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Será que Narciso acha feio o que não lhe é mesmo espelho?

O senador Aécio Neves (PSDB) aterrissou com algum barulho ontem (sexta-feira, 30) aqui em Brasília, após as férias, para participar da sessão de abertura dos trabalhos legislativos do Congresso Nacional. Políticos em Brasília em finais de semana já é algo novidadeiro, mas é que as duas casas congressuais elegem suas respectivas mesas diretoras na tarde deste domingo.

Mas não foi só: o neto de Tancredo apareceu com barba por fazer na sua rentrée aqui na Corte, em visual que lembra a marca identitária dos petistas. Não faltou quem o comparasse ao ex-presidente Lula, o barbudo-mor da República.

Em entrevista coletiva, o senador mineiro desancou o governo da presidente Dilma Rousseff, por quem foi derrotado em outubro passado, e a quem atribui agora a ‘falência do governo’. Nada de novo no front, pois Aécio segue com a estratégia de ser o referencial da oposição para quando 2018 chegar - no PSDB e fora dele.

O cálculo é mais ou menos o seguinte: a crise da água que promete paralisar o país e São Paulo vai deixar em maus lençóis seu principal adversário no intramuros do PSDB, a saber, o governador Geraldo Alkmin. A margem política para que Alkmin passe incólume novamente pela falta d’água no Estado vai ficando menor, e já se aposta que vai retirá-lo do jogo na próxima sucessão presidencial.

Na seara adversária, o potencial de desgaste é ainda maior, porque forma-se a tal tempestade social perfeita, capaz de abalar o receituário populista do petismo de que mudou o Brasil. Além do efeito devastador que as crises da água e energia reservam para o humor da população, há ainda o risco de agravamento da recessão que a cada dia se torna mais evidente. Sem contar com os riscos de relâmpagos e trovoadas na seara da política, na hipótese da Operação Lava Jato ser mesmo para valer.

Com Dilma fora do jogo, os olhares e esperanças companheiras se voltam para Lula, que de bobo não tem nada, e pode recolher os flats ante a possibilidade de manchar sua mitológica biografia (ou o que restar dela) em derrota constrangedora para seus principais desafetos na política nacional. A soma de eventual fracasso administrativo no quarto mandato petista pode turbinar a percepção da derrocada do partido em outros campos, para os quais o eleitorado dá pouca atenção em temporadas de vacas gordas. A tendência é que o eleitor resolva punir desvios ético e moral da política e dos políticos.

Tudo que o repaginado Aécio precisa fazer é seguir a máxima de Paulinho da Viola: “faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar”. Vai apostar no quanto pior (melhor para ele, bem entendido, não para o país e seu povo). Pode, inclusive, retomar terreno em Minas – onde foi sumariamente derrotado por Fernando Pimentel e Dilma.

Qual é o risco para os planos aecistas? As previsões catastrofistas podem não se materializar. Nunca é demais lembrar que o lulo-petismo foi às cordas em 2005, após o escândalo do mensalão e de lá saiu como fênix revivida. Bom, é bem verdade que o buraco agora é mais embaixo, para lá das placas do pré-sal, e o mensalão virou troco nas peripécias que a turma aprontou nos corredores da Petrobras. Pelas barbas do profeta!

Durante fala em formatura da Unimontes, ex-reitor critica qualidade de cursos oferecidos no país

Com informações de Waldo Ferreira - Jornal Daqui

Setores do PT no Norte de Minas não gostaram nem um pouco do discurso que o ex-reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) José Geraldo Drumond fez durante solenidade de colação de grau de acadêmicos de vários cursos, na noite de quarta-feira (28), no Salão de Eventos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O ex-reitor fez duras as críticas à política do governo federal para o ensino superior.

Drumond, que discursava na condição de patrono geral dos graduados, adotou tom político nas críticas ao que ele chamou de “falência” do projeto educacional adotado pelo governo federal. O ex-reitor recorreu a alguns dados para desancar o governo e o atual partido da ordem, PT, há 12 anos no poder, que não foi citado nominalmente.

Petistas atribuem o mau-humor de Drumond ao que seriam “resquícios” da última campanha eleitoral, quando o PT impôs derrota acachapante ao PSDB ainda no primeiro turno, além das duas derrotas no confronto presidencial entre Aécio Neves e Dilma Rousseff. O ex-reitor, um aliado histórico do tucanato mineiro na região, fez duras criticas ao aumento da oferta de cursos superiores e ao maior acesso de pessoas pobres à universidade, encarados como avanços históricos no Brasil.

O professor Drumond discorda da propaganda oficial que cita acesso pleno aos cursos superiores. No discurso, ele afirmou que isso não corresponde à verdade que alunos de famílias pobres continuam sem acesso à academia. A crítica dos petistas é que, ironicamente, boa parte dos formandos dos quais o ex-reitor foi patrono é resultado da nova realidade educacional brasileira. Drumond discorda com a atual proliferação de cursos superiores em detrimento da qualidade no ensino – no que, aliás, ele está corretíssimo.

Atraso na escolha da empresa responsável pela iluminação pública começa a deixar cidades no escuro

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amans) assinou na quinta-feira (29), em Pirapora, a assinatura do contrato com multinacional espanhola Asolar Energy Projetos e Serviços para a prestação dos serviços de manutenção da iluminação em 72 cidades afiliadas. O evento, que ganhou tom de festa, reuniu cerca de 50 pessoas, entre prefeitos, secretários municipais, vereadores e assessores.

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) deixou de fazer a troca de lâmpadas nas cidades de mineiras no final do ano passado, após o fim do prazo determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que os municípios assumam os ativos de iluminação pública.

Para contornar as dificuldades que pequenas cidades teriam para cumprir com a nova obrigação, a Amams criou o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimans). ”As prefeituras viram que teriam dificuldades em assumirem, sozinhas, esse serviço e decidiram fazer essa pactuação”, explica o secretário-executivo da Amams, Luiz Lobo. O executivo diz que o Consórcio já está em pleno e que, além do trabalho da iluminação pública, vai abrigar ainda uma central de compras para os municípios para ganhar escala na aquisição de medicamentos, material escolar, entre outros insumos que podem ser adquiridos pelo sistema de grupo.

O Consórcio Intermunicipal foi o responsável pela licitação que escolheu a espanhola Asolar Energy para realizar serviços de manutenção da iluminação pública nas ruas das cidades consorciadas – com exceção da troca ou instalação de postes, que continua a cargo da Cemig. No caso da Amams, a empresa espanhola ofereceu preço unitário de R$ 4,60 pela manutenção de cada poste de luz. O Cimams vai contratar a manutenção de 92 mil pontos de iluminação, o que corresponde a desembolso mensal de R$ 423 mil (ou R$ 5 milhões por ano), custo que será dividido proporcionalmente ao tamanho de cada cidade.

Por conta do atraso na licitação, que recebeu contestação judicial, criou-se um vácuo na manutenção da iluminação de ruas de diversas cidades filiadas a Amams. Na prática, começa acontecer um apagão porque as lâmpadas queimadas não estão sendo substituídas. Relatos de ruas no escuro já começam a aparecer nas redes sociais, mas a população ainda não em consciência de que cabe às prefeituras a responsabilidade pela troca. Há uma discussão em aberto se a Cemig deverá ou não prestar o serviço, até que a nova empresa consiga dar conta do recado.

Licitação para call center

Éder Castilho vai assumir a Regional da Saúde em Januária

Mudanças na Gerência Regional de Saúde (GRS) de Januária, que vem a ser o 'birô' responsável pelas ações estaduais para o setor na microrregião. O atual secretário de Saúde Januária, Éder Castilho, assume a GRS já a partir da próxima semana, por indicação do prefeito Manoel Jorge (PT), validada pelo deputado estadual Paulo Guedes.

Castilho substitui o médico Carlos Emanoel Costa, que ocupava o cargo desde a inauguração da Gerência em 2005, por indicação do deputado estadual e também médico Carlos Pimenta (PDT). Servidor administrativo da extinta Sucam (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública), Carlos Costa foi secretário de Saúde em Manga durante os mandatos do ex-prefeito Haroldo Bandeira (PMDB).

Novo gerente da GRS, Castilho é técnico em informática com formação em enfermagem. Ele começou a atuar na área de saúde no Centro Viva a Vida e é considerado um ‘entendido’ na legislação que rege os meandros da gestão em saúde pública. Castilho, o breve, assumiu a pasta da Saúde em setembro do ano passado, como promessa para colocar ponto final na grave crise enfrentada pelo setor em Januária.

Como dantes: Jaílton volta para Secretaria

Virada começa com 'empoderamento' da área de comunicação e eventos

Imagem: perfil no Facebook

O prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), quer mudar a cara da administração ao longo dos próximos 23 meses de mandato que ainda lhe resta. Uma das primeiras iniciativas nessa direção será na comunicação do município, motivada por críticas publicadas aqui neste Em Tempo Real no texto ‘Prefeito de Manga erra até quando acerta’. Anastácio acaba de contratar, via nomeação em cargo de confiança, o jornalista e promoter Fernando Abreu para tomar conta do setor.

Abreu, que nos últimos 10 anos atuou na assessoria de comunicação da Prefeitura de Montalvânia, recebe ainda a missão de comandar a recém-criada Comissão de Eventos, além de revigorar o departamento cultural do município. Uma das primeiras intervenções do promotor de eventos será na organização geral do Carnaval de Manga, que o prefeito Anastácio faz questão de manter mesmo com o risco iminente de uma grande crise em toda região com o agravamento da estiagem.

Anastácio teria sinalizado para Fernando a possibilidade de elevar a Cultura para o status de secretaria. Hoje a área está vinculada à Secretaria de Administração, que comandada por Diogo Moreira. Outra missão de Fernando é mudar a imagem de lentidão que caracterizou a primeira metade do mandato da primeira gestão petista em Manga. Desafeto do deputado estadual Paulo Guedes (PT) e anti-petista militante, Fernando recorre a Raul Seixas para dizer que tudo são águas passas e que “prefere ser metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

Carta branca