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Diocese cancela evento em Montalvânia por falta de acesso asfaltado

A demora da conclusão do asfaltamento da BR-135 entre Itacarambi e Montalvânia, no extremo Norte de Minas, vez por outras apresenta a fatura de custos inusitados. O bispo da Diocese de Januária, dom José Moreira da Silva, cancelou a realização do encerramento do Ano da Fé na cidade de Montalvânia, previsto para o próximo mês de novembro, por um motivo bem prosaico: a falta de acesso pavimentado àquela cidade.  

O evento será transmitido ao vivo pela emissora católica Rede Vida e a empresa responsável pelo caminhão-link que envia o sinal para o satélite alega não ser possível transitar por estrada de chão – é que a poeira pode colocar em risco os caros e sensíveis equipamentos utilizados nas coberturas televisivas.

O Ano da Fé é uma iniciativa que a Igreja Católica celebra desde outubro do ano passado. Dom Moreira se reuniu, em março deste ano, com o prefeito de Montalvânia, Jordão Medrado (PR), quando pediu apoio logístico e financeiro para realizar o ato final do evento em Montalvânia porque a data coincide com o dia do padroeiro da Cidade, Cristo Rei, no dia 24 de novembro deste ano. O cancelamento da festa do Ano da Fé tira de Montalvânia a oportunidade de ficar conhecida no país inteiro - ou pelo menos para a audiência católica da emissora.    

A festa católica, que deve reunir cerca de 10 mil fiéis, vindos das mais de 20 paróquias e de outras regiões do país, será transferida para Januária, que é a sede da Diocese e conta com estrutura mais apropriada para receber esse volume de visitantes temporários - mesmo em regime de hospedagem solidária como aconteceu na recente visita do papa Francisco ao Brasil. A transmissão do encerramento do Ano da Fé custa algo em torno de R$ 60 mil e será feita a título de doação pelo empresário dono dos equipamentos.

Mendes nega ter sido pressionado e diz que prepara a volta da fênix

O repentino sumiço do vereador Gil Mendes (PP) levou a especulações sobre sua possível cooptação pela atual administração municipal em Manga. Mendes, que tem sido, ao lado do colega Evilásio Amaro (PPS), uma das solitárias vozes de oposição na atual configuração da Câmara de Manga e da política local, desmente peremptoriamente que tenha levado um ‘sossega leão’ do prefeito Anastácio Guedes ou do comandante em chefe deputado estadual Paulo Guedes, ambos do PT.

“Tem nada disso, não. Apenas me recolhi um pouco para renascer como uma fênix”, diz o parlamentar ao citar a mitológica ave que renascia das cinzas – o fabuloso animal que representava, para os gregos, a imortalidade e a capacidade ilimitada de recuperação. O vereador disse a este Em Tempo Real que prepara requerimentos com cobranças de prestação de contas por parte do prefeito no fornecimento da merenda escolar da rede municipal de ensino - entre outros.

Assim falava o Eclesiastes...

São pequenas as chances de Marina conseguir o registro do Rede. Por que um ex-vereador consegue e ela não?

Não é de agora que colunistas políticos e os corredores dos bastidores do poder dão como certo o fiasco da ex-senadora Marina Silva na criação de um novo partido. A semana que começa é decisiva para que o Rede Sustentabilidade saia do estado de latência em que se encontra nos escaninhos da Justiça Eleitoral. A aposta geral é de que a sigla não nasce – pelo menos não para as eleições presidenciais de 2014, o que retira do páreo uma das concorrentes mais competitivas até aqui, segundos as pesquisas de intenção de voto.

Marina enfrentou mesmo alguns percalços na tentativa de criar um partido para chamar de seu. Houve até mesmo a tentativa do PT em aprovar no Congresso Nacional projeto que dificultava o surgimento de novas siglas. Dona de espólio eleitoral de 20 milhões de votos conquistados na última disputa presidencial, Marina Silva patina há alguns meses para tentar validar o número mínimo de assinaturas que a legislação prevê para se pedir o registro partidário.

Se a vida não está fácil para a turma de Marina, o mesmo não se pode dizer de Paulo Ferreira da Silva, o Paulinho da Força, que corre atrás de interessados em ingressar no seu Solidariedade antes que chegue o sábado, 5 de outubro, prazo-limite para o troca-troca partidário. Até mesmo um desconhecido ex-vereador de Planaltina de Goiás, cidade aqui do entorno do Distrito Federal Eurípedes Júnior (ex-PSL) conseguiu emplacar o seu Partido Republicano da Ordem Social (Pros).

Por que um ex-vereador de cidade pequena conseguiu entrar para o seleto (e milionário) grupo dos caciques partidários e Marina Silva, que representa promessa de ética e da estreia do conceito ‘horizontalidade’ na política pode ficar de fora é a pergunta que o (e) leitor deve ter na mente. No caso de Paulinho da Força, não faltou dinheiro para vencer os obstáculos nem o poder de mobilização que possui a Força Sindical e seus muitos sindicatos país afora. Talvez tenha faltado a Marina e seus muitos seguidores voluntários um pouco da malícia que toma conta da política para lidar com o balcão dos cartórios eleitorais.  

Marina diz não ter Plano ‘B’, a saber, buscar a filiação em outro partido até a próxima sexta-feira. Mas terá que fazê-lo, sob pena de ficar fora do jogo até a distante eleição de 2018 - o representa, na prática, risco de perder o cavalo 'selado' que a política oferece para poucos. Reconhecida no mundo todo pela sua luta, a sua ausência na disputa seria muito representativo daquilo em que se transformou a política brasileira: um jogo desigual na mão de gente que adotou a política como profissão e central de negócios.

Não há garantias de que Marina ganhe a eleição, por óbvio. Nem que seria capaz de colocar em prática suas propostas em ambiente fartamente dominado por uma gente acostumada a mandar no país há bom par de anos. Para a perspectiva de que a política não se reduza de vez ao mero estatuto de negociatas, seria bom que a senadora de fala mansa e paciência sem limite renovasse sua contribuição ao debate sucessório. Nesse sentido, Marina é sempre bem-vinda à cena.

Justiça bloqueia bens do ex-prefeito em R$ 174,4 mil por suposta improbidade em realização da semana da cidade 2012

Imagens: Revista Tempo e Conect.com.br

Adversários na política manguense, o deputado Paulo Guedes (D) e o ex-prefeito Quinquinha travam batalha nos tribunais

CONTEÚDO EXCLUSIVO (*)

A conhecida queda de braço entre o deputado Paulo Guedes (PT) e o ex-prefeito de Manga Quinquinha Oliveira (PPS) tem sequência em nova arena: as instâncias 1 e 2 dos tribunais. A juíza Roberta Sousa Alcântara, titular da Comarca de Manga, acatou liminar que denuncia suposta irregularidade praticada pelo ex-prefeito na realização da Semana da Cidade, em setembro do ano passado. A liminar é do dia 29 de agosto e corre em segredo de Justiça, mas este Em Tempo Real teve acesso à decisão.

Segundo a denúncia, oferecida pelo município de Manga, agora sob o comando do petista e irmão do deputado Anastácio Guedes, houve irregularidades do contrato no valor de R$ 174,4 mil que a Prefeitura de Manga firmou com a microempresa de Wellington Borges Lisboa. A juíza Roberta Alcântara aduziu ser procedente a acusação de que foi ilegal a dispensa de licitação por inexigibilidade para a contratação das bandas Parangolé e Forró Black, além do cantor Silvano Salles e a dupla sertaneja Sérgio e Rodrigo. Os artistas se apresentaram durante a festa de aniversário da cidade no feriado de 7 de Setembro do ano passado.

O Ministério Público se manifestou no processo pela concessão da medida liminar. A decisão colocou em indisponibilidade os bens móveis e imóveis do ex-prefeito e do empresário Wellington Borges até o limite do valor gasto com a festa. A liminar determina, ainda, a quebra do sigilo bancário do ex-prefeito Quinquinha Oliveira. A juíza acatou a argumentação da procuradora da Fazenda do município, Kelly Cristina de Moura Lacerda, de que a microempresa que atendeu a prefeitura não detinha exclusividade contratual com os artistas contratados.

Liminar foi cassada, diz Quinquinha

Itacarambi será a primeira cidade a receber o sinal da TV Norte, depois de Januária

CONTEÚDO EXCLUSIVO

O empresário Ottorino Dal Moro Neto, diretor-presidente do Grupo Rádio Progresso de Comunicação, de Januária, no extremo norte-mineiro, protocolou, na semana passada, projeto no Ministério das Comunicações para implantar a TV Norte Digital. Quando sair a autorização e o projeto sair do papel, a emissora vai operar no canal 34 UHF. A digitalização total dos sinais de transmissão de televisão no país é meta estabelecida pelo governo federal para 2016, quando, se espera (mas isso aqui ainda é o Brasil velho de guerra), as emissoras analógicas serão desligadas.

Afiliada da Rede Minas, a TV Norte está vinculada a uma fundação sem fins lucrativos e integra o grupo de emissoras comandado por Dal Moro Neto que, além da televisão, conta ainda com emissoras comerciais de rádio, a Alternativa FM e Voz do São Francisco, em Januária. Além disso, o grupo opera em frequência modulada com a filial Voz FM na cidade de São Francisco, inaugurada há pouco mais de um ano e ponto de partida para a planejada ampliação sonhada por Dal Moro Netto.

Expansão

Pequeno grupo de 29 servidores recebe adicional aos salários que variam entre 35 e 70%

### Prefeito diz que procedimento é ‘oportuno’ e tem respaldo legal. Segundo Anastácio, gratificações reduzem defasagem salarial de funções especializadas
Imagens: Fecabook


Pagamento de gratificações é questionada pelo vereador Amaro (D). Secretário de Administração diz que Anastácio (ao microfone) diz que age com 'lisura'

CONTEÚDO EXCLUSIVO - O vereador Evilásio Amaro (PPS) guarda a sete chaves a pilha de documentos que recebeu da Coordenadoria da Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público Regional em Montes Claros. A papelada foi requisitada pelo promotor Paulo Márcio Silva e contêm, entre outras, informações sobre os servidores do município – além dos extratos das folhas de pagamentos dos meses de maio e junho últimos.

Esse ‘dossiê’ tem mostrado algumas práticas no mínimo estranhas na atual gestão de pessoal da Prefeitura de Manga. É o caso, por exemplo, do diretor municipal I Eustáquio Lima Bandeira, divulgado com exclusividade aqui nesse Em Tempo Real. Taquinho, como é mais conhecido, é suspeito de receber sem dar expediente no local de trabalho (clique aqui para ler o texto).

Segundo Evilásio, a análise da documentação que recebeu do Ministério público revela a existência de uma espécie de pelotão de elite do funcionalismo manguense. São 29 servidores efetivos e comissionados que recebem gratificações entre 35% e 70% sobre os valores nominais dos seus salários. O pagamento dessas gratificações custou R$ 17,3 mil adicionais aos cofres do município no último mês de junho. O vereador diz que vai retornar ao Ministério Público em Montes Claros para questionar o pagamento desses valores.

Extrato da folha de pagamento: gratificações de até 70%


O artifício parece ser uma forma de conceder reajuste nos vencimentos de alguns funcionários com funções especializadas. É o que leva a crer a situação funcional da procuradora da Fazenda do município, Kelly Cristina de Moura Lacerda. Ela recebe R$ 2,2 mil de salário e teve, no mês de junho, um adicional de R$ 1.540 registrados no seu contracheque – diferença que corresponde à gratificação de 70% concedida pelo prefeito do município, Anastácio Guedes (PT).

Lei Kelly

A advogada Kelly Cristina, por sinal, acaba de receber um gordo aumento salarial. A Câmara Municipal de Manga aprovou, na semana passada, projeto de lei que garante a equiparação dos seus vencimentos com os R$ 3,7 mil do procurador jurídico, Reginaldo Rodrigues Santos Júnior. Não há informação de que a sua gratificação vai ser mantida, ou mesmo equipara à do procurador Reginaldo – atualmente em 40% sobre o valor-padrão do vencimento.

Da lista de possíveis privilegiados do funcionalismo local constam ainda os nomes do José Geraldo da Rocha (controlador interno), os diretores municipais Paulo José Cordeiro de Oliveira, Walfrido Morais Ribeiro e Rosária Carlos Rocha, além do contador José Nilson Crisóstomo e do auxiliar Wesley Acipreste.

A maior parte dessas comissões (cerca de 20 delas) é paga a servidores recrutados no chamado comissionamento amplo, o que contraria o estatuto do servidor municipal que, no seu artigo 100, prevê o pagamento de comissões apenas para servidor de cargo efetivo investido em função de direção, chefia ou assessoramento, cargo de provimento em comissão e função de confiança.

O polêmico artigo 100

CD em homenagem ao Rio São Francisco é indicado ao ‘Oscar’ da música

Fac-símile da capa do álbum e o show de lançamento em Januária; CD indicado ao Grammy

CONTEÚDO EXCLUSIVO

Ainda sob o impacto do episódio recente em que foi preso durante a'Operação Esopo' da Polícia Federal, o ex-prefeito de Januária Maurílio Arruda (PTC) comemora a indicação do CD duplo 'O Velho Chico – sob o olhar Januarense' para a 14ª edição do Grammy Latino, que será entregue no dia 21 de novembro em Los Angeles. O disco, patrocinado pela Prefeitura de Januária ao tempo de Arruda, vai representar o Brasil ao lado de nomes como Caetano Veloso, Roberto Carlos, Roberto Menescal e Michel Teló. “Nem tudo é tempestade”, diz Arruda sobre a indicação. O Grammy é a premiação mais importante da indústria fonográfica mundial.

Com 'tiragem' esgotada, o CD 'O Velho Chico...' pode literalmente ganhar o mundo. Desenvolvida pela Associação dos Músicos Januarenses em parceria com a Inter TV Grande Minas, repetidora da Rede Globo em Montes Claros, a obra vai disputar o Grammy na categoria ‘Melhor Álbum Brasileiro de Raiz’ ao lado de trabalhos como ‘Era Assim Naquele Tempo…!’, de César Oliveira & Rogério Melo, ‘Vambora Lá Dançar’, da cantora paraibana Elba Ramalho e ’Salve Gonzagão 100 Anos’, com a participação de vários artistas.

O CD que faz homenagem ao Rio São Francisco reúne 24 músicas e cinco poemas e conta com as participações do ator Jackson Antunes e do violeiro Téo Azevedo, além de artistas locais das velha e nova gerações. O ex-prefeito de Januária Maurílio Arruda assinou a coordenação de produção com o ator Antunes e o músico Téo Azevedo, além de apresentar o projeto no encarte que acompanha o volume de 'O Velho Chico, Sob o Olhar Januarense'.

Plangentes

Empresário admite dano ambiental durante audiência pública e pede 'moratória' de cinco anos para mudar fornos do lugar


Durou cerca de cinco horas a audiência pública realizada pela Câmara de Municipal de Manga na quarta-feira (25) para discutir os supostos danos ambientais causados por uma cerâmica instalada à beira do Rio São Francisco, no Bairro Tamuá, perímetro urbano da cidade. Autor do requerimento que pediu a realização do encontro, o vereador Luiz Carlos Santana Caíres, o Luiz do Foguete (PT), avaliou como muito positivo o saldo dos debates que tentam reduzir o dano causado pela fuligem que sai dos fornos do empreendimento atinge boa parte da cidade, em especial os alunos da Escola Estadual Ministro Petrônio Portela, que fica a poucos metros do local.

Acompanhado por seu advogado, o empresário e dono da Cerâmica Manga, João Bosco Lara, descartou a solução de instalação de filtros para reduzir a emissão da fumaça. Bosco alegou que a solução é inviável do ponto de vista econômico e que há tecnologia disponível para garantir a retenção total da poluição. O empresário sinalizou com uma espécie de ‘moratória’ para resolver o impacto dos danos ambientais que a suma empresa causa na cidade. Ele pediu o prazo de cinco anos para mudar a cerâmica de lugar, mas condicionou a providência à contrapartida do município com a indicação e cessão da área para a instalação do novo parque ceramista.

João Bosco apresentou a documentação que, segundo ele, autoriza o funcionamento da cerâmica, que tem seus galpões e fornos instalados a poucos metros do barranco do Rio São Francisco. A licença ambiental que permite a exploração da atividade vence em 2016. Ele se comprometeu ainda a elevar as chaminés dos fornos dos atuais sete metros para 25 metros. A medida pode contribuir para diluir os efeitos da fuligem que se espalha pelas imediações.

Novos fornos estão suspensos

Codevasf avalia assumir custo de elaboração do projeto-executivo que define viabilidade da obra

Lideranças do extremo norte-mineiro fizeram caravana a Brasília na terça-feira (24) em busca de recursos para financiar a elaboração do projeto executivo de construção da ponte sobre o Rio São Francisco, entre os municípios de Manga e Matias Cardoso. Uma das soluções aventadas durante encontro de prefeitos com os deputados petistas Gabriel Guimarães (federal) e Paulo Guedes (estadual) está a inclusão do projeto, via emenda parlamentar, no orçamento geral da União de 2014. O plano plurianual de investimentos do governo federal já contempla a proposta de construção da ponte, que precisa ser efetivada na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano de 2014.

A comitiva norte-mineira, formada pelos prefeitos de Manga, Montalvânia, Matias Cardoso, Juvenília e Jaíba, participou ainda de audiência com o presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz Bastos (foto). De acordo com o deputado Paulo Guedes, a ideia é repetir a estratégia utilizada por Gabriel Guimarães e o então deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP), atual prefeito de Sete Lagoas, quando conseguiram incluir no orçamento federal as despesas para o projeto executivo de outra ponte sobre o Velho Chico na região, aquela que promete unir as cidades de São Francisco e Pintópolis, também no Norte de Minas.

No caso de Manga, o custo do projeto-executivo fica em torno de R$ 2 milhões. Os deputados querem que a Codevasf assuma essa despesa por meio do Programa de Investimentos em Infraestrutura Econômica Nacional. Note que a Codevasf não está vinculada à estrutura do Ministério dos Transportes - a quem caberia a responsabilidade do planejamento da estrutura viária no país, mas a ‘mãozinha’ da autarquia pode contribuir para que o projeto saia do arquivo e ganhe sobrevida nas planilhas do governo federal.

“Toda obra começa com a ação lideranças e a decisão política que vai possibilitar a liberação dos recursos para sua realização. Não é uma empreitada fácil, mas é preciso dar o primeiro passo”, avalia Paulo Guedes em entrevista a este Em Tempo Real. Segundo o deputado petista, a próxima etapa será a inclusão da obra da ponte em Manga no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A promessa de construção da ligação sobre o São Francisco entre Manga e Matias Cardoso foi uma constante durante a campanha eleitoral do atual prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), que agora tenta 'liderar' o movimento pela retomada dessa pauta aqui nos gabinetes de Brasília.  

Quando e se sair do papel, a ponte vai facilitar o trânsito de pessoas e a produção do Norte de Minas com a região Oeste da Bahia e servir, na prática como uma nova opção de acesso aos estados da Região Nordeste. A obra pode contribuir para facilitar o escoamento da produção do projeto Jaíba e ativar a economia microrregional.

Ex-ministro descartou ponte em Minas

Vereadores rejeitam pedido de empréstimo que elevaria dívida do município para mais de meio bilhão

Imagem: Renato Duarte

O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PR), e a Câmara de Municipal, ou pelo menos o que seria sua porção majoritária, e aí se inclui parte da bancada governista, já não falam a mesma língua. O estilo trator de Muniz foi colocado à prova pelos vereadores e o prefeito colheu ontem sua maior derrota no Legislativo, desde a posse em janeiro. A votação desse projeto, por sinal, tem sido demonstração clara de barbeiragem política. Muniz foi acusado, inclusive de forçar a entrada no plenário da Câmara para tentar aprovar o texto em pleno sábado, durante a primeira apreciação da matéria ainda no mês de junho. Depois, o projeto chegou a ser aprovado, mas descobriu-se depois que o texto citava agente financeiro diferente daquele autorizado pelo governo federal para contratar a operação. Uma lambança. 

A Câmara rejeitou, na reunião ordinária da terça-feira (24), o projeto de autorização legislativa para que o município contratasse empréstimo de R$ 167 milhões com a Caixa Econômica Federal para execução de obras de asfaltamento na periferia da cidade. O convênio faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e o financiamento seria pago em 30 anos e elevaria a dívida consolidada do município para valores que já ultrapassam R$ 500 milhões.

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