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No 05 Julho 2017.

Após semestre perdido, Quinquinha reage e manda cinco projetos para Câmara de Vereadores

Bastou este Em Tempo Real mostrar que a Câmara de Vereadores de Manga adotou agenda própria ao longo do primeiro semestre do ano e de mandato (confira texto aqui) por conta da leniência e falta de rumos da administração do prefeito de Manga, Joaquim Oliveira, o Quinquinha do Posto Shell (PPS), para a turma mostrar alguma reação.

Quinquinha, que havia aprovado um único projeto na Câmara ao longo dos primeiros seis meses de mandato, resolveu radicalizar. Enviou pacote com cinco novas proposições para análise dos vereadores na semana passada. A administração ainda sem nome e, segundo um assessor muito próximo ao gabinete do prefeito, ainda perdida em seus meandros, parece reagir somente na pressão.

O secretário de Administração, Henrique Fraga, teve que correr contra o tempo para redigir os projetos e providenciar seus encaminhamentos para o Legislativo antes do início do recesso deste mês de julho. Os textos são todos muito parecidos, só muda a numeração e o objeto de cada proposição, no que indica que as teclas ‘Ctrl +C’ e ‘Ctrl+V’ do computador do secretário trabalharam bastante nos últimos dias.

Até agora, a atual administração só havia aprovado o pedido de autorização legislativa para parcelar R$ 8,8 milhões em débitos previdenciários do município com a Previdência Social. O projeto passou pelo escrutírnio da Casa no final de fevereiro.  Na ocasião, o prefeito que, sem o aval dos vereadores para parcelar a dívida herdada da gestão anterior, os funcionários ficariam sem o pagamento de seus salários. Não era verdade, mas a ameaça surtiu efeito.

Henrique Fraga acelerou o ritmo lento da atual administração e conseguiu protocolar os projetos na Casa na semana passada, ainda a tempo de interferir no recesso dos vereadores. Suas excelências trabalharam duro desde janeiro, ao ritmo de duas reuniões mensais, a agora seguiriam para merecido descanso nas férias de julho. Não vão mais. A Câmara de Manga vai realizar duas sessões extraordinárioas neste mês de julho - uma delas já aconteceu, na última segunda-feira.

Com aquela parolagem oficial de “com meus votos de muita estima e consideração”, Quinquinha pediu que os vereanças adiassem suas férias para votar seus projetos de “urgência urgentíssima” nesta quinta-feira (5), mas a mesa diretoria da Câmara decidiu fazê-lo esperar mais duas semanas: as matérias devem ir a votação no próximo dia 17, no meio do recesso dos vereadores.

Reforma administrativa aumenta salários de servidor

E o que há de tão urgente assim que só veio à luz do dia após este site mostrar que o prefeito dormia em berço esplêndido? Nada de novo sob o sol, meus diletos 17 ledores. Quinquinha alega que três dos projetos enviados à Câmara terá como resultado a economia de R$ 29 mil mensais. Pode até ser, mas o contribuinte pode preparar o bolso para desembolsar mais recursos públicos no pagamento de salários de servidores.

Os cinco projetos agora em tramitação foram lidos em plenário na segunda-feira (3) pelo secretário da mesa, vereador Anderson Cesar Ramos, o Som Nogueira (PSB). Dois desses projetos tratam de ressuscitar a reforma administrativa que Quinquinha mandou para a Câmara no início deste ano, mas que depois retirou de pauta, ao perceber que seria derrotado.

As matérias aumentam o poder de fogo dos secretários Henrique Fraga (Administração) e Fabrícia Mota (Educação), que agora ganham status de super-secretários. Fabrícia retoma o departamento de Cultura, Esporte e Lazer e Fraga abosrve a Secretaria de Agronegócios criada na administração anterior, aquela que ninguém sabe para que serve e o que faz ganha agora status de diretoria ou departamento.

Mas não é só. Os projetos mudam a estrutura de cargos comissionados do município, com nova nomenclatura de algumas funções e aumento de salários generalizados para assessores de segundo e terceiros escalões, além de outra media que propõe o reajuste para a carreira de pedagogos. Uma outra proposição dá o status de interesse social para o Bairro Cruzeiro, na periferia da cidade, além de projeto que tenta normalizar a cessão de servidor para cumprimento de mandato sindical em apenas um dia por semana, em tentativa, ao que parece, de tentar minar a influência do sindicato dos servidores locais. O prefeito não nega um direito legal de toda categoria, mas impõe limites que, na prática, inviabiliza a gestão do sindicato da classe. 

Contatados para comentar o teor dos projetos, o prefeito e seu secretário de Administração não deram retorno, no que repetem a postura de descaso, não para com o site, antes porém para com os (e)leitores.


Leia também: 

SEM PROJETOS DO PREFEITO, CÂMARA DE MANGA ADOTA AGENDA PRÓPRIA

  

Comentários  

+2 #2 Wilder 07-07-2017 22:41
A última gestão de Quinquinha foi um desastre para o servidor público efetivo. Novamente no início dessa gestão fica claro seu desprezo pelo servidor concursado com exonerações injustificadas, retirada do direito à licença classista remunerada e falta de proposta de revisão salarial anual.Os servidores efetivos dessa vez não vão ficar só assistindo.
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0 #1 Marcos 06-07-2017 14:01
Tomara que os vereadores também copiem e colem a mesma resposta que o prefeito teria no inicio do ano1 falta de respeito!
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