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DE NOVO O NEPOTISMO EM MANGA

No Terça, 07 Maio 2013 12:53.

“Sou prefeito e nomeio quem eu quero”, diz Anastácio Guedes a repórter do ‘Estado de Minas’

##Para prefeito de Manga, cunhado não é parente

Os cunhados Jercílio e Giselda, além do sobrinho Diogo: secretários municipais de Anastácio voltam ao noticiário

Manga volta ao noticiário estadual por conta do nepotismo na atual administração. A edição do jornal ‘Estado de Minas’ desta terça-feira (7) trouxe ampla reportagem que mostra como prefeitos do interior de Minas aproveitam brechas da legislação (a Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal) para nomear mulher, filhos e irmãos para ocupar cargos de primeiro escalão na administração municipal.

Sobre casos de nepotismo em prefeituras do Norte de Minas, é relatado, por exemplo, o espantoso caso de São João da Ponte, onde o eleito para o cargo, Geraldo Paula da Costa (PPS), que morreu poucos dias depois de tomar posse e de pedir licença para tratar da saúde, em 10 de janeiro, teve tempo para deixar como ‘herança’ cargos públicos a mulher e filhos. 

Texto do repórter Luiz Ribeiro, mostra que, mesmo deitado no leito de um hospital, onde se tratava de uma leucemia, Gê Paula fez questão de formar sua equipe de governo ao nomear a mulher e agora viúva, o irmão, os filhos e a sobrinha para o primeiro escalão da prefeitura. A matéria cita o caso de Montes Claros, onde Ruy Muniz (PRB) nomeou a mulher, Raquel Muniz, para cargo no primeiro escalão da administração.

‘Cunhado não é parente’, diz Anastácio

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CRISE POLÍTICA EM ESPINOSA

No Sexta, 03 Maio 2013 18:11.

Tribunal confirma cassação do prefeito de Espinosa, que ainda pode recorrer

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) , confirmou, sessão da quinta-feira (2), a cassação do prefeito eleito de Espinosa (Norte do Estado), Lúcio Balieiro Gomes (DEM), e do vice, Roberto Muniz (PP), por abuso de poder econômico e compra de votos. Lúcio Balieiro Gomes recebeu 9.043 votos (50,42%) na eleição de outubro passado e foi o primeiro prefeito a perder o cargo em Minas Gerais.

O julgamento foi encerrado na quinta-feira, após o voto da juíza Alice Birchal, que acompanhou o relator do processo, juiz Maurício Soares. Além da cassação, o Tribunal determinou a realização de nova eleição no município, e declarou o agora ex-prefeito e seu vice inelegíveis por oito anos, além de aplicar multa de 25 mil UFIRs. Ainda cabe recurso. O município de Espinosa está praticamente parado em razão da crise política provocada com a cassação de Balieiro. 

A ação de investigação judicial eleitoral contra o prefeito foi apresentada pelo segundo colocado em 2012, Milton Barbosa (PT). O juiz de primeira instância aceitou as denúncias de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de sufrágio, para cassar os diplomas de Lúcio Balieiro e Roberto Muniz.

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RECENSEAMENTOS

No Domingo, 28 Abril 2013 20:40.

Quem chegou a essa conta dos 22 milhões de brasileiros excluídos da pobreza?

Foto: Manoel Freitas

Exercício de cultura inútil: há uma estimativa que indica ser de 6.178 o número de pessoas que morrem no mundo a cada hora – o que equivale a cerca de 150 mil mortes por dia. Quem seria o responsável por essa conta macabra, ninguém sabe. Por ela, 54 milhões de seres humanos deixam de existir a cada ano.

Lembrei-me de ter visto tal estatística em algum lugar, porque o governo federal diz ter excluído da miséria 22 milhões brasileiros nos últimos dois anos. Novamente cabe a pergunta: quem fez essa conta? Bom, a presidente Dilma Rousseff deve saber do que está falando, porque, efetivamente, há a sensação de que as coisas melhoraram para os mais pobres no país – ainda que por intermédio das bolsas isso e bolsas aquilo que os governos não param de criar.

Mas a pergunta não é de todo improcedente: quem contou esses 22 milhões de brasileiros alçados à condição de ex-miseráveis... Teria sido o IBGE? Se tantos miseráveis atravessaram o portal que os tiraria dessa condição de resto inaceitável, porque a miséria continua tão visível Brasil abaixo e Brasil acima. Eis a questão. O assunto, claro, será mote da próxima sucessão presidencial com a presidente prestando contas de uma das suas promessas de governo. A miséria, contudo, não se extingue por atos de vontade nem por carradas de marketing.

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FALA SÉRIO

No Domingo, 28 Abril 2013 09:17.

Deserto de ideias e propósitos na iniciativa de Aécio que propõe outra mudança na norma eleitoral

É até compreensível que o senador mineiro e pretenso candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) precise lançar mão de uma ideia-síntese para ganhar a visibilidade nacional que interessa ao seu projeto político imediato. Mas essa proposta de acabar com o instituto da reeleição – implementado no país pelo próprio PSDB durante o primeiro mandato de FHC – não parece ser algo a ser levado a sério.

A chamada grande imprensa não deu muita bola para o projeto de Aécio, que propõe mexer novamente no jogo eleitoral. O mineiro quer que a regra passe a valer já para os vencedores do pleito de 2014, impondo ajustes aos mandatos atuais de senadores e deputados, ampliando-os para forçar a coincidência nas eleições seguintes e fixando-os nos mesmos cinco anos estabelecidos para presidente da República.

Passados 15 anos da mudança constitucional que introduziu a reeleição para cargos majoritários na rotina política do país, cristalizou-se a ideia de que um único mandato é pouco para a se consolidar projetos de governo. Aecinho quer alterar algo que já está dado – sem falar que o tema não deixa o tucanato muito confortável em razão das denúncias nunca explicadas de que a mudança que favoreceu o então presidente FHC não seguiu trâmites exatamente republicanos.

De resto, a falta de estabilidade nas regras do jogo político não faz bem à democracia e a iniciativa do tucano mineiro não difere - em essência - desse projeto do consórcio PT/PMDB que propõe dificultar a vida dos novos partidos, Marina Silva e os seus 20 milhões de votos na última eleição presidencial à frente.

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CADEADO NA PORTEIRA

No Quinta, 18 Abril 2013 14:38.

Câmara dos Deputados aprova medidas que dificultam a vida de novos partidos

    Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Não é de todo uma má idéia a aprovação pela Câmara dos Deputados, na noite da quarta-feira (18), do projeto que impede às siglas novatas ter acesso ao fundo partidário e à redistribuição do tempo de TV. Há mesmo a necessidade de colocar termo ao entra e sai dos políticos de um partido para outro.

Se era mesmo necessária, a medida não veio em boa hora e, por isso, inoportuna. Por quê? Porque fica evidente que o PT e o PMDB querem limitar o espaço de novas candidaturas na sucessão presidencial do ano que vem. Candidatos com o perfil do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), são sempre uma incógnita.