Levantamento do Banco Central mostra que mais de 230 municípios brasileiros não dispõem de nenhum serviço bancário

Levantamento do Banco Central aponta que 233 municípios brasileiros não possuem nenhum serviço bancário. São cidades sem postos de atendimento, lotéricas, caixas eletrônicos ou agências dos Correios. Além disso, segundo relatório do órgão, 1,9 mil Municípios não dispõem de agências bancárias. No período entre 2012 e 2013, apenas 19 cidades que não tinham o serviço ganharam agências.

A situação – divulgada na segunda-feira (24) pelo Portal G1, recebeu críticas do presidente da Confederalção Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. “Percebemos uma melhora ano a ano, mas o número ainda é muito alto. As pessoas têm que se locomover para outras cidades para procurar agência e o custo disso é alto. Uma solução é usar os serviços online, mas ainda há muita dificuldade, principalmente por causa da carência de internet boa”.

Para Ziulkoski, a falta de serviços bancários dificulta o recebimento de verbas federais, como, por exemplo, o Bolsa Família, bem como a arrecadação própria do município para tributos como o ISS, IPTU, entre outros impostos, que normalmente são recebidos em dinheiro nestas cidades. "Além disso, é um transtorno grande para um cidadão que precisa receber seu salário e para o comércio e a indústria, que não conseguem se desenvolver. Falta a visão de integração nacional, de ocupação e valorização do cidadão destes locais", diz Ziulkoski.

Realidade por estado

A pior situação encontra-se no Piauí. No Estado, 68 dos 224 municípios – ou 30,4% – não têm nenhum serviço bancário. Depois, aparecem Tocantins (22,3%), Paraíba (21,1%) e Rio Grande do Norte (21%). O Nordeste é a região que apresenta o maior número de cidades com a falta de serviços bancários (9,1% dos 1.794 municípios), seguido pelo Norte (7,6%). As outras regiões têm valores mais baixos do que a média nacional (4,2%), sendo que a menor é a do Sul (0,2%).

Apesar do cenário, o BC defende que há o atendimento bancário em todos os Municípios do país. “É possível que estas cidades sejam atendidas ou por uma localidade muito próxima, correspondentes ou por uma agência itinerante, como acontece no Norte do país, com barcos", diz o chefe do departamento de regulação financeira do órgão, Sérgio Odilon dos Anjos.

Com Agência CNM

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