BR-135: UMA LUTA DE DÉCADAS CONTRA O DESCASO

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Bloqueio na rodovia é a novidade da estação na…

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SACO SEM FUNDO DE MALDADES...

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DESEMPREGO PREOCUPA

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PROTESTO INTERDITA ESTRADA EM JAÍBA

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MANGA GANHA SAFRA DE OBRAS DE R$ 5,7 MILHÕES

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O site entra em recesso pelos próximos dias, quando podem acontecer posts eventuais. Suplico que o leitor não quebre o hábito da leitura, volto logo. Enquanto isso, deixo estes dois textos logo abaixo para sua leitura e reflexão. Eles encarnam o, como posso dizer, espírito da página: conteúdo de análise crítica sobre os alguns dos eventos que marcam o nosso tempo.

Sugiro acessar o vídeo ao lado enquanto a leitura prossegue. Trata-se de ‘Delicado’, um dos clássicos do nosso choro, do mestre Valdir Azevedo. É música para ouvir, dessas que não se inventa mais hoje em dia. Au revoir, my friends! Encontro vocês em breve.

Neo-oposicionistas da remanescente bancada do Norte se ajustam aos novos tempos e sonham retomar espaço perdido


Os corredores do Centro Administrativo Tancredo Neves, aquele monumento ao desperdício que Aécio Neves legou à paisagem de Belo Horizonte durante sua passagem pelo governo de Minas, virou um lugar inóspito para o que sobrou da chamada bancada do Norte de Minas na Assembleia Legislativa. Falo, obviamente, dos deputados Gil Pereira (PP), Arlen Santiago (PT) e Carlos Pimenta (PDT), a trupe de leais servidores do regime anterior, que agora acha estranho os usos e hábitos do governo de tendência mais popular que o petista Fernando Pimentel pretende implantar entre os desvãos das Alterosas e os Gerais.

O trio parada dura formado pelos deputados norte-mineiros demonstra, certamente, alguma dificuldade para entender a novilingua de corolário esquerdista que toma conta dos meandros da administração estadual. Ouvidos acostumados a temas como ‘choque de gestão’, ‘sinergias entre o Estado enxuto e eficiente’ e ‘modernização do estado’ têm agora dificuldade para entender o palavreado dominante nos corredores do poder em Minas.

Frases em que se emprega pérolas como ‘empoderamento da cidadania’, ‘governo inclusivo e para todos’, ‘Minas não tem imperador’, ‘as ruas sabem mais que os gabinetes’, ‘vamos fazer um debate qualificado’, ‘avanços e conquistas com justiça social...’, ‘aumento do poder aquisitivo e da renda do trabalhador’, parecem ser ditas por alienígenas para quem até outro dia convivia com o padrão asséptico do demagogês e burocrático ao extremo encenado por Antonio Anastasia.

É nessa atmosfera de alheamento que os neo-oposicionistas Arlen, Gil e Carlos Pimenta tentam marcar terreno nesses primeiros meses do mandato. O trio anda meio calado por enquanto. Natural, porque Gil, Carlos e Arlen perderam completamente os macetes e cacoetes oposicionistas, após décadas na condição de aliados dos governos de plantão. O silêncio, contudo, não deve demorar muito, porque o sapo não pula por boniteza e sim por precisão, como já ensinava o maioral da mineiridade, nosso João Guimarães Rosa. A bancada do Norte vai reaprender a ser do contra, ainda que aos trancos e barrancos. Pura precisão!

Reduzida a três nomes, ante os sete representantes que a região teve na legislatura anterior, a remanescente bancada do Norte sabe que não pode sucumbir ao ostracismo ante a seca de cargos e verbas desses novos tempos. Cargos e verbas que, outrora, lhes foram tão acessíveis e fáceis. Gil Pereira e Carlos Pimenta foram secretários do tucanato em Minas e enfrentam a dificuldade adicional de voltar às lides do parlamento. Na Assembleia, eles são apenas mais uns na pequena multidão dos 77 pares.

Já Arlen Santiago, que se notabilizou até então por atuar como uma espécie de despachante de luxo para prefeitos e vereadores do norte-mineiro, o cara sempre atento às bulas e letrinhas do Diário Oficial, se ressente, neste primeiro momento, com as mudanças nas senhas que davam acesso à cozinha palaciana. O tempora! O mores!, há de se resignar nosso Cícero sertanejo ante aos novos costumes e dizeres nos salões do poder, ainda ontem tão familiares às suas idas e vindas.

Não será tarefa fácil, sobretudo pelas agruras a que está relegada toda minoria. Perder eleição dá nisso, é do jogo. Mas a turma dá seus pulos. Os médicos Arlen Santiago e Carlos Pimenta se aboletaram em cargos de presidência e vice na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Gil Pereira, por sua vez, foi eleito para presidir a Comissão de Minas e Energia da Casa.

A trupe anti-PT come pelas beiradas e dão o mote de como pretendem sobreviver na política ao longo dos próximos quatro anos em que passam ao largo das benesses do poder. Vão tocar a vida no sobe e desce das audiências públicas, na tentativa de manter o protagonismo ameaçado com a mudança de mãos da caneta que decide para onde vão as verbas do Estado.     

Se o mar não está para peixe para os eleitos, imagine o que não se dá com Ana Maria Resende, de Montes Claros, e Luiz Henrique Santiago, a dupla de tucanos que perdeu a garupa do poder e acabaram na planície dos sem-mandatos?

Todos contra o novo plenipotenciário...

Bloqueio na rodovia é a novidade da estação na obra que pode ganhar novo obstáculo: os cortes no orçamento federal

Enquanto o asfalto não chega, a solução paliativa é a conservação da estrada. Mas até nisso o governo federal tem falhado, o que motivou o bloqueio da rodovia há duas semanas

A cena se repete ano após ano: a cada período de chuvas, ou da falta dela, como é mais comum nos dias atuais, se elevam as vozes dos usuários insatisfeitos com o péssimo estado de conservação da BR-135, no traçado que corta o extremo Norte de Minas, entre Itacarambi e a divisa com o Estado da Bahia. A novidade deste verão de 2015 é o uso da medida impopular do fechamento da estrada, como aconteceu há duas semanas, em protesto liderado por um grupo de taxistas.

É inadmissível que a estrada chegue ao status de intransitável a cada intervalo de 12 meses. Enquanto o asfalto não chega – e já há quem duvide se vai chegar um dia -, o governo federal tem a obrigação de mantê-la em condições de tráfego. Não é por falta de ação do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes, o DNIT, que realizou licitação, há um ano, em que foi vendedora a empresa MTX Construções e Empreendimentos, com sede em Montes Claros.

O contrato para manutenção da BR-135 na microrregião de Januária, no valor de R$ 5 milhões, tem como objeto os serviços de recuperação e manutenção da pista de rolamento nos trechos ainda sem asfaltamento da rodovia federal entre o povoado de Pitarana e a cidade de Itacarambi – inclusive da recuperação do antigo asfalto na região do povoado de Rancharia.

A pergunta que não pode calar é a seguinte: por que a empresa não presta o serviço para o qual se habilitou?Depois da repercussão do protesto que bloqueou a estrada na saída da cidade de Manga, eis que aparecem algumas poucas máquinas dessa MTX Construtora para fazer o enésimo mel de coruja nessa estrada do esquecimento, incompetência, descaso e vergonha.

A espera dos mineiros do extremo-norte pela pavimentação da BR-135 se aproxima de um cinquentenário. Como é possível conviver 50 anos com as repetidas promessas de que uma obra será realizada? O fac-simile que reproduzo abaixo é do jornal ‘Notícias do Norte’, que editei em Manga e microrregião, na década de 1980, em parceria com o também jornalista Carlos Diamantino Alkmin. Vejam, no rodapé da página, promessa do então governador Newton Cardoso de que o asfalto chegaria até Manga.

Manchetes de 1987, quando o governador Newton Cardoso prometeu levar o asfalto até Manga e a construção da ponte em Maria da Cruz. Uma obra saiu, a outra parou no tempo

Curiosamente, ao lado desta manchete se anuncia a decisão governamental de se construir a ponte sobre o Rio São Francisco em Pedras de Maria da Cruz, obra que saiu do papel há mais de duas décadas. Por que a ponte se tornou algo concreto e a pavimentação da rodovia depois de Itacarambi não aconteceu é fato bem explicativo da falta de planejamento que marcam as administrações públicas brasileiras ao longo do tempo.

O asfalto da BR-135 é uma cansativa luta de décadas contra o descaso dos diversos governos. A boa notícia nesses quase 30 anos que separam o anúncio do balofo Newton Cardoso e os dias de hoje, foi a esperança que o PT deu ao tema quando assumiu o governo federal, ha´12 anos. Nascia ali uma esperança para a solução do problema. Os governos do petista Lula, que teve o falecido empresário José de Alencar como vice ao longo de dois mandatos, efetivamente restituiu a esperança de que finalmente chegaria ao fim a via-crúcis dos mineiros dessa banda mais pobre da terra dos Gerais.

Ônus e bônus

Estado vai agilizar liberação de recursos para ações de combate à falta de água no semiárido

[COM AGÊNCIA MINAS]- Rendeu muitas promessas e alguma esperança a visita da força-tarefa do governo de Minas a Montes Claros na quinta-feira (26), durante encontro  com prefeitos e lideranças de mais de 80 municípios do Norte de Minas, no auditório da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), conforme antecipado aqui por Em Tempo Real. A notícia que mais agradou aos prefeitos foi a promessa de que o governo estadual vai agilizar a aplicação de cerca de R$ 600 milhões já disponibilizados pelo Governo Federal para o combate à seca no Norte de Minas.

Com o objetivo de tratar da crise de abastecimento de água que afeta duramente a região, a reunião contou com a presença dos secretários de Estado Odair Cunha (Governo), Paulo Guedes (Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste) e Tadeu Leite (Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana), além da presidente da Copasa, Sinara Meireles.

Para Odair Cunha, é fundamental a parceria com o governo Dilma para superar o desabastecimento de água no estado. “Aplicar os recursos já disponibilizados pelo Governo Federal para o Norte de Minas e os vales do Jequitinhonha e Mucuri se constitui num passo fundamental para superar os problemas de abastecimento que essas regiões têm enfrentado”, destacou o secretário.

A presidente da Copasa, Sinara Meireles, voltou a ressaltar a necessidade de a população evitar o desperdício de água, uma vez que não se tem previsão de como será o comportamento do clima nos próximos meses. Ela lembrou que o problema da falta de água já é uma questão bem conhecida da realidade do Norte de Minas e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri e, para superar essa situação o Governo do Estado vai agilizar a aplicação de R$ 600 milhões em obras de expansão e implantação de novos sistemas de abastecimento.

O secretário Paulo Guedes lamentou o fato de que os recursos, disponibilizados pelo Governo Federal desde 2012, ainda não foram utilizados pelo estado. “O Governo de Minas Gerais vai acelerar o cronograma de implantação de sistemas de abastecimento de água em 516 comunidades do semiárido mineiro, a instalação de 34 mil cisternas e construção de 996 pequenas barragens”, disse.

Guedes destaca ajuda federal

Caixa suspende novos contratos do programa Minha Casa Melhor

[COM AGÊNCIA BRASIL] - A Caixa Econômica Federal confirmou a suspensão do programa Minha Casa Melhor, que facilitava a compra de móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida. O banco informou que novas contratações estão sendo discutidas para uma nova fase do programa, mas não informou detalhes nem prazos. Para os beneficiários que já tem cartão referente a contratos realizados não haverá mudanças.

Lançado em 2013, o programa facilita a aquisição de bens conforme as necessidades das famílias inscritas no Minha Casa, Minha Vida. A Caixa oferece a cada beneficiário do programa habitacional do governo crédito subsidiado de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos, a juros de 5% ao ano e prazo de pagamento em 48 meses. A medida dá o tom dos novos e bicudos tempos que o país enfrenta e faz parte do ajuste das contas públicas do governo. 

Sobre a suspensão a Caixa distribui apenas um nota com o posicionamento do banco. “Novas contratações do Minha Casa Melhor estão sendo discutidas no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida fase 3. Os cartões referentes a contratos já realizados continuam operando normalmente”, diz. Uma das especulações para a decisão do banco federal em suspender o programa seria as altas taxas de inadimplência que a linha acumulou ao longo do curto período e que existiu.