novo Juscelino Kubitschek .

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DERRAPAGEM NA SAÍDA

No Segunda, 07 Janeiro 2013 21:00.

A impressão que começa a se formar é a de que, com apenas 72 horas no cargo, o novo prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), queimou a largada – jargão do mundo esportivo que explica a arrancada involuntária de um dos competidores antes do sinal para o início da prova e que obriga a realinhamento e nova partida.

O episódio da indicação de três parentes para cargos de primeiro escalão publicado pelo jornal ‘O Globo’ no último sábado e a notícia de que aliados terão seus nomes confirmados em cargos importantes do novo governo, mesmo na condição de investigados por prática de malfeitos em passagem anterior por funções públicas, passa para a opinião pública a imagem de que a administração tem critérios éticos e morais um tanto quanto elásticos demais.

A notícia de que a nova administração talvez não consiga pagar os salários do mês de dezembro, mesmo que suposta omissão do ex-prefeito Quinquinha Oliveira (PPS), é outra frente de desgaste imenso para Paulo Guedes e Anastácio. Pelo princípio da continuidade entre os governos, a responsabilidade é toda de quem assumiu a Prefeitura.

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ANÁLISE

No Domingo, 06 Janeiro 2013 11:18.

Bodoque por 20 anos, Paulo Guedes muda para o lado da vidraça


Administração petista em Manga já começa a colocar nome do deputado na alça de mira dos seus adversários políticos

O deputado estadual Paulo Guedes (PT) roubou a cena na posse dos eleitos em Manga na noite do último dia 1º. Enquanto o irmão e agora prefeito Anastácio Guedes tropeçava nas palavras ao tentar fazer a leitura do discurso preparado por assessores, o deputado falou de improviso com a tarimba de quem acumulou 20 de estrada e tribunas.

Paulo empolgou a assistência ao projetar as mais otimistas expectativas para o primeiro mandato do PT à frente do município. Semeou esperanças a ouvidos receptivos da multifacetada base eleitoral que conseguiu reunir no município (os ex-prefeitos e antigos rivais Haroldo Bandeira e Humberto Salles estavam perfilados em traje de festa, olhares embevecidos para o deputado aliado).

Guedes, como sabem até os balaústres do cais de Manga, é o avalista do mandato do irmão e tem mesmo planos sinceros para materializar as condições que transformem em realidade, ainda que parcialmente, as muitas ideias que brotam com o entusiasmo da vitória. O petista tem projeto de permanecer no poder municipal, ainda que por interpostas pessoas, pelos próximos 12 anos, no que inclui a reeleição de Anastácio.

Todo bônus tem seu ônus correspondente.