Água do rio São Francisco faz cair incidência de diarréia em Jaíba

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Canal que faz a transposição do "Velho Chico" para a irrigação do projeto Jaíba: água para consumo humano (Imagem/DIJ)

A mudança da fonte de captação da água que abastece a cidade de Jaíba, no Norte de Minas, do afluente Rio Verde Grande para o Rio São Francisco foi o bastante para uma sensível redução no número de ocorrências do monitoramento de doenças diarréicas agudas (MDDA) e do sistema de vigilância de doenças transmissíveis por água e alimentos (Vedta) entre os meses de janeiro e dezembro de 2010. A informação foi publicada no site oficial do município.

De acordo com a coordenadora do serviço de Vigilância Epidemiológica do município, Ilma Dias, a média mensal de casos de diarréias agudas em Jaíba caiu de 41 registros de casos nos primeiros 10 meses do ano, quando o abastecimento ainda era feito com o uso das águas do Verde Grande, para 33 ocorrências em novembro do ano passado, quando a população já bebia a água da transposição por meio de canais do Rio São Francisco.

 

Os números ficaram ainda melhores no mês de dezembro, quando foram detectados somente 19 casos. A tendência de queda nos registros das doenças diarréicas persiste em 2011: nas três primeiras semanas do mês de janeiro foram registrados apenas 12 casos com esse tipo de diagnóstico.

A mudança do abastecimento em Jaíba, claro, não tinha como objetivo final a redução das doenças transmissíveis pela água. O sinal de alerta para a grave situação hídrica do Rio Verde Grande não é novo e foi dado há pelo menos 15 anos. As cidades de Jaíba e Verdelândia enfrentaram grave déficit de abastecimento durante quase um mês, entre outubro e novembro de 2008.

A Agência Nacional de Águas (ANA) chegou a estabelecer marco regulatório a ser seguido por todos os usuários das águas no vale do Verde Grande, conhecido pela abundante produção de frutas, e ameaçou, inclusive, com restrições temporárias ao uso do líquido e concessão de novas outorgas como forma a priorizar o abastecimento humano da população do entorno daquele manancial.

O novo abastecimento da cidade de Jaíba aproveitou a estrutura já instalada dos canais utilizados na agricultura pelo Distrito de Irrigação Jaíba. A prefeitura construiu a canalização complementar que chega à cidade, onde a água é tratada e distribuída pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

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