Ex-prefeito deixou de prestar contas em convênio com o governo estadual no valor de R$ 20 mil

Foto: Arthur Júnior

O prefeito de Miravânia, no extremo norte-mineiro, Raimundo Luna (PFL), culpa o antecessor no cargo, Elpídio Gomes Dourado, o Bila (PSD), de inviabilizar a contratação de convênios pelo município com outros entes públicos. Por falta de prestação de contas de convênio celebrado com a Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social (Sedese), a Prefeitura de Miravânia foi bloqueada no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira). Até resolver a pendência, Miravânia fica impedida de firmar novos convênios e obter novos recursos.

A pendenga foi parar no Judiciário. A juíza titular da Comarca de Manga, Roberta Souza Alcântara, deferiu liminar no dia 30 de outubro, em que decretou a quebra do sigilo bancário do ex-prefeito Bila nas contas de depósitos, poupança e de investimento e outros bens, além de bloquear seus bens até o valor de R$ 20 mil, corresponde ao valor liberado pelo governo estadual em 21 de junho do ano passado.

Notificado pela Sedese para apresentar a prestação de contas do programa, Raimundo Luna alegou na ação de improbidade administrativa que move contra o desafeto Bila que não consegue atender ao pedido por conta da ‘total ausência de documentos relativos ao convênio nos arquivos da prefeitura’.

Com licença, vou à luta...

A finalidade do tal convênio era para cooperação técnica e financeira no desenvolvimento do projeto “Com Licença, vou à luta”, que oferecia qualificação profissional e grau de escolaridade para mulheres moradoras de Miravânia. Não é a primeira investida de Raimundo Luna contra seu antecessor e adversário na política local. Desde que tomou posse, Luna tem alegado que encontrou o município sucateado – o que não impediu até aqui que ele gastasse parte do arrochado orçamento do município com festas e até uma vaquejada. Bila não foi localizado para comentar o assunto.

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