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Quinquinha volta a Manga para ciceronear Arlen Santiago, após indicação de Fabrícia Mota para a SRE

A preguiçosa rotina dos sábados em Manga, no extremo norte-mineiro, ficou mais movimentada hoje com o sobrevoo do helicóptero ‘Águia dourada’ do deputado estadual Arlen Santiago (PTB) nos céus da cidade. Santiago fez rápida passagem para encontro político com correligionários na residência do ex-prefeito Quinquinha Oliveira (PT do B). O deputado já havia passado, nas últimas semanas, por Januária, Montalvânia e Matias Cardoso, onde manteve encontros com lideranças políticas e comunitárias. 

O movimento marca o retorno do ex-prefeito às lides da política, após período sabático em que se dedicou a cuidar de suas empresas e praticamente se mudou para Januária, onde fica parte de suas empresas. O ex-prefeito andava sumido do dia a dia manguense há quase um ano, desde que comprou a briga politica com o seu sucessor, Anastácio Guedes (PT), em torno dos restos a pagar. Durante esse período, até mesmo assessores mais próximos, com quem ele falava diversas vezes por dia, disseram ao site ter perdido contato.  

Desceu do muro

Cidade ganha base avançada para atender a 10 municípios do extremo norte-mineiro

O prefeito de Januária, Manoel Jorge (PT), afina o discurso para receber o secretário de Saúde de Minas Gerais, Alexandre Silveira, e comitiva, na próxima quarta-feira (26), para a inauguração da nova sede da base avançada do serviço de atendimento móvel de urgência do Norte de Minas na cidade.

A base dá suporte à microrregião de Januária, que possui cinco municípios e população de 110.273 habitantes, além de realizar suporte avançado aos cinco municípios da microrregião de Manga, com população de 57.689 habitantes. A unidade também dá suporte no atendimento às ocorrências de acidentes de trânsito no trecho da BR-135 que corta a região até a divisa com a Bahia. 

A construção do prédio contou com investimento até certo ponto modesto de R$ R$ 143,1 mil, mas que reuniu esforço no repasse dos recursos repassados da pate dos governos federal, estadual e municípios integrados ao Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), também utilizados na aquisição de equipamentos, mobiliários e materiais necessários ao funcionamento da unidade. Quem ofereceu a maior contrapartida foi o município de Januária, que doou o terreno para construção do Samu.

Mais estrutura

Taquinho Bandeira é condenado a pagar R$ 5 mil ao ex-prefeito em ação por dano moral

### No ar, Bandeira chama Quinquinha de 'caloteiro e picareta' por conta dos restos a pagar 

O juiz Eliseu Silva Leite Fonseca, do Juizado Especial Cível da Comarca de Manga, determinou, em sentença para a qual ainda cabe recurso, que o radialista Eustáquio Lima Bandeira e a Associação Comunitária Manguense de Cultura e Arte, mantenedora da emissora comunitária Rádio Manga FM, paguem, em regime solidário, indenização no valor R$ 5 mil por danos morais ao ex-prefeito do município Quinquinha Oliveira (PT do B). Na sentença, o juiz avalia que o locutor Eustáquio Bandeira, irmão do ex-prefeito Haroldo Lima Bandeira (PMDB), extrapolou o direito constitucional da liberdade de informação.

O magistrado anotou em sua decisão que, no conflito entre os direitos fundamentais de proteção à honra/imagem e à liberdade de informação, “a função informativa da imprensa deve prevalecer, se a divulgação da matéria se der sem qualquer desbordamento da atividade jornalística”. Quinquinha pedia R$ 27,1 mil por alegados danos à sua imagem e honra. 

Segundo Fábio Oliva, que atuou no caso na condição de advogado do ex-prefeito, Eustáquio Bandeira chamou Quinquinha de ‘caloteiro e picareta’ e outros adjetivos em que o desqualificava por ter deixado o cargo sem quitar as folha de pagamento relativas ao décimo terceiro e os salários dos servidores públicos municipais do mês de dezembro de 2012. 

- Vamos desmascarar o mito de uma pessoa que se dizia honesta e bom pagador. Que nada! É caloteiro! caloteiro! Picareta, picareta e caloteiro!, que só deixou aí os pepinos [sic]. Melhor prefeito de quê? Prefeito para dar calote -, diz Taquinho Bandeira em trecho da gravação juntada aos autos do processo. Esse episódio motivou crise política entre o ex-prefeito e o então recém-empossado Anastácio Guedes (PT).   

Além dos fatos

Tribunal de Contas atesta que ex-prefeito cumpriu limites constitucionais para saúde e educação

A Câmara de Vereadores de Manga recebeu há alguns dias o parecer prévio do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCMG) para a prestação de conta do último ano de mandato do ex-prefeito Quinquinha Oliveira (2007/2012). O presidente da Câmara, Leonardo Pinheiro (PSB), deve distribuir cópias da correspondência enviada pelo TCMG na sessão ordinária que acontece na noite desta sexta-feira (21).

A data da votação ainda não foi definida, mas os vereadores terão tempo para avaliar a análise técnica do Tribunal antes do tema ser levado ao plenário. Segundo o Tribunal, as contas de Quinquinha estão regulares para o ano de 2012, quando foram observados os índices constitucionais para a aplciação mínima na saúde e educação.

A despeito de ter colecionado um magote de desafetos na Casa, o ex-prefeito não deverá ter maiores dores de cabeça na avalição dos seus gastos pelos vereadores. Pelo menos não nessa primeira fornada. O Tribunal de Contas fez indicativo pela aprovação da prestação de contas e a expectativa é de que os vereadores aprovem o parecer sem maiores questionamentos.

Havia no ar certa expectativa de que as prestações de contas do ex-prefeito Quinquinha recebesse tratamento político ao passar pelo crivo dos vereadores, com a eventual derrubada do parecer do TCMG, ainda que sem o registro de irregularidades na análise técnica do tribunal. O ex-prefeito, por sinal, conta apenas com um  aliado para chamar de seu nos nove votos disponíveis na Câmara Municipal. Uma fonte ouvida pelo site diz que não há clima para disputa política em torno da aprovação das contas do ex-prefeito. Basicamente por dois motivos: o distanciamento dele na cena política local e a percepção de que o atual prefeito, Anastácio Guedes (PT), pode passar pela mesma situação no futuro.

Contas de Haroldo

Manoel Jorge faz terceira tentativa para nomear o novo secretário de saúde do município

O enfermeiro Hermógenes Júnior Rodrigues Pedreira, 34 anos, disse sim ao apelo do prefeito de Januária, Manoel Jorge de Castro (PT), e deverá assumir o cargo vago de secretário de Saúde de município. A nomeação acontece depois dos anúncios frustrados em torno dos nomes do vice-prefeito Hamilton Viana e do servidor público Marinaldo de Souza, que teriam desistido da empreitada ao tomarem ciência da dimensão que significa o comando da pasta, sem titular desde a saída do ex-titular Onedes Bruno Lopes, que estava no cargo desde o início da atual administração.

A informação foi confirmada agora há pouco, em nota emitida pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Januária. No pequeno currículo divulgado, é possível saber que o novo secretário foi diretor administrativo do Hospital Municipal no ano passado, já sob o comando petista no município. Ainda segundo a nota, Hermógenes assume o cargo na condição de interino.

Hermógenes é graduado pela Universidade Vale do Rio Verde, campus de Três Corações. Antes de retornar para Januária, ele atuou no Hospital São Sebastião, e no ambulatório de fábrica fornecedora de maquinários da Petrobras, em Taubaté (SP). A manifestação em caráter oficial do prefeito Manoel Jorge sobre a nomeação do novo secretário é indicador de que ele aposta na solução do impasse da vacância na pasta.


No laço

Em nota, prefeito de Montes Claros afirma que desiste de vaga no Congresso ‘em nome de antigo sonho’

Imagens: Visão Norte-Mineira/Gazeta Norte-Mineira

Ruy Muniz decide cumprir mandato na Prefeitura de Montes. Ao abrir mão da suplência de Azeredo, ele evita retorno do PMDB de Zé Vicente (D) ao mando local

O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PRB), é um cara cheio de sonhos. Nem sempre factíveis, mas sonhos são assim mesmo: estão situados nos limites entre o possível e o que não o é. Até em ser o presidente da República Ruy já sonhou. Queria ser deputado federal, mas o eleitor não sonhou junto. Voltou suas energias para a Prefeitura de Montes Claros e foi atendido pelos céus.

Ontem saiu a notícia de que Ruy Muniz poderia chegar, por interpostos caminhos, aos corredores do Congresso Nacional. Seria beneficiado com a renúncia do deputado Eduardo Azeredo (PSDB), que responde a processo por suposta participação no mensalão mineiro. Ruy não é o suplente direto de Azeredo, mas quis uma dessas muitas idiossincrasias da política nacional que a vaga caísse em seu colo.

A imprensa nacional, sempre desinformada sobre o que se passas nos grotões do país, errou feio: disse que Muniz está filiado ao DEM e que ele assumiria a vaga de Azeredo. Nem uma coisa nem outra.

O primeiro suplente é o deputado João Bittar (DEM-MG), que já ocupa a vaga deixada por Carlos Melles, que,por um desses acordos de gabinete tão usuais nos bastidores da política, é o atual secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais.

No final da noite de ontem, Muniz emitiu nota em que comenta os “rumores de que deixaria a Prefeitura de Montes Claros para assumir como deputado federal”. Na nota, ele diz que sempre teve o sonho de ser prefeito.

'Quando vier, eu já venho'

Acidente com ônibus escolar deixa três vítimas fatais na BR-251

Imagem: David Vieira Cordeiro - Via Fred Mendes

Com a volta das chuvas aumentam os riscos de acidentes nas estradas que cortam o Norte de Minas. Três pessoas morrem e várias ficam feridas em acidente ocorrido na manhã desta quarta-feira (19/02), na BR-251, próximo ao acesso para a cidade de Riacho dos Machados, no Norte de Minas. O acidente envolveu a van Sprinter com placa JOS-7585, de São Bernardo do Campo (SP), e um ônibus escolar, com placa GUP-2125, de Grão Mogol (MG), que transportava crianças de comunidades rurais da localidade para a escola estadual de Barrocão.

De acordo com testemunhas, a van aquaplanou e o motorista perdeu o controle da direção. O veículo invadiu a pista contrária e colidiu de frente contra o ônibus. No momento do acidente, 23 crianças e adolescentes estavam no ônibus e, de acordo com a secretária de Educação de Grão Mogol, Marília Alves Nascimento, algumas tiveram ferimentos leves foram levadas para o Posto de Saúde de Vista Alegre, onde receberam os primeiros cuidados, e em seguida, foram encaminhadas para o hospital de Francisco Sá e Grão Mogol para avaliação médica.

Quando os socorristas do Samu chegaram ao local, as crianças do ônibus já haviam sido retiradas do ônibus e, na van, três pessoas estavam em óbito e uma mulher ferida estava presa às ferragens. Thaís Conceição Santos, 15 anos, foi retirada do veículo pelo Corpo de Bombeiros e recebeu os primeiros atendimentos pela unidade do Samu, sendo encaminhada para a Santa Casa de Montes Claros.

De acordo com a secretária, o ônibus estava com a documentação e vistoria em dia e o motorista devidamente habilitado e capacitado para realizar o transporte, e que o ocorrido foi uma fatalidade.

A lotação da van eram oito passageiros, sendo seis adultos e duas crianças. Davi Mendes Oliveiras, um ano e 10 meses, Letícia Mendes Souza, 10 anos, Liliane de Jesus Santos Mendes, 26 anos e Daiane Santos de Jesus, 19 anos, foram encaminhadas ao hospital municipal de Francisco Sá. O condutor Nelson e os passageiros Eliene Santos de Jesus, 52 anos, e rapaz identificado por Jota, de 18 anos morreram no local.


Outro acidente na mesma BR

Renúncia do tucano abriria espaço para Ruy Muniz chegar ao Congresso, caso não fosse prefeito

(COM AGÊNCIA BRASIL) - O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, recebeu a carta de renúncia do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no início da tarde desta terça-feira (19), mas o assunto já repercutia desde o início da manhã. Azeredo desistiu de fazer sua defesa e despedida em plenário e o documento foi entregue pelo filho do parlamentar, Renato Azeredo, e pelo advogado José Gerardo Grossi. Eduardo Azeredo não veio para Brasília.

Na carta, ele afirma que as pessoas que assumem a atividade política estão vulneráveis a situações ditadas por ataques, pressões e interesses de adversários.Com a mensagem, o político mineiro oficializa o seu afastamento dos holofotes, ele que é réu na Ação Penal 536, processo que ficou conhecido como mensalão mineiro. Gesto de coragem, mas certamente estratégia para tentar retirar o assunto do foco nessa antevéspera da disputa presidencial que tem o aliado Aécio Neves (PSDB) como um dos principais protagonistas. O mensalão mineiro, por sinal, retira do neto de Tancredo o discurso da ética.


Aécio, por sinal, que ocupa também o cargo de presidente nacional do PSDB, mandou avisar pela manhã que apenas tinha “ouvido falar sobre a renúncia”, e tentou afastar rumores de que a decisão tivesse sofrido qualquer pressão do partido que disputa o processo eleitoral deste ano. "Que eu saiba não foi nenhuma [pressão do PSDB]. Foi uma decisão de foro íntimo que tem de ser respeitada", disse o mineiro.

Aécio Neves ainda acrescentou que Azeredo “é conhecido e reconhecido em Minas Gerais como homem de bem” e que sua decisão não provocará qualquer influência nas campanhas do partido. Por duas vezes, ao longo das últimas semanas, Eduardo Azeredo ameaçou se manifestar no plenário sobre as acusações feitas no processo, mas cancelou os dois pronunciamentos.

Ruy Muniz na suplência

Ex-prefeito de Janaúba vai ajudar Dorinha a fortalecer Ammesf

O ex-prefeito de Janaúba José Benedito Nunes (PT), 53 anos, atua, desde a semana passada, como assessor especial da prefeita de Claros dos Poções e presidente reeleita da Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (Ammesf), Maria das Dores Oliveira Duarte, a Dorinha (PMDB). O cargo foi oferecido no final do ano passado para o também ex-prefeito de Matias Cardoso João Cordoval de Barros, o João Pescador (PT).

Cordoval declinou do convite porque a efetivação na Ammesf demorou e ele acabou nomeado assessor do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o deputado Diniz Pinheiro (PP). Aceitar o convite de Dorinha acarretava em transferência para Montes Claros, o que não convinha a Cordoval - que mora em Belo Horizonte desde que concluiu seu ciclo de dois mandatos à frente de Matias Cardoso.

A ‘missão’ de José Benedito na Ammesf será a de tentar persuadir prefeitos de municípios norte-mineiros a ingressas nas fileiras da Ammesf. O objetivo é tentar dar mais visibilidade à entidade e aumentar a sua influência política em Minas Gerais, à semelhança do que já acontece com a sua congênere Amams (Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene). Segundo este Em Tempo Real apurou, a meta é elevar o número de associados de alguma coisa em torno de 20 para 30 municípios até o final deste ano.

O cargo na Ammesf representa uma espécie de pulo da fênix para o ex-prefeito de Janaúba, após ter sido detido pela Polícia Federal por 10 dias, em julho do ano passado, durante a operação ‘Violência Invisível’, que levou para a cadeia outros prefeitos da região acusados de fraudes em licitações para a contratação da empresa Digicorp Consultoria e Sistema Ltda., em operação que levou o município a comprar títulos da dívida pública para compensar pagamentos de dívidas com o INSS. Benedito negou participação na fraude e responde ao processo em liberdade.

Prima pobre da Amams

Transferido de Montalvânia juiz acusado por advogado de colocar em risco a segurança de detento

Até os postes da Cemig sabem que, na magistratura mineira, não falta quem considere missão espinhosa aquelas nomeações para comarcas distantes, casos de Manga e Montalvânia no extremo norte, por exemplo. Não somente essas duas cidades, claro, mas a alta rotatividade de magistrados em algumas comarcas abre a questão se a remoção não seria recebida mais como brinde do que como penalidade?

O juiz de direito Diego Lavendoski Vasconcelos acaba de ser transferido de Montalvânia para Ipanema, no Vale do Aço, após ter sido denunciado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo advogado Geraldo Flávio de Macedo Soares de ter oferecido celeridade na solução do processo de alguns réus em processos sob sua responsabilidade, caso eles trocassem de advogado.

O advogado em questão é o próprio Geraldo Macedo, que agora agrega ao seu currículo o feito de ter contribuído para a remoção de um magistrado. Foi ele quem levou o caso para o CNJ por meio de reclamação disciplinar. O processo foi distribuído ao corregedor nacional de justiça Francisco Falcão, que determinou à Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais a apuração do caso. Resumo da ópera: foi instaurada sindicância para apurar as acusações de assédio aos presos parcialidade em decisões judiciais.

Fim das regalias